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As recompras poderão ocorrer desde que o preço das cotas estejam abaixo do valor patrimonial do ALZR11 apurado no dia imediatamente anterior

O fundo imobiliário Alianza Trust Renda (ALZR11) viu as cotas caírem mais de 5% no último mês e, agora, informou ao mercado que quer realizar seu primeiro programa de recompra de cotas.
Segundo fato relevante divulgado na noite de segunda (8), a operação permitirá a aquisição de até 16.451.225 papéis, o que equivale a 10% do total de cotas emitido atualmente .
Pelas regras definidas no documento, as recompras poderão ser realizadas entre 22 de junho deste ano e 21 de junho de 2027, ficando à critério da Alianza, gestora do FII.
Além disso, todas as cotas adquiridas serão retiradas de negociação na bolsa e posteriormente canceladas, como exige a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ainda segundo o documento, as recompras poderão ocorrer desde que o preço dos papéis estejam abaixo do valor patrimonial (VP) do ALZR11 apurado no dia imediatamente anterior.
Segundo o último relatório gerencial divulgado, o valor patrimonial do FII é de R$ R$ 10,57. Atualmente, o fundo imobiliário é negociado na faixa dos R$ 10. Após o anúncio, o ALZR11 iniciou o pregão desta terça (9) em queda de 0,20%, a R$ 10,04.
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A Alianza afirmou em documento que “a possibilidade de recompra contribui para o nível de liquidez na negociação das cotas com adequada precificação”.
A recompra de papéis já é comum entre companhias listadas na B3. Empresas abertas costumam recorrer a esse tipo de mecanismo quando consideram que suas ações estão descontadas, como forma de sinalizar confiança aos acionistas.
Porém, no caso dos fundos imobiliários e fiagros, a operação é um mecanismo mais recente, já que passou a ser autorizado pela CVM somente em 2025.
O debate sobre a recompra de cotas pelos FIIs ganhou destaque após a forte queda dos ativos na bolsa de valores em dezembro de 2024, por conta de temores sobre a tributação de dividendos.
Já em maio do ano passado, a CVM anunciou a autorização para a recompra de cotas, mas estabeleceu que a operação deve respeitar o limite de até 10% do patrimônio líquido do FII. Além disso, os papéis adquiridos precisam ser canceladas, não podendo ser mantidas em tesouraria.
A xerife dos mercados ainda estipulou que a operação não será autorizada quando houver informação não divulgada que possa alterar substancialmente o valor da cota.
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