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VEIO A RESSACA?

A maré virou para a bolsa brasileira? BTG corta recomendação e esfria aposta no Brasil — e ele não é o único

Duas das maiores instituições financeiras do mundo ficaram mais cautelosas com as ações brasileiras nesta semana

Montagem do touro dourado encarando urso dourado na frente da B3 | Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A maré do otimismo com a bolsa brasileira parece ter virado de vez. Em poucos dias, o Ibovespa perdeu dois importantes votos de confiança. Depois do Bank of America reduzir sua recomendação para o Brasil, agora foi a vez do BTG Pactual rever sua visão para os ativos locais.

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O banco rebaixou nesta sexta-feira (12) a recomendação para as ações brasileiras de overweight (equivalente à compra) para market perform (neutro), citando um cenário macroeconômico que se tornou mais difícil de navegar diante das incertezas fiscais e monetárias.

A mudança de avaliação ocorre em um momento em que parte do mercado ainda tenta entender até onde vai a correção recente dos ativos brasileiros.

Embora a bolsa já tenha passado por um ajuste relevante — o principal índice do mercado de ações local acumulou queda de 7,22% em maio, o pior desempenho entre as bolsas latino-americanas —, o BTG acredita que ainda é cedo para concluir que os preços ficaram suficientemente atrativos.

Na avaliação dos estrategistas, o mercado pode precisar de mais tempo para encontrar um novo ponto de equilíbrio ou ganhar maior visibilidade sobre os rumos da economia brasileira.

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O diagnóstico está alinhado à visão do Bank of America, que também reduziu sua recomendação para o Brasil para neutra, sob o argumento de que o cenário de juros segue mais difícil e que as expectativas para os lucros das empresas perderam força.

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BTG Pactual vê mais oportunidades fora do Brasil

Enquanto o entusiasmo com o mercado brasileiro diminui, outros países latino-americanos começam a ganhar espaço nas preferências dos estrategistas.

Vale lembrar que a revisão para neutro não significa uma visão pessimista para a bolsa brasileira, mas indica que o BTG não enxerga, neste momento, um potencial de retorno suficientemente superior ao restante da região.

Dentro da América Latina, o Brasil agora divide a classificação neutra apenas com o Chile.

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Já a Colômbia foi promovida para overweight (compra), impulsionada pela melhora das perspectivas políticas e pelo aumento da probabilidade de vitória de um candidato considerado pró-mercado no segundo turno das eleições presidenciais.

Peru e Argentina continuam entre os mercados preferidos do banco, ambos com recomendação overweight.

Na outra ponta aparece o México, único país latino-americano atualmente classificado como underweight (equivalente à venda) pelo BTG.

Onde o BTG está investindo na América Latina?

Apesar do rebaixamento da recomendação para o Brasil, o BTG continua encontrando oportunidades seletivas no mercado local.

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Inclusive, o país continua sendo o principal componente da carteira recomendada pelo banco para a América Latina. A carteira reúne atualmente 16 ações, sendo sete brasileiras.

Segundo o relatório, a estratégia privilegia empresas com capacidade de entregar crescimento consistente ao longo do tempo, forte execução operacional e disciplina na alocação de capital.

Confira as apostas do BTG:

Brasil

  • Itaú Unibanco (ITUB4) — 10,0%
  • Auren Energia (AXIA3) — 10,0%
  • Eneva (ENEV3) — 10,0%
  • Localiza (RENT3) — 10,0%
  • Motiva (MOTV3) — 7,5%
  • Equatorial (EQTL3) — 7,5%
  • Allos (ALOS3) — 4,0%

México

  • Vesta — 7,5%
  • Ternium — 7,5%
  • Tiendas 3B — 7,0%

Chile

  • Antofagasta — 3,5%
  • Mallplaza — 3,0%

Peru

  • Credicorp — 3,5%
  • Buenaventura — 3,5%

Argentina

  • Banco Macro — 2,5%

Colômbia

  • Grupo Cibest — 3,0%

*Com informações do Money Times.

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