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Isabelle Santos

Isabelle Santos

Comunicóloga formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). É redatora do Money Times, Seu Dinheiro e Empiricus.

Conteúdo Empiricus

O que a ata do Copom quis dizer? Mercado diverge sobre sinais do BC, mas juros seguem abrindo oportunidades de IPCA+ 10,6% ao ano

Para analista da Empiricus, documento do Copom reduziu as apostas em cortes mais intensos da Selic — cenário que ainda favorece estratégias de renda fixa com retorno de até IPCA+ 10,6% ao ano

Isabelle Santos
Isabelle Santos
8 de maio de 2026
12:00 - atualizado às 17:01
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Imagem: Agência Brasil/Canva - Montagem Maria Eduarda Nogueira

Banco Central publicou na última terça-feira (5) a ata do Copom, documento que aprofunda os argumentos por trás da decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano.  

Além de explicar os motivos da decisão, a ata é vista pelo mercado como um dos principais termômetros para antecipar os próximos passos da política monetária. O problema é que, desta vez, a mensagem do BC ficou longe de um consenso entre os investidores. 

tom da ata foi um ponto em que o mercado apresentou leituras diversas. Para alguns, a autoridade adotou um tom mais dovish — leve. Isso seria um indício de manutenção da confiança na desaceleração da atividade para sustentar o ciclo de cortes. 

 Por outro lado, parte do mercado aponta que a autoridade adotou um tom mais hawkish — duro — em sua comunicação. Lais Costa, analista de renda fixa e head de fundos da Empiricus Research, faz parte deste grupo.  

De acordo com a analista, a ata apresentou uma mudança importante em relação ao Copom de março: 

“Há maior probabilidade de interrupção dos ajustes do que de aceleração do ritmo de corte em junho”. 

Assim, nesse cenário, a pergunta de muitos investidores é: 

Para onde vai a Selic nos próximos meses? 

Na ata do Copom o Banco Central destacou que três pontos de atenção para as próximas decisões. O primeiro deles foi o distanciamento das expectativas de inflação em relação à meta, devido aos impactos de segunda ordem do conflito no Oriente Médio.  

O documento também debateu as alterações no balanço de risco, tanto por conta do aumento da inflação em um cenário de conflito prolongado, quanto pelo efeito da disrupção nas cadeias produtivas de petróleo

Por fim, o Banco Central deixou claro a importância de uma política fiscal previsível, crível e anticíclica. Segundo a autoridade, “o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade.” 

Por outro lado, a ata apontou que os juros elevados praticados ao longo dos últimos períodos já estão "contribuído de forma determinante para a desinflação observada.” Nesse cenário, Lais acredita que há uma forte propensão de mais um corte de 0,25 pontos percentuais na reunião de junho.  

Contudo, a expectativa é de que o ciclo seja ainda menor. Segundo Costa, isso já deve aparecer no relatório Focus da próxima segunda-feira com uma “revisão para cima das projeções da Selic em 2026.” 

De acordo com Lais, enquanto o último Boletim aponta uma Selic terminal de 13% ao ano, o mercado aponta para 14% em dezembro.  

Nesse contexto, analista fez alguns ajustes na carteira na qual recomenda títulos “premium” da renda fixa. Entre as mudanças está a oportunidade de buscar retornos de IPCA+ 10,6% ao ano

4 oportunidades na renda fixa para buscar até IPCA+ 10,6% ao ano, com isenção de IR, com a Selic a 14,5% ao ano 

Laís aponta que, diante do cenário atual, os títulos de longo prazo, indexados à inflação (IPCA), continuam sendo uma boa estratégia de alocação.  

Contudo, para quem topa um risco um pouco maior que o da renda fixa tradicional, há a oportunidade de capturar rentabilidades reais de até 10,6% ao ano, acima da inflação, com um outro ativo.  

Ou seja, com títulos como esse, é possível “travar” um retorno real de 10,6% ao ano com isenção de IR. A boa notícia é que você pode conhecer a carteira completa, com esse e outros títulos recomendados por Lais, agora mesmo.  

Empiricus Research está disponibilizando como cortesia o acesso gratuito ao portfólio completo. Para acessar, é muito simples: basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções: 

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