🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

CHOQUE DE JUROS NA BOLSA

O alerta do BofA para as ações substitutas da renda fixa — e onde buscar refúgio para blindar dividendos 

Bank of America adota tom pessimista para as chamadas bond proxies no Brasil em meio à Selic elevada; saiba quais papéis ainda valem a pena com base na tese do banco

bolsas caindo fundo bolsa de valores alerta perigo queda de ações
Imagem: iStock.com/mesh cube

Se você é daqueles investidores que adora buscar refúgio nas ações de empresas com receitas previsíveis e bons pagamentos — as famosas bond proxies, consideradas substitutas da renda fixa —, é melhor apertar os cintos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bank of America ficou mais cauteloso com esse grupo específico de ações da bolsa brasileira e mudou as preferências dentro desse universo.  

O motivo: o banco norte-americano revisou para cima a projeção para a taxa Selic e prevê um ambiente externo pior, por isso, passou a preferir empresas menos endividadas nessa categoria. 

As bond proxies brasileiras 

Antes de entender a mudança, vale explicar o conceito. Bond proxy é uma expressão em inglês que significa, literalmente, “substituto de título de renda fixa”.  

Na prática, são ações de empresas com fluxo de caixa previsível e receitas que tendem a crescer no ritmo da inflação — características que as tornam parecidas com investimentos de renda fixa, como títulos do Tesouro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, o BofA enquadra nessa categoria empresas dos setores de energia elétrica, saneamento, rodovias, ferrovias, shoppings e telecomunicações. Pense em companhias como Equatorial, Sabesp, Rumo e Vivo. 

Leia Também

PESSIMISMO CONTINUA

Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho

Conteúdo Empiricus

Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026

Essas ações têm uma característica importante: elas se movem, em geral, na direção contrária aos juros. Quando a Selic cai, ficam mais atraentes — porque a renda fixa rende menos e o investidor busca alternativas com retorno maior. Quando os juros sobem, o movimento é o oposto. 

Por que o BofA ficou mais cauteloso? 

O Bank of America revisou a projeção para a Selic ao fim de 2026 de 13,25% para 14,25% — e para o fim de 2027, de 12,50% para 13,25%. Ou seja, os juros devem ficar mais altos por mais tempo do que se esperava. 

Dois fatores explicam essa revisão. O primeiro é doméstico: o governo brasileiro adotou uma série de medidas de estímulo fiscal que, na avaliação do BofA, pressionam a inflação e, portanto, exigem juros mais elevados.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo é externo: o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve manter uma postura mais dura em relação aos juros nos EUA, o dólar está se fortalecendo globalmente e os ativos ligados à inteligência artificial (IA) seguem dominando o apetite dos investidores internacionais — o que deixa a América Latina em desvantagem na disputa por capital estrangeiro. 

Leia também:

Quais ações o BofA prefere agora? 

Nesse cenário de juros altos e incerteza, o BofA passou a preferir as bond proxies menos alavancadas, ou seja, empresas com menor nível de dívida.  

A lógica é simples: empresas muito endividadas sofrem mais quando os juros sobem, porque o custo do serviço da dívida aumenta e corrói os lucros. Confira a lista a seguir: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Axia Energia (AXIA3) 

O banco vê a ação como barata. Pelo modelo do BofA, o mercado está precificando a energia da empresa a cerca de R$ 210 por megawatt-hora, enquanto a projeção do próprio banco é de R$ 260/MWh. Essa diferença representa potencial de valorização. A taxa interna de retorno (TIR) real estimada é de 15%, com duração de fluxo de caixa de 8 anos. 

Eneva (ENEV3) 

A empresa de energia termelétrica deve surpreender positivamente, segundo o BofA, graças ao comércio de gás natural liquefeito (GNL), à alta utilização de suas usinas e ao crescimento de capacidade. O banco projeta crescimento de 35% ao ano no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre 2026 e 2029. TIR real estimada de 14%, também com duration de 8 anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Motiva (MOTV3) 

No setor de transportes (rodovias), o BofA trocou a preferência anterior por Motiva, justamente por causa do cenário de juros mais altos. A empresa tem baixo duration de fluxo de caixa (6 anos) — o que a torna menos sensível à variação dos juros —, alavancagem baixa (dívida líquida inferior a 3 vezes o Ebitda) e valuation atraente, com TIR real de 13,5%. 

O banco também destaca a Equatorial (EQTL3) como opção para quem acredita em queda dos juros no longo prazo, dado o valuation atrativo (TIR real de cerca de 12%) e duration longo de fluxo de caixa (11 anos), que se beneficia mais quando as taxas recuam. 

Lula ou Flávio Bolsonaro? A estratégia de investimentos para atravessar as eleições 2026

As ações que o BofA evitaria agora

Telecomunicações — Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3) 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco mantém visão negativa. As ações já caíram após resultados fracos no primeiro trimestre de 2026, mas o BofA considera que o valuation ainda não é suficientemente atrativo para compensar os riscos, já que a TIR real implícita é de apenas 8,5% para a Vivo e 8,3% para a TIM. 

Shoppings — Allos (ALOS3), Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3) 

O BofA vê perspectiva limitada para o setor, sem gatilhos claros de valorização, crescimento modesto de lucros e sem revisões positivas de estimativas à vista.  

A Allos ainda é a preferida dentro do grupo, pelo dividendo elevado — yield estimado de 13% para 2026. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ecorodovias (ECOR3) 

Apesar de aparecer com o valuation mais atrativo entre as rodovias (TIR de 18%), a empresa tem alavancagem elevada — dívida líquida acima de 4,5 vezes o Ebitda — e compromissos de investimento muito pesados (cerca de R$ 60 bilhões, 11 vezes o valor de mercado da companhia).  

Em um ambiente de juros altos, essa combinação torna a relação risco-retorno menos favorável, segundo o banco. 

O que o investidor deve saber 

Em um cenário de juros altos, nem toda bond proxy é igual. Empresas com muita dívida ficam mais vulneráveis porque os custos financeiros aumentam.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já empresas menos alavancadas, com fluxo de caixa previsível e valuation descontado, podem oferecer uma relação mais favorável entre risco e retorno. 

Vale lembrar ainda que o BofA usa como métrica principal a TIR real implícita — uma forma de medir o retorno que o investidor obteria comprando a ação hoje e recebendo os fluxos de caixa futuros projetados, descontados pela inflação.  

Quanto maior essa taxa em relação aos juros reais dos títulos públicos brasileiros, mais atrativa é a ação na comparação com a renda fixa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bolsa não para de cair 26 de outubro de 2026 - 18:15
Ibovespa, bolsa, dólar 26 de outubro de 2026 - 12:29
Touro da B3 triste 26 de outubro de 2026 - 12:10
26 de outubro de 2026 - 10:48
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 25 de outubro de 2026 - 22:48
Tela do Meu INSS com opção de acesso pela conta gov.br 25 de outubro de 2026 - 11:00
Montagem que traz Lula do lado esquerdo. No centro, Bruno Di Giacomo, sócio fundador e CEO da Nero Capital. Do lado direito, Flávio Bolsonaro. No pé da imagem, a pergunta: Pós-eleições: oportunidades à vista? 23 de outubro de 2026 - 18:56
Montagem com um fundo de gráfico de ações e a bandeira do Brasil dentro de uma lupa, gestores, ações, fundos 23 de outubro de 2026 - 17:53
imóveis 23 de outubro de 2026 - 14:28
Lojas Quero-Quero (LJQQ3) 23 de outubro de 2026 - 13:13
Imagem criada por IA traz a bandeira do Brasil de fundo e um gráfico de ações em alta 22 de outubro de 2026 - 19:45
Imagem de uma tela de computador com o Facebook aberto e símbolo da Meta no canto inferior direito 22 de outubro de 2026 - 14:32
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026; 1º turno 22 de outubro de 2026 - 11:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar