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Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje
As ações do Banco Inter desabam em Wall Street nesta quinta-feira (7) — e não por falta de crescimento. Mesmo após renovar o recorde de lucro e avançar mais um passo rumo à ambiciosa meta de 30% de rentabilidade (ROE), o banco digital enfrenta uma reação dura do mercado ao balanço do 1T26.
Na leitura dos analistas, o problema não está no topo do resultado. Está nas entrelinhas. Um ponto específico acendeu o sinal amarelo entre os investidores: a qualidade dos ativos.
Por volta das 16h45, o papel INTR tombava 14,22% em Nova York, cotado a US$ 6,72 — a maior queda desde janeiro de 2023, segundo dados da Investing.
A performance dos papéis nesta sessão sinaliza que, em um cenário macroeconômico bastante volátil e com preocupações com inadimplência no radar dos investidores, crescimento por si só já não basta.
O que está em jogo agora é o custo desse avanço — e até que ponto ele é sustentável.
O principal fator de pressão para as ações hoje foi a inadimplência do Inter no 1T26.
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O índice de atrasos acima de 90 dias subiu 0,5 ponto percentual em um ano, para 5,1%. Já os atrasos de curto prazo avançaram 0,3 ponto, para 4,6%. Em paralelo, o custo do risco chegou a 5,6%.
Na leitura da XP Investimentos, o banco continua entregando expansão — mas, cada vez mais, às custas da qualidade dos ativos.
“Essa deterioração se torna um ponto de atenção, na medida em que supera a alta de inadimplência tipicamente observada no padrão sazonal do início de 2025, mesmo com um mix mais colateralizado”, afirmam os analistas.
Na visão dos analistas, por trás desse movimento estão alguns vetores conhecidos: o aumento do saldo em cartões de crédito remunerados, a expansão do consignado privado e efeitos sazonais que tendem a pressionar a inadimplência no começo do ano.
Para o BB Investimentos (BB-BI), o Inter segue expandindo sua carteira e mantendo bons níveis de transacionalidade — um dos pilares do modelo digital. Ainda assim, o banco começa a acumular sinais de perda de fôlego.
Segundo os analistas, a qualidade do crédito no 1T26 "acende sinal amarelo", uma vez que a deterioração dos indicadores de qualidade de crédito aconteceu de forma mais disseminada na carteira.
Na avaliação do BB-BI, o resultado do 1T26 reforça a percepção de que o crescimento continua, mas com uma perda gradual de ímpeto. O banco ainda avalia que a força deste trimestre "parece aquém do esperado para um case de crescimento".
"Ainda que o lucro e ROE tenham avançado, o fizeram de forma modesta, com o custo do crédito se configurando como o principal detrator do período", afirma o banco.
O Safra também adotou um tom mais cauteloso ao analisar o balanço. Para o banco, os números vieram abaixo do esperado pelo consenso, pressionados principalmente pela queda na receita líquida de juros — uma linha-chave para sustentar a rentabilidade ao longo do tempo.
No lado da carteira, o cenário é misto. O consignado privado manteve expansão moderada, enquanto o crédito imobiliário continuou crescendo com mais força, ajudando a equilibrar a composição.
Mas nem isso foi suficiente para dissipar as preocupações com a qualidade dos ativos.
“Por esse motivo, chamamos a atenção para algumas tendências na qualidade dos ativos, especialmente o aumento de 60 pontos-base na inadimplência de curto prazo em relação ao trimestre anterior, como um possível sinal de deterioração, e não apenas um efeito da composição da carteira”, diz o Safra.
Nesse contexto, os analistas alertam que o mercado pode começar a questionar o nível de apetite ao risco do Inter — especialmente em um ambiente macro mais apertado, com juros elevados e menor previsibilidade.
*Com informações do Money Times.
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