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A Strategy, empresa de tesouraria de bitcoin (BTC), acaba de reforçar seu caixa com US$ 101 milhões em unidades da criptomoeda, movimento que acontece logo após a primeira venda da companhia em quatro anos.
Do dia 28 a 31 de maio, as cotações da maior moeda digital do mercado ficaram estáveis ao redor dos US$ 73 mil por bitcoin. Mas foi só a venda da empresa de Michael Saylor vir à tona, que os BTCs apontaram para queda e chegaram a ser negociados abaixo dos US$ 60 mil.
Entretanto, o movimento não parece ter feito a companhia mudar de ideia sobre sua estratégia de acumular o criptoativo em caixa.
Investidores que se deixaram levar pela venda e se desfizeram do BTC na carteira acabaram vendendo o ativo em um momento de baixa. Dessa forma, o caso acaba funcionando como exemplo da importância do acesso a informações confiáveis e analistas no mercado financeiro.
A antiga Microstrategy vendeu 32 BTC por aproximadamente US$ 2,5 milhões, a um preço médio de US$ 77.135 por BTC, entre 26 e 31 de maio. As informações constam de um documento enviado no dia 1º de junho à SEC, entidade equivalente à CVM nos Estados Unidos (EUA).
De acordo com reportagem do Money Times portal parceiro do Seu Dinheiro, a venda de bitcoins auxiliaria o pagamento de dividendos para acionistas.
Então, na última segunda-feira (8), a empresa divulgou um comunicado que registra a compra de mais 1.550 BTCs, por um valor equivalente aos US$ 101 milhões mencionados anteriormente, ou pouco mais de US$ 65 mil por unidade.
Agora, a Strategy detém 845 mil bitcoins, que representam mais de 4% de toda a oferta global e valem cerca de US$ 53,7 bilhões.
Além disso, a companhia mudou o ritmo de distribuição de dividendos aos acionistas. Os pagamentos, que eram feitos em ritmo mensal, agora são quinzenais. De acordo com a própria Strategy, o intuito é:
À época da venda, a Empiricus destacou em relatório que os 32 BTC vendidos pela companhia eram pouco representativos diante de todo o estoque acumulado em caixa. Porém, o valor simbólico da operação foi o que movimentou o mercado.
“Isso acontece porque Saylor construiu sua imagem pública em torno da ideia de nunca vender bitcoin. Portanto, mesmo que a operação não mude a tese estrutural da companhia, ela quebrou parte da narrativa e assustou investidores de varejo, principalmente em um momento em que o mercado já está mais sensível.”
Mesmo com o mercado temeroso de que a venda de Saylor pudesse representar um pessimismo da Strategy em relação ao BTC — o que foi rechaçado poucos dias depois com a compra volumosa de mais ativos, a Empiricus manteve a recomendação de compra ressaltando que, estruturalmente, a tese continua atrativa.
A venda realizada pela Strategy no final de maio pode ter causado um susto em investidores de bitcoin, tanto que a própria cotação da moeda caiu na sequência desse evento.
Mas como as mesmas pessoas devem ter se sentido oito dias depois, quando foi anunciada a compra de 1.550 BTC?
O mercado financeiro é repleto de altos e baixos que podem ser difíceis de acompanhar para as pessoas que não trabalham diretamente ligadas a ele.
O mundo das criptomoedas é um bom exemplo disso.
Muitas vezes, investidores acabam “seguindo a manada” e vendem um ativo quando ele está em queda, como no caso da venda realizada pela Strategy. Com isso, perdem recuperações seguintes e abrem mão do planejamento de longo prazo.
A situação é apenas um exemplo da importância de seguir boas análises de profissionais que vivem o mercado financeiro 24 horas por dia. Esse tipo de informação já foi praticamente inacessível à pessoa física no passado, mas o cenário é bem diferente nos dias de hoje.
O Empiricus+, por exemplo, funciona como um Netflix do mercado financeiro. Afinal, o investidor paga apenas uma assinatura e garante acesso a diversas carteiras e conteúdos elaborados por profissionais experientes do mercado.
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