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XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
As ações das Lojas Renner (LREN3) despontam com a maior valorização acumulada entre o setor de varejo de moda neste ano. Os papéis sobem 10,8% desde o início de 2026, acima de Azzas 2154 (AZZA3), com alta de 4,6% e na contramão de C&A (CEAB3) e Guararapes (RIAA3), que sofrem quedas.
Para a XP Investimentos, a Renner é a preferida entre as varejistas, mas a corretora diz que há resistência dos investidores em relação a essa visão.
Neste cenário, a equipe de analistas selecionou quatro argumentos que sustentam o otimismo com a companhia.
O primeiro fator é uma visão particularmente construtiva quanto aos ajustes estratégicos após a reorganização da companhia, com Fabiana Taccola assumindo o cargo de vice-presidente de produto e operações de Lojas Renner.
"Em nossa visão, Fabiana traz uma abordagem mais conectada às tendências de consumo, ao mesmo tempo em que demonstra forte sensibilidade às dinâmicas competitivas", afirma a equipe da corretora, que acredita que a executiva deve fortalecer o posicionamento da marca para os consumidores.
A corretora tem pouca preocupação com a dinâmica de curto prazo da varejista.
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Ainda que os comentários da gestão sobre o impacto da transição do Centro de Distribuição de inventário digital no primeiro trimestre não tenham sido bem recebidos, os analistas da XP destacam que o digital representa cerca de 15% no total das vendas, enquanto esperam que o varejo físico continue apresentando bom desempenho.
“O crescimento deve ser mais fraco no 1º semestre por conta de bases difíceis de comparação, com aceleração esperada no 2º semestre", diz a XP. A corretora projeta um crescimento de 8,6% no varejo em 2026, e mesmo a extremidade inferior do guidance da Lojas Renner já é acima desse valor, o que significa que a empresa deve crescer mais que o mercado.
Outro fator que sustenta a preferência são as dinâmicas de margem, apontadas pelos analistas como “surpreendentes e sustentáveis”.
A margem bruta do varejo atingiu 56,1% no ano, um avanço de 0,7 ponto percentual, se aproximando dos níveis máximos de 2019. Para a XP, este foi um dos principais destaques do quarto trimestre, com a gestão indicando espaço para novos ganhos.
Por fim os analistas citam a execução sólida da companhia. Enquanto alguns investidores permanecem céticos quanto à capacidade de execução da Lojas Renner, a XP destaca que que, apesar de já apresentar a maior produtividade de vendas em relação aos pares, a companhia cresceu praticamente em linha com eles em 2025.
Após os resultados do 4º trimestre de 2025, a XP atualizou o modelo para incorporar novas premissas macro e as projeções de investimentos e expansão para 2026.
Embora em linha com as estimativas da correta, a empresa apresentou vendas por loja ainda pressionadas no 4º trimestre de 2025, na visão da XP.
Ainda assim, esse cenário foi compensado por melhores dinâmicas de margem bruta e custos operacionais no varejo, o que justifica as projeções otimistas, segundo os analistas.
A XP manteve o o lucro líquido de 2026 e 2027 praticamente inalterado, com incremento de 2 e 4%, respectivamente. O lucro líquido estimado pela casa para 2026 está 17% acima do consenso.
“Reiteramos Lojas Renner como nossa principal escolha, pois estamos construtivos quanto às suas perspectivas, que devem gradualmente levar os investidores a retomar a confiança na execução da companhia e apoiar uma reprecificação”, dizem os analistas.
A equipe de análise calcula preço alvo de R$ 22 por ação, que representa um potencial de valorização de 50% em relação à cotação desta quinta-feira (19).
*Com informações do Money Times
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