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A HORA DA PECHINCHA?

Petróleo em queda, Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) liderando perdas na bolsa. Por que a XP ainda recomenda compra?

Reabertura do Estreito de Ormuz reduz prêmio de risco da commodity, mas corretora vê espaço para alta nas duas petroleiras

Montagem com um fundo de campo de petróleo sobreposto com gráficos de ações e as logos de petrobras e prio ao centro representando o desempenho das ações das companhias na bolsa de valores
Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) - Imagem: Montagem/Canva Pro

A trégua entre Estados Unidos e Irã, mesmo que frágil, derrubou os preços do petróleo e colocou as ações das petroleiras entre as maiores baixas da bolsa nesta segunda-feira (15). Mesmo assim, a XP Investimentos vê uma oportunidade para os investidores e mantém Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) entre suas favoritas do setor.

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As ações das petroleiras figuravam entre as maiores quedas do pregão de hoje, refletindo o recuo dos preços internacionais da commodity.

Por volta das 13h10 (horário de Brasília), os papéis da Prio caíam 5,75% no Ibovespa, negociados a R$ 57,81. Já a ação ordinária da Petrobras (PETR3) recuava 4,70%, para R$ 44,03, enquanto a preferencial PETR4 registrava baixa de 4,86%, cotada a R$ 39,18.

Enquanto isso, o principal índice da bolsa brasileira operava em direção oposta e avançava 0,69% no mesmo horário, aos 172.307,09 pontos.

Apesar do setor petroleiro liderand as perdas no pregão, a XP mantém recomendação de compra para PETR4 e PRIO3.

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Os preços-alvo são de R$ 63 para a Petrobras e R$ 78 para a Prio, que representa potencial de valorização de cerca de 53% e 27%, respectivamente, em relação ao fechamento da última sexta-feira (12).

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O que derrubou Petrobras e Prio hoje

Segundo a corretora, a queda das ações acompanha o alívio nos preços do petróleo após o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que estabeleceu um cessar-fogo imediato e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Por volta das 13h30 (de Brasília), os contratos do Brent — referência internacional do petróleo — para agosto, negociados na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, recuavam 5,30%, cotados a US$ 82,69.

Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI) — referência nos EUA — para julho, negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), registravam queda de 5,66%, para US$ 80,08.

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Você pode conferir os detalhes nesta matéria do Seu Dinheiro.

As favoritas do setor

Os analistas da XP afirmam no relatório que Petrobras e Prio seguem sendo suas principais escolhas entre as petroleiras listadas na bolsa.

Na avaliação da XP, as duas companhias oferecem “o melhor equilíbrio entre risco e retorno, com yields atrativos em 2026, ainda embutindo algum prêmio de risco”, considerando um cenário em que os preços do petróleo permaneçam elevados.

Os analistas destacam que os subsídios do governo favorecem a Petrobras, ajudando a compensar parte da diferença causada pela não adoção integral da paridade internacional dos preços dos combustíveis.

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Caso o modelo atual seja mantido, a XP estima um benefício de US$ 7,6 bilhões em fluxo de caixa livre para a estatal entre o segundo e o quarto trimestre de 2026.

Brava e PetroReconcavo têm estratégias diferentes

Sobre Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3), que também operam em forte queda nesta segunda-feira, a corretora ressalta que as operações de hedge adotadas pelas empresas ajudam a reduzir os impactos de quedas no preço do Brent.

Por outro lado, essa estratégia também limita os ganhos no curto prazo quando a commodity sobe.

A XP tem recomendação de compra para BRAV3 e classificação neutra para RECV3.

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Os preços-alvo são de R$ 25 e R$ 13, respectivamente, o que implica potencial de valorização de 19% para a Brava Energia e de 18,9% para a PetroReconcavo em relação ao último fechamento.

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