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2020-02-12T18:57:52-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Comprados x Vendidos

Dono de 11% do IRB, Itaú diz estar confortável com balanços da empresa

As ações da resseguradora registram forte queda desde o começo do mês após a publicação de uma carta da gestora carioca Squadra, que possui uma grande posição vendida na empresa

12 de fevereiro de 2020
16:25 - atualizado às 18:57
Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco
Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco - Imagem: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Na disputa entre investidores comprados e vendidos na resseguradora IRB Brasil, ontem foi a vez do Itaú Unibanco, dono de 11% do capital da empresa, fazer uma defesa da companhia.

Em teleconferência ontem com analistas, o presidente do Itaú, Candido Bracher, afirmou não ter “nenhum desconforto” com as demonstrações contábeis do IRB.

As ações da resseguradora registram forte queda desde o começo do mês após a publicação de uma carta da gestora carioca Squadra, que possui uma grande posição vendida na empresa.

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No documento, a Squadra defende que os resultados do IRB foram impulsionados por eventos que não vão mais se repetir no futuro – ou seja, não são sustentáveis.

Nos cálculos da gestora, esses itens foram responsáveis por turbinar em R$ 1,5 bilhão o resultado da companhia nos nove primeiros meses de 2019.

O presidente do Itaú não comentou especificamente os pontos levantados pela gestora, mas disse que tanto a participação no IRB como na XP Investimentos são estratégicas de longo prazo para o banco.

“Ambas cobrem áreas de negócios onde queremos expandir nossa presença”, disse Bracher, que disse ver a área de seguros como sub-representado no banco.

Em seguida, o presidente do Itaú passou a palavra a Alexsandro Broedel, diretor de finanças e relações com investidores do banco e membro do conselho de administração do IRB, que reiterou não haver nenhuma observação ou indício de irregularidade nos balanços da companhia.

A fala dos executivos do Itaú ajudou a reduzir um pouco da pressão sobre as ações do IRB, que subiram 5% ontem. Desde a publicação da carta da Squadra, porém, os papéis acumulam uma perda de quase 25% – considerando a queda de 2,74% hoje. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

Todas as atenções dos investidores agora estarão voltadas para a divulgação do próximo resultado do IRB, programada para sair no dia 18, após o fechamento dos mercados.

Em teleconferência realizada anteontem, os executivos da companhia prometeram detalhar todos os números que resultaram na controvérsia levantada pela Squadra.

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