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Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

A Tenda (TEND3) terá um novo CEO a partir de junho de 2027. Depois de 15 anos à frente da construtora, Rodrigo Osmo deixa a cadeira para Marcos Cruz, executivo que comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.
A mudança foi anunciada pela companhia em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (7). Segundo a Tenda, o conselho de administração aprovou o início do processo formal de transição da presidência-executiva, que começará em 8 de junho de 2026 e terá duração de 12 meses. Ao fim desse período, Osmo será indicado para integrar o conselho de administração da companhia.
"Cruz possui forte experiência tanto no setor público quanto no privado e reúne três aspectos fundamentais para a Tenda: histórico comprovado liderando equipes de alta performance, inteligência e profundidade necessárias para operar dentro da nossa filosofia de abordagem industrial e uma visão de longo prazo com ‘cabeça de dono’”, afirmou Claudio Andrade, presidente do conselho de administração da Tenda, em teleconferência com o mercado.
Andrade afirmou que a Tenda buscava um executivo com perfil de bom operador, capacidade de liderar equipes diversas e mentalidade de sócio, alinhado ao modelo de partnership adotado pela companhia há mais de uma década, baseado em pessoas com comportamento de dono.
Segundo ele, um dos motivos para a companhia não optar por uma prata da casa foi a avaliação de que, apesar da qualidade dos executivos, nenhum reunia experiência suficiente na liderança de grandes equipes e operações mais complexas.
"Ao longo do processo, fizemos essa avaliação e começamos essa revisão. Temos pessoas muito boas na companhia, mas entendemos que ainda faltava a milhagem necessária em liderança e a maturidade para manter a calma em momentos difíceis”, afirmou Andrade.
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A dupla atuará inicialmente em um modelo de transição compartilhada. Nos três primeiros meses, Cruz não terá envolvimento operacional direto e ficará focado em compreender a cultura, a estrutura e o funcionamento da companhia.
Na sequência, os dois passarão a atuar como co-CEOs, com Osmo mais concentrado na Alea, divisão de casas unidade de casas pré-fabricadas da construtora, e Cruz com a operação principal da Tenda. A partir de junho de 2027, o novo executivo assumirá integralmente o comando da construtora.
Em teleconferência com analistas, Osmo afirmou que um dos motivos para estruturar uma transição mais longa é garantir que, ao fim desse período, a Alea esteja com a operação estabilizada e com um caminho mais claro para destravar o valor que a administração acredita existir no negócio.
"Esse processo começou há quatro anos, quando começamos um processo de caminhada em direção a sucessão", afirmou Osmo em teleconferência. Segundo o executivo, o movimento começou um afastamento gradual da operação no dia a dia, com maior empoderamento da diretoria e descentralização das decisões do negócio.
Segundo ele, a transição acontece em um momento favorável para a Tenda, o que permite uma transição mais planejada e estruturada. Andrade destacou que, diferentemente de empresas que promovem trocas de comando em meio a crises ou quando o executivo já está em fim de ciclo, a Tenda realiza o processo em uma fase positiva e com antecedência suficiente para garantir continuidade e estabilidade.
Cabe lembrar que após atravessar anos desafiadores no pós-pandemia — marcados pela pressão dos juros elevados, aumento dos custos de construção e dificuldades operacionais na Alea — a Tenda voltou recentemente a apresentar melhora operacional e financeira mais consistente.
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