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O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras
A Axia Energia (AXIA3), ex-Eletrobras, terá um novo CEO. Mas calma, esta mudança não será imediata: a companhia afirmou nesta quarta-feira (6) que iniciou um processo de sucessão do presidente-executivo Ivan Monteiro, que irá deixar o cargo até abril de 2027.
Para esse período de transição, a companhia de geração e transmissão de energia criou uma vice-presidência executiva, posição que será ocupada por Élio Wolff e será vinculada diretamente a Monteiro. Essa posição será extinta ao final do processo.
A Axia relatou ainda em fato relevante que o conselho deliberou sobre um conjunto de medidas relacionadas à evolução do modelo organizacional, considerando o término do mandato do atual presidente em 30 de abril de 2027.
“As iniciativas aprovadas inserem-se em um processo estruturado de sucessão e desenvolvimento de lideranças, conduzido com o apoio de assessoria especializada”, afirmou a elétrica. Wolff é o atual vice-presidente de Estratégia e de Desenvolvimento de Negócios da Axia, diretoria que será extinta em 1º de junho.
Hoje, as ações estão em queda na bolsa de valores. Os papéis AXIA3 estão caindo 5,28% e AXIA6, 5,74%, por volta das 11h.
Para o analista da Empiricus Ruy Hungria, a transição é um processo natural. "Ivan tem feito um bom trabalho, sim, colocando pessoas certas nos lugares certos e melhorando a eficiência pós-privatização. No entanto, uma substituição também pode ser benéfica, já que ele está na companhia há um bom tempo", afirmou.
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O desafio para o próximo CEO será manter esse otimismo do mercado. Para Hungria, "tocar a maior empresa de energia da América Latina já é um baita desafio, mas entre eles podemos citar manutenção da agenda de melhoria de eficiência, afastando cada vez mais a Axia do seu passado estatal".
O executivo também deverá deixar a companhia preparada para oportunidades setoriais, seja de investimentos em áreas que venham a oferecer bons retornos ou eventuais mudanças nas perspectivas regulatórias, preços de energia, entre outros.
O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras.
Foi diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras de fevereiro de 2015 a maio de 2018, sob a gestão de Pedro Parente. Depois, o substituiu e se manteve como CEO até o final de 2018.
Quando chegou à estatal, a empresa enfrentava um grande escândalo de corrupção, com executivos sendo investigados pela Operação Lava Jato. Além disso, a empresa tinha cerca de US$ 145 bilhões em dívida bruta, o maior endividamento corporativo do mundo na época.
Ele foi responsável por renegociar esse passivo e abrir novas linhas de crédito. Também ajudou a firmar um acordo, junto com Parente, com os investidores estrangeiros da estatal, que alegaram ter sido lesados com a queda da ação pelos casos de corrupção, em 2018.
Antes da petroleira, fez carreira no Banco do Brasil e atuou como membro do Conselho de Administração em empresas de grande porte, como IRB, Gaspetro, Grupo Ultra, BB Seguridade, Banco Votorantim, CPFL Energia, Neoenergia, Cielo e Previ.
Já na Axia, ele entrou em agosto de 2023, após a privatização da maior elétrica da América Latina, que ocorreu em 2022, durante o governo Bolsonaro.
O modelo de privatização foi alvo de reclamações e disputas do presidente Lula — a União continua com mais de 40% do capital total da empresa.
Desde então, a empresa reduziu suas despesas e número de funcionários, vendeu a Eletronuclear para a holding J&F e se desfez de outros ativos, além de concluir importantes obras inacabadas, como o linhão Manaus-Boa Vista.
Para solidificar essa mudança na operação, trocou de nome e ticker na bolsa de valores. Esse trabalho proporcionou uma diminuição de riscos e incertezas associados à Axia, o que abriu caminho para uma distribuição recorde de dividendos e novas apostas de crescimento para o futuro.
Agora, a companhia está trabalhando para entrar no Novo Mercado da B3, o patamar mais elevado de práticas corporativas da bolsa brasileira.
Além disso, o mercado tem uma grande expectativa em torno de dividendos mais robustos, especialmente por conta dos preços de energia mais elevados no país.
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