Depois da chegada de sua marca irmã mais barata, preços da Zara caem; qual o risco para C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3)?
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%

Uma nova marca do mesmo grupo espanhol Inditex, dono da Zara, acaba de chegar ao Brasil. Na semana passada, a Bershka, voltada ao público mais jovem, de 13 a 25 anos, abriu sua primeira loja no Brasil, no Shopping Morumbi, em São Paulo.
No mesmo período, sua marca-irmã Zara implementou cortes amplos de preços, de aproximadamente 15%, diz levantamento da XP. Claro, o posicionamento mais acessível da Bershka pode ter afetado a Zara, mas esse não é o único fator, diz a corretora.
"A Bershka está posicionando seus preços mais próximos das lojas de departamento brasileiras, mantendo, contudo, uma proposta de valor centrada nos consumidores mais jovens por meio de um sortimento e de uma comunicação com forte orientação à moda".
O plano é inaugurar outra loja no Rio de Janeiro até o fim deste ano. Hoje, a rede opera em 68 mercados com 854 lojas. A marca já está presente em vários países da América Latina, com destaque para o México, onde possui 75 lojas.
Atualmente, a Inditex já mantém no Brasil 45 lojas da Zara e nove unidades da Zara Home, além das plataformas de e-commerce das marcas. A empresa também compete com as brasileiras abertas na bolsa C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3).
Reprecificação na arara
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%.
Leia Também
E isso não tem necessariamente relação com a sua marca irmã, já que aumentou a demanda por itens mais baratos entre a população brasileira, com o aumento da inadimplência e endividamento.
"Em termos gerais, não estamos preocupados com a entrada da Bershka, enquanto o corte de preços da Zara pode refletir o poder de compra limitado dos consumidores, a melhora da execução de moda nas lojas de departamento ou ambos."
Na Bershka, uma camiseta básica sai por a partir de R$ 49,00, enquanto é possível encontrar camisas por R$ 159,00. Uma calça jeans custa a partir de R$ 159 e vestidos vão de R$ 149 a R$ 279. Os preços foram consultados por Seu Dinheiro no site da Bershka.
Mesmo assim, o Brasil continua sendo um dos países mais caros para comprar roupa no mundo. É também um mercado difícil para empresas estrangeiras, com logística e base tarifária complexa, embora avanços tenham acontecido nesse cenário nos últimos anos, e com companhias locais bem estabelecidas.
Até as varejistas brasileiras sofrem, com juros e inflação corroendo o poder de compra da população e alta concorrência das plataformas asiáticas.
Maior concorrência para Renner e C&A
Recentemente, outra concorrente da Zara chegou ao mercado brasileiro: a H&M, que desembarcou por aqui em agosto do ano passado e tem quatro lojas, todas em São Paulo. Ela também tem produtos para o público feminino, masculino, infantil e para casa.
Já a Shein recebeu mais de 100 mil visitantes em lojas temporárias, as pop-ups stores, nos últimos quatro anos.
"A Zara ainda opera em um patamar de preços superior ao das lojas de departamento, embora tenha se aproximado bastante da H&M após seu recente reposicionamento", diz a corretora.
"Embora a estreia com uma única loja da Bershka não deva impactar materialmente os varejistas locais, dado o alcance muito limitado, o monitoramento é justificável", diz a XP. Além disso, as companhias estão no meio de reestruturações importantes, que podem render altas nas ações.
Para a XP Investimentos, a Renner é a preferida entre as varejistas, com maior visão de moda e ajustes estratégicos e execução sólida.
Tanto Banco Safra quanto o BB Investimentos elevaram seu preço-alvo para a ação, ao incorporar o resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25) e as perspectivas macroeconômicas para 2026. Ambas as casas mantiveram a recomendação de compra para a ação.
Apesar do cenário pouco favorável ao consumo, os analistas destacam os bons fundamentos da Lojas Renner e as melhorias relevantes de rentabilidade, além da gestão de estoques mais eficiente.
Já a C&A é a preferida do JP Morgan. Mesmo ganhos modestos em produtividade nas suas lojas podem se transformar em altas significativas na bolsa, acredita o banco.
VAI PINGAR
Dividendos e JCPs: Sabesp (SBSP3) vai depositar R$ 2,6 bilhões — e ainda dá para aproveitar
5 de novembro de 2026 - 19:58BALANÇO 3T26
Fleury (FLRY3): Lucro cresce 42,9% no 3T26 e bate expectativa; CEO detalha planos para sustentar o crescimento
5 de novembro de 2026 - 18:11SD ENTREVISTA
“A arte está em saber quem merece crédito”: o recado do ABC Brasil (ABCB4) para empresas em meio à pressão dos juros
5 de novembro de 2026 - 16:31É DINHEIRO OU NÃO É?
Após OPA da Helbor (HBOR3), HBR Realty (HBRE3) vende ativos a FII por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%
5 de novembro de 2026 - 14:18ENTROU EM PROMOÇÃO?
Ações com desconto? Queda de 9% é oportunidade para Méliuz (CASH3) após balanço, segundo dois bancões; entenda
5 de novembro de 2026 - 14:18EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA