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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Aposta na queda

IRB turbinou lucro em R$ 1,5 bilhão com itens extraordinários, diz Squadra

Empresa de resseguros teria prejuízo antes de impostos de R$ 112 milhões entre janeiro e setembro de 2019 sem itens que não devem se repetir nos próximos trimestres, segundo a gestora

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
3 de fevereiro de 2020
16:51 - atualizado às 18:39
Tela mostra cotações de bolsa de valores e gráficos de mercado
Imagem: Shutterstock

A empresa de resseguros IRB-Brasil registrou um lucro líquido antes de impostos de R$ 1,390 bilhão de janeiro a setembro de 2019. Mas sem a ajuda de itens considerados extraordinários, ou seja, que não devem se repetir nos resultados seguintes, a companhia na verdade teria um prejuízo de R$ 112 milhões no período.

Os cálculos são da gestora de fundos Squadra, que tem uma grande posição vendida em ações do IRB e publicou uma carta com uma análise sobre os resultados da empresa.

Os papéis do IRB (IRBR3) chegaram a cair 15% no pregão desta segunda-feira em reação ao documento, mas reduziram parte das perdas e fecharam o dia em queda de 9,06%, cotados a R$ 40,77. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

A diferença de R$ 1,5 bilhão entre o resultado contábil e o que seria o recorrente na visão da Squadra é atribuída a cinco itens. O principal deles é a contabilização de recebimentos de compensações por sinistros que ainda não foram pagos. Essa expectativa de ganho futuro contribuiu com R$ 605 milhões para o resultado dos nove primeiros meses de 2019.

De acordo com a gestora, apenas uma resseguradora local além do IRB reconhece esse ajuste, no valor equivalente a 2% das provisões. No IRB, esse percentual estaria em 30% e começou a ser contabilizado no ano passado.

Outros R$ 282 milhões do resultado da resseguradora em 2019 vieram da reversão de provisões de sinistros referentes a anos de subscrição anteriores a 2014. Como a empresa não divulga o efeito de reavaliações de reservas de anos anteriores, esse número se trata apenas de uma estimativa da Squadra, que no entanto diz ter sido conservadora.

A gestora também avalia que a avaliação considerada otimista da sinistralidade de contratos subscritos em 2019 rendeu outros R$ 292 milhões à companhia. A projeção de pagamento de indenizações pelo IRB estaria em apenas 30% dos prêmios, contra uma sinistralidade estimada em 71% para o acumulado dos contratos dos cinco anos imediatamente anteriores.

Os outros dois itens extraordinários reconhecidos nos resultados do IRB se referem à participação da companhia em shopping centers. A empresa obteve R$ 119 milhões com a venda do Minas Shopping e reavaliou as demais participações por um valor R$ 204 milhões maior.

Ou seja, caso a empresa venha a se desfazer desses outros shoppings, parte desse ganho de capital já foi contabilizado, de acordo com a Squadra.

Ainda de acordo com a gestora, a companhia deveria ter gerado cerca de R$ 1,6 bilhão de caixa diante do alto crescimento e do lucro reportado nos primeiros nove meses do ano.

"No entanto, o panorama que se observou foi bem diferente: o IRB consumiu mais de R$ 300 milhões de caixa", escreveu a Squadra.

Eu procurei o IRB, mas a assessoria de imprensa me informou que a companhia está em período de silêncio e não comentaria o assunto. A divulgação do balanço do quarto trimestre e de 2019 está marcada para o dia 18 de fevereiro.

Mais cedo, a empresa divulgou um comunicado informando que os balanços seguem as normas contábeis e atuariais vigentes no Brasil "com absoluta precisão, passando por um rigoroso processo de governança" e que avalia a possibilidade de tomar medidas legais contra a gestora.

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