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O banco iniciou a cobertura da C&A e da Riachuelo, com recomendação de compra para ambas. Veja abaixo o potencial de alta nas ações das varejistas de moda

A C&A (CEAB3) ainda está atrás da líder do setor de moda no Brasil, a Lojas Renner (LREN3), mas corre atrás do prejuízo. Com investimentos nos sortimentos, coleções, melhorias na precificação e na logística, a empresa pode ganhar o bolso dos consumidores e dos investidores.
Mesmo ganhos modestos em produtividade nas suas lojas podem se transformar em altas significativas na bolsa, acredita o JP Morgan, em novo relatório sobre o setor de moda.
O banco iniciou a cobertura da C&A e da Riachuelo (RIAA3), com recomendação de compra para ambas. Veja abaixo o potencial de alta nas ações.
Já em relação à Lojas Renner, a recomendação é neutra. Mas isso não signifique que o negócio esteja pior. Pelo contrário, segundo o JP Morgan a Renner é o padrão a ser seguido no fast‑fashion brasileiro.
A empresa tem mais vendas por área nas lojas, maior presença física e lucratividade, sustentada por forte governança e liderança digital.
Mas, exatamente por isso, há menos espaço para crescer. Os papéis da Renner são negociados a 9,5 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado para 2026. Enquanto isso, a C&A é negociada a um múltiplo de 7,5 vezes, e a Riachuelo, a 9 vezes.
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A Renner foi a primeira corporação do setor, copiando o sucesso da Zara por aqui nos anos 2010 com uma expansão cuidadosa e uma forte vertente digital. Sua produtividade por área de vendas é, em média, aproximadamente 50% maior do que a de concorrentes diretos, mesmo nas lojas em áreas próximas, ou até mesmo nos mesmos shopping centers.
E o JP Morgan acredita que essa distância da líder para as concorrentes deve continuar alta, ainda mais com o aumento da concorrência com varejistas asiáticas.
As companhias passaram recentemente por mudanças na gestão. No fim de 2024, a família controladora da C&A Brenninkmeijer vendeu parte de suas ações; em dezembro de 2025, se desfez de mais uma fatia considerável. Isso deu à empresa mais liberdade para gerenciar suas estratégias, diz o JP Morgan.
Já a Riachuelo, historicamente administrada pela família, passou por uma transição para uma gestão profissional, liberando capital de giro e simplificando o negócio, diz o relatório. Nesta semana, a ação também estreou um novo ticker na bolsa.
Agora, elas estão acelerando melhorias por meio da renovação de suas equipes de gestão, modernização de ativos e expansão em shoppings estratégicos — muitas vezes sobrepondo-se às localizações da Renner.
As três empresas tem cerca de 90% de suas lojas em shopping centers, com pouca atuação em lojas de rua. Muitas estão exatamente nos mesmos pontos de venda. Segundo levantamento do banco, 60% das lojas da Renner estão nos mesmos centros que a C&A, e 67% dividem espaço com a Riachuelo.
E, para crescer, C&A e Riachuelo precisarão entrar em novos centros de compra, intensificando ainda mais a competição.
Elas também estão investindo em sortimento, em melhorias na precificação, logística e experiência de loja para chegar ainda mais perto da líder. Mesmo com esses altos investimentos, porém, as duas devem continuar a gerar um fluxo de caixa livre.
O crescimento de lucro por ação da Renner deve ser resiliente, de 9%, para os próximos cinco anos. Já o lucro por ação deve subir cerca de 13% para a C&A e 17% para a Riachuelo.
O preço-alvo para a Renner é de R$ 19, uma alta potencial de 25%, de R$ 22 para a C&A, que representa uma alta potencial de 75% e de R$ 15 para a Riachuelo, potencial de alta de 60%.
Nem todos concordam com essa avaliação. Em janeiro, o Citi cortou o preço-alvo das ações da C&A (CEAB3) de R$ 22 para R$ 18. O banco manteve a recomendação de compra para os papéis, mas incluiu a classificação "alto risco".
Com um bom controle de despesas, a Renner teve sua recomendação elevada para compra pelo Citi em janeiro, além de um novo preço-alvo mais alto, e R$ 17.
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