Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

Bia Azevedo
Bia Azevedo
6 de maio de 2026
18:10
Paula Harraca, CEO da Ânima, empresa dona de marcas como Anhembi Morumbi e Universidade São Judas
Paula Harraca, CEO da Ânima, empresa dona de marcas como Anhembi Morumbi e Universidade São Judas - Imagem: Divulgação

Bem no aniversário de 23 anos de empresa, a Ânima (ANIM3), dona de marcas como Anhembi Morumbi e Universidade São Judas, divulgou os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 nesta quarta (6). Em entrevista ao Seu Dinheiro, a CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha contam que balanço caiu como um belo presente — ainda que tenha exigido alguns sacrifícios pelo caminho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No embalo do novo marco regulatório do ensino à distância, a companhia registrou um lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 106,2 milhões nos três primeiros meses do ano, alta de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado veio 4,4% maior na base anual, atingindo R$ 450,7 milhões, em linha com as projeções de mercado compiladas pela Bloomberg. Já a receita líquida consolidada cresceu 7,7%, para R$ 1,1 bilhão, também conforme projetado pelo consenso.

“Os resultados mostram uma construção que vem sendo feita há bastante tempo, com escolhas estratégicas, ajustes importantes e um foco maior em crescimento sustentável, geração de caixa e qualidade da receita”, afirmou Harraca.

Depois de uma crise marcada por alto endividamento e evasão de alunos, a Ânima sentou a bunda na cadeira para estudar como voltar a tirar 10 com o próprio negócio e vem fazendo ajustes nesse sentido. Assim, os esforços parecem estar começando a dar sinais de vida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Destaques do balanço da Ânima no trimestre

Os números foram impactados positivamente pelo aumento de 11% no ano do ticket médio dos alunos do Ânima Core, divisão que reúne as principais marcas de ensino superior da companhia. A vertical também apresentou crescimento de 7,7% na captação da graduação, impulsionado tanto pelos cursos presenciais quanto pelos semipresenciais.

Leia Também

“Não é fácil crescer em volume e ticket ao mesmo tempo. Isso mostra a força das marcas e da estratégia”, afirmou Cunha.

Ao todo, a base consolidada de alunos da companhia recuou 5,2% na comparação anual. Apesar de ter conseguido captar mais alunos, a Ânima Core manteve o número de estudantes da graduação no patamar do ano passado. O motivo é a evasão — algo que a dupla de executivos já considera um ponto e atenção. Entre janeiro e abril, o indicador avançou 1,6 ponto percentual na comparação anual, para 12,4%.

“Mesmo com a evasão maior, conseguimos no core estancar a queda da base de alunos. Isso vinha acontecendo há anos no setor, então estabilizar essa base neste momento já é uma mudança muito importante para nós”, afirmou Átila Lira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Harraca e Cunha, isso refletiu a adaptação ao novo marco regulatório do EAD, enquanto a companhia ampliava a captação no semipresencial — modalidade que historicamente apresenta evasão maior.

O novo marco do ensino à distância

Mesmo assim, para a dupla de executivos, o saldo das mudanças regulatórias acabou sendo mais positivo do que negativo para a companhia.

“O novo marco regulatório seria uma oportunidade para nós. O resultado do primeiro trimestre confirmou essa hipótese”, afirma Cunha.

Segundo os executivos, enquanto parte do setor acelerou a expansão do EAD puro durante os últimos ciclos de crescimento da educação superior, a Ânima manteve foco nos cursos presenciais e semipresenciais, sobretudo nas áreas de saúde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A leitura interna era de que o avanço acelerado do digital não necessariamente viria acompanhado de melhora na qualidade acadêmica ou na experiência dos alunos.

Com as novas regras, a companhia avalia que passou a operar em um ambiente mais aderente ao modelo que já vinha defendendo e estruturando internamente.

Isso incluiu mudanças na oferta de cursos, revisão da estratégia comercial, campanhas de marketing mais segmentadas e maior foco em crescimento considerado “sustentável”, com avanço simultâneo de captação e ticket médio.

“O setor cresceu muito no digital nos últimos anos, mas essa não foi a escolha estratégica da Ânima. Sempre acreditamos mais no presencial e no semipresencial”, afirmou o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Inspirali, braço de medicina da Ânima

A Inspirali, braço médico do grupo, encerrou o período com receita líquida de R$ 410,2 milhões, alta de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A base de estudantes de medicina também cresceu, chegando a 12,6 mil alunos — alta de 4,3% em um ano. Enquanto isso, a mensalidade média dos cursos médicos subiu 1,8%, para cerca de R$ 10,3 mil.

A companhia também viu uma procura maior de estudantes via FIES, programa de financiamento estudantil do governo federal. O movimento ajudou a preencher mais vagas, embora tenha reduzido parcialmente o ganho por aluno por conta das contribuições ligadas ao FG-FIES, fundo garantidor que cobre eventuais inadimplências do programa.

A virada da Ânima

Depois de anos pressionada pela expansão acelerada do ensino digital no setor e pela perda gradual de alunos, a Ânima passou a executar uma estratégia mais focada em crescimento considerado “sustentável”, priorizando qualidade da receita, geração de caixa e fortalecimento das marcas do grupo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a CEO Paula Harraca, a companhia revisitou praticamente toda a estratégia comercial e acadêmica da operação nos últimos anos. O movimento incluiu mudanças na forma de posicionar cada instituição do ecossistema, campanhas de marketing mais segmentadas, maior uso de tecnologia e análise de dados e uma aposta maior nos cursos presenciais e semipresenciais.

“A gente se comunicava de maneira muito pasteurizada há alguns anos. Hoje, cada marca conversa melhor com o seu público, respeitando a identidade e a vocação de cada instituição”, afirmou a executiva.

Harraca também afirmou que a companhia passou a utilizar uma estratégia mais orientada por dados para entender melhor o perfil dos alunos, o desempenho de cada campus e o potencial de crescimento das diferentes marcas do grupo. Segundo ela, isso ajudou a tornar as campanhas mais assertivas e reduzir desperdícios na operação comercial.

“A gente começou a olhar de forma muito mais granular para cada marca, cada território e cada campus. Tem muito dado, tecnologia e gestão de portfólio por trás dessa estratégia”, disse a CEO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão da administração, a estratégia começou a aparecer de forma mais clara nos números deste trimestre, especialmente no avanço simultâneo da captação e do ticket médio dos alunos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

REORGANIZANDO O CAIXA

Allos (ALOS3) recicla portfólio e mira shoppings que vendem mais

5 de maio de 2026 - 19:37

Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

TEMPORADA DE RESULTADOS

Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no primeiro trimestre, enquanto Alea dá ‘sinais de vida’; veja os destaques do balanço

5 de maio de 2026 - 18:23

O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas

RESULTADO

Itaú Unibanco (ITUB4) entrega o esperado — e um pouco mais — na largada de 2026, com rentabilidade de quase 25% no 1T26

5 de maio de 2026 - 18:21

Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço

VAI PINGAR NA CONTA

Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

5 de maio de 2026 - 17:36

O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes

VOTO DE CONFIANÇA

IRB (IRBR3) respira: dividendo de volta e sinistralidade domada fazem ação ignorar lucro menor e subir mais de 3%

5 de maio de 2026 - 13:00

Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis

PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

DO CASHBACK AO BITCOIN

Méliuz (CASH3) acelera recompra e aposta em Bitcoin para destravar valor — mercado ainda não comprou a tese?

4 de maio de 2026 - 19:39

Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista

FÔLEGO RENOVADO

O balão de oxigênio que a Kora Saúde (KRSA3) precisava acaba de ser entregue pela Justiça

4 de maio de 2026 - 19:25

Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão

BALANÇO

O teste de fogo da BradSaúde: nova gigante que substitui a Odontoprev (ODPV3) estreia com lucro de R$ 1,3 bilhão e ROE de 24% no 1T26

4 de maio de 2026 - 19:18

Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

BALANÇO

O pior ficou para trás? Lucro da BB Seguridade (BBSE3) sobe 11,2% e chega a R$ 2,2 bilhões; confira os números do 1T26

4 de maio de 2026 - 18:45

No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio

PROVENTOS TURBINADOS

Petrobras (PETR4) deve entregar trimestre forte e dividendos robustos, diz BTG; preço-alvo do ADR sobe para US$ 25

4 de maio de 2026 - 15:51

Produção recorde, petróleo mais caro e geração de caixa elevada sustentam expectativa de proventos no 1T26

MAIS UM RECORDE

Embraer (EMBJ3) assina o maior contrato militar até hoje, com os Emirados Árabes Unidos, e ações sobem na bolsa

4 de maio de 2026 - 14:33

O Citi estima o pedido em torno de US$ 700 milhões, cerca de 16% de toda a carteira de pedidos firmes da divisão de defesa da fabricante brasileira de aeronaves, segundo o Broadcast

US$ 55,5 BILHÕES NA MESA

Delírio ou oportunidade? GameStop (GME) quer perder a fama de ‘meme stock’ ao comprar eBay para rivalizar com a Amazon

4 de maio de 2026 - 12:22

A varejista de jogos fez proposta de compra sobre a empresa de e-commerce com valor de mercado quatro vezes maior; qual é o plano da GameStop?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia