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Nvidia, Apple e outras companhias querem levar o poder computacional de um data center para o cotidiano dos consumidores

As empresas de tecnologia que oferecem infraestrutura de computação em nuvem, armazenamento e redes em escala massiva concentram grande parte das inovações no segmento de inteligência artificial.
Os usuários que desejam usufruir dessa tecnologia dependem de um modelo de entrega de software que disponibiliza aplicações de forma remota pela internet.
No entanto, empresas como a Nvidia, querem desenvolver produtos capazes de oferecer a potência de um data center instalados em notebooks comuns.
Durante o GTC Taipei 2026, a Nvidia (NVDC34) apresentou o RTX Spark, um “superchip” que reúne CPU e GPU, com até 128 GB de memória para processamento.
“A principal inovação está na integração dos componentes, reduzindo gargalos que normalmente surgem quando o processador e a placa de vídeo trabalham de forma separadas em tarefas mais exigentes, uma limitação comum nos computadores atuais”, explica Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.
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Também foram anunciados os primeiros equipamentos que terão o chip instalado: os notebooks Surface Laptop Ultra, da Microsoft, que possuem o Windows 11. O sistema foi desenvolvido especialmente para dar suporte otimizado ao ecossistema RTX Spark.
Além de aplicações em IA, a Nvidia promete entregar versatilidade para executar jogos de última geração em alta qualidade, edição de vídeo, modelagem 3D e criação de conteúdo, sem a necessidade de intermediação de um data center para cada tarefa.
Depois do anúncio, Intel e Qualcomm, empresas que já atuavam nesse segmento, registraram quedas de 4,7% e 8,8%, respectivamente, no pregão seguinte. Por outro lado, Nvidia e Microsoft avançaram 6,3% e 2,3%.
Na visão de Spiess, o episódio fortaleceu a tendência da inteligência artificial se aproximar do cotidiano de consumidores e empresas.
“Para quem acredita nessa transformação, investir nas companhias responsáveis por fornecer a infraestrutura dessa nova realidade pode ser uma forma de participar desse crescimento”, afirma o analista.
A Nvidia (NVDC34) é um dos ativos da série de ações internacionais da Empiricus.
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