Cúpula do IRB Brasil cai após lambança com nome de Warren Buffett e questionamento a balanço
José Carlos Cardoso, presidente do IRB, e Fernando Passos, vice-presidente financeiro, deixam empresa que perdeu mais da metade do valor na bolsa em um mês
Os dois principais executivos do IRB Brasil renunciaram aos cargos nesta quarta-feira em meio a uma crise que levou a uma perda de mais da metade do valor de mercado da empresa de resseguros na bolsa e envolveu até uma lambança com o nome do bilionário investidor Warren Buffett.
José Carlos Cardoso, presidente do IRB, e Fernando Passos, vice-presidente financeiro e de relações com investidores, pediram para sair após o episódio vergonhoso em que a Berkshire Hathaway, holding que concentra os investimentos de Buffett, teve de vir a público para desmentir a notícia de que teria ações da companhia.
Eu defendi a saída dos executivos neste vídeo publicado hoje pela manhã no canal do Seu Dinheiro no YouTube:
E quem assume?
O IRB anunciou o nome de Werner Suffert como vice-presidente financeiro e de relações com investidores. O executivo, que estava na BB Seguridade e havia recentemente renunciado ao cargo no conselho do IRB, assume a posição de presidente interinamente.
O conselho da empresa de resseguros também determinou a instalação de um procedimento de apuração para identificar as circunstâncias exatas da divulgação de informações da base acionária da companhia.
Eu sinceramente espero agora que a nova direção vá além e analise todos os balanços divulgados pelo IRB durante a gestão que acaba de cair.
Leia Também
Leia também:
- IRB desaba mais de 30% com vexame internacional após Buffett negar compra de ações
- Executivos do IRB voltam a defender balanço, mas evitam confrontar Squadra
- Dono de 11% do IRB, Itaú diz estar confortável com balanços da empresa
- IRB turbinou lucro em R$ 1,5 bilhão com itens extraordinários, diz Squadra
Fake news com Buffett
O episódio que culminou na saída de Cardoso e Passos teve início na semana passada, quando surgiram na imprensa notícias falsas de que a holding de Warren Buffett teria aumentado a participação em ações do IRB.
O problema é que a empresa de certa forma ajudou a espalhar o rumor ao "forçar a amizade" com Buffett e indicar para o conselho fiscal uma advogada que atua como procuradora da holding no Brasil. Os diretores do IRB também teriam confirmado o investimento do bilionário investidor em uma teleconferência com analistas.
Ontem à noite, contudo, a Berkshire Hathaway divulgou um inusitado comunicado no qual diz que nunca teve, não tem e não pretende ter ações da empresa.
O vexame internacional levou a uma violenta queda de mais de 30% das ações do IRB apenas no pregão desta quarta-feira. Desde o início de fevereiro, a companhia já perdeu mais da metade do valor na bolsa, o equivalente a R$ 24 bilhões.
Disputa com a Squadra
Os problemas da diretoria do IRB começaram no mês passado com a divulgação de uma carta aos investidores da gestora carioca Squadra. Com uma grande posição vendida em ações da companhia, a gestora sustenta que os resultados da resseguradora foram turbinados por itens não-recorrentes, ou seja, que não vão se repetir em resultados seguintes.
A empresa negou a informação e publicou o balanço do quarto trimestre com o laudo de uma segunda auditoria específica para os dados atuariais, feito pela Ernst & Young (EY), além do trabalho já feito pela PwC. Mas isso não foi suficiente para eliminar as dúvidas do mercado.
Saída de Ivan Monteiro
No meio do tiroteio com a Squadra, a direção do IRB ainda se enrolou no episódio da saída de Ivan Monteiro da presidência do conselho de administração da companhia na semana passada.
A informação sobre a renúncia de Monteiro, também publicada pela imprensa, foi desmentida pela companhia. O problema é que desta vez a informação era verídica. No dia seguinte ao desmentido do IRB, o executivo formalizou o pedido de renúncia ao cargo.
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
