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ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO

Dividendos na conta ou na cota? Novo ETF de ‘vacas leiteiras’ do Ibovespa reinveste proventos para ‘engordar o rebanho’

O ETF BTER11, da Investo, reúne ações de setores resilientes, mas com a estratégia de reinvestir automaticamente os dividendos e JCP

Imagem criada por IA mostra uma pista de corrida, com um atleta correndo rumo à chegada. Na chegada, pilhas de dinheiro o esperam.
Estratégia de acumulação do ETF BTER11 foca na longo prazo. Imagem: ChatGPT

Os fundos de índice (ETFs) caíram no gosto dos gestores de mercado e novas estratégias surgem com os lançamentos de produtos. A mais recente aposta da Investo é investir nas “vacas leiteiras” do Ibovespa — empresas com receitas previsíveis, geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos — mas com um detalhe importante: os proventos não caem na conta do investidor.

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O fundo BTER11 estreia na B3 nesta quarta-feira (10), com uma estratégia focada em companhias de setores resilientes da economia, reunidos sob a sigla BESST: Bancos, Energia, Saneamento, Seguros e Telecomunicações.

A proposta do produto é: em vez de distribuir dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) periodicamente aos cotistas, o ETF BTER11 reinveste automaticamente esses recursos na própria carteira para gerar mais retorno no longo prazo, via valorização da cota. Ou seja, em vez de distribuir os recursos das vacas leiteiras, o ETF adota a estratégia de "engordar o rebanho".

Como funciona o BTER11

O novo ETF da Investo replica o índice MarketVector™ Brazil BESST Quality Index.

Para entrar na carteira, as empresas precisam cumprir alguns critérios: ter registrado lucro líquido e realizado pagamento recorrente de dividendos nos últimos três anos, além de atender requisitos mínimos de liquidez e valor de mercado.

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A metodologia também impõe um limite de 8% de exposição máxima por empresa, reduzindo a concentração excessiva. A taxa de administração do BTER11 é de 0,50% ao ano, segundo a Investo.

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Na estreia, a carteira reúne 22 companhias, incluindo nomes como:

  • Sabesp (SBSP3),
  • BTG Pactual (BPAC11),
  • Banco do Brasil (BBAS3),
  • Copel (CPLE3) e
  • Telefônica Brasil (VIVT3).

Uma mudança recente nas regras do índice, implementada no fim de 2025, passou a excluir holdings da composição, priorizando empresas operacionais.

Sem dividendos, sem imposto

Ao optar pela não distribuição dos dividendos, o ETF BTER11 consegue um tratamento tributário melhor para os cotistas.

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ETFs com distribuição de proventos sofrem retenção de 15% de imposto de renda (IR) direto na fonte.

Já no modelo de acumulação adotado pelo BTER11, os dividendos e o JCP são reinvestidos integralmente dentro do fundo, sem que o investidor tenha que pagar imposto e sem diminuir o valor do pagamento dos proventos.

Neste ponto o investidor pode se perguntar: mas ao receber dividendos, como pessoa física não tem imposto de renda? De fato. Mas o custo de ter as 22 ações que compõe o fundo em um portfólio é muito maior do que os R$ 20 da cota no lançamento.

Além disso, o JCP tem cobrança de 15% de IR na distribuição para pessoa física.

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Para o investidor que não está interessado em renda passiva recorrente, mas ganho de capital no longo prazo, a possibilidade de postergar o pagamento de IR para o futuro, no momento de venda das cotas, é um diferencial tributário relevante.

Histórico do índice

Embora rentabilidade passada não garanta ganhos futuros, o histórico do índice usado pelo ETF é positivo.

Entre janeiro de 2021 e o lançamento do produto em junho de 2026, o MarketVector™ Brazil BESST Quality Index acumulou valorização de 122,24%, contra 57,39% do Ibovespa no mesmo período.

Só em 2025, o índice avançou 54,05%, enquanto o principal indicador da bolsa brasileira subiu 33,95%.

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Embora o momento seja de reversão de ganhos na bolsa, a Investo espera que em um novo ciclo de queda relevante dos juros, mais investidores optem por adotar os ETFs para investir em renda variável, já que parte do capital hoje está alocado em ETFs de renda fixa e a tendência é de migração em busca de retorno.

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