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Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço
A Rede Mater Dei (MATD3) começou 2026 mostrando que, mesmo em um período tradicionalmente mais difícil para o setor de saúde, há espaço para crescer. O lucro líquido ajustado da rede de hospitais somou R$ 36,3 milhões no primeiro trimestre (1T26).
O resultado corresponde a uma alta de 79,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na avaliação do CEO, José Henrique Salvador, a Mater Dei "tem demonstrado uma capacidade de crescer, crescer no nível interessante tanto em receita quanto em margem".
"Os resultados dos últimos trimestres são prova disso", afirmou Salvador, em entrevista ao Seu Dinheiro.
Segundo o executivo, o crescimento da rede vem muito através da expansão orgânica, com o destravamento de valor nas unidades e oportunidade de crescer em procedimentos de alta complexidade.
"Nosso foco é crescer focados nas unidades existentes hoje na Rede Mater Dei e, através disso, gerar mais margem e um retorno positivo", disse.
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Fundada em 1980, a Mater Dei se consolidou como uma rede integrada de serviços hospitalares e oncológicos, com presença relevante em Minas Gerais e atuação na Bahia e Goiás.
A empresa abriu capital na bolsa brasileira em 2021, na última janela de IPOs da B3, e desde então atravessou um período mais desafiador no mercado de ações doméstico: os papéis acumulam desvalorização próxima de 67% desde a estreia.
Em 2026, no entanto, as ações ensaiam recuperação, com alta ao redor de 8%, negociadas na casa de R$ 5,72.
Para o CEO, não há dúvida que há espaço para uma reprecificação das ações daqui para frente. "Os valores em tela da Rede Mater Dei não refletem os nossos fundamentos, e acredito que isso vai ficar cada vez mais claro à medida que apresentamos os resultados."
A melhora também se refletiu no faturamento. A Mater Dei atingiu uma receita líquida recorde de R$ 575 milhões entre janeiro e março, expansão de 15,1% na base anual e de 2,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.
Já o Ebitda ajustado — indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de um negócio — chegou a R$ 130 milhões no período, crescimento de 34,6% na comparação anual.
Por sua vez, a margem Ebitda atingiu 22,6%, estável em relação ao trimestre anterior, mas 3,3 pontos percentuais (p.p) acima do nível registrado um ano antes.
Do lado financeiro, a estrutura de capital permaneceu sob controle. A dívida líquida foi mantida em R$ 800 milhões, com custo abaixo do CDI e prazo médio superior a 5,2 anos, o que garante fôlego para a execução da estratégia sem pressão relevante no curto prazo.
O primeiro trimestre costuma carregar um “freio natural” para hospitais, com menos dias úteis por conta do Carnaval e das férias escolares, o que tende a reduzir a demanda por procedimentos eletivos.
Ainda assim, a Mater Dei seguiu na direção oposta: aumentou a ocupação, elevou o ticket médio e entregou expansão relevante dos indicadores financeiros.
Do lado da operação, a taxa de ocupação atingiu 84,3% no trimestre — um novo recorde para a companhia —, com avanço de 4,6 p.p em relação ao mesmo período de 2025.
“Apesar do calendário adverso com menor número de dias úteis devido ao Carnaval e às férias escolares, a eficiência das operações permitiu à companhia crescer receita e controlar o custo de pessoal”, afirmou a empresa.
Esse ganho de eficiência também aparece nos indicadores de produtividade.
O volume de pacientes por dia cresceu 6,1% na comparação anual, enquanto o ticket médio por leito utilizado atingiu a máxima histórica de R$ 2,86 milhões — alta de 8,4% em relação ao ano anterior e de 2,2% na base trimestral.
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