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A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras
A Selic seguiu como o maior inimigo do Magazine Luiza (MGLU3) neste primeiro trimestre de 2026, de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira (7). A varejista reverteu o lucro líquido de R$ 12,8 milhões nos primeiros três meses do ano passado em prejuízo de R$ 55,2 milhões entre janeiro e março deste ano.
O rombo veio pior do que o esperado pelo mercado. O consenso da Bloomberg projetava um prejuízo de R$ 29 milhões para o trimestre.
Na base ajustada, que exclui efeitos não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 33,9 milhões, revertendo um resultado positivo de 11,2 milhões entre janeiro e março de 2025.
Já o Ebitda (lucro ante de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 10% na comparação anual, para R$ 685,4 milhões — também abaixo das expectativas, de R$ 742 milhões, de acordo com a Bloomberg.
A margem Ebitda, que mede a eficiência da operação principal do negócio, foi outra linha do balanço que veio abaixo do esperado pelo mercado, ao cair 0,7 ponto percentual (p.p) no ano a ano, para 7,4%. O consenso apontava para 7,8%.
A receita líquida, por sua vez, recuou 2% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, para R$ 9,2 bilhões.
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O fluxo de caixa operacional ficou negativo em R$ 1,3 bilhão no trimestre, pressionado principalmente pelos efeitos sazonais do varejo e pelo aumento dos estoques. Segundo a companhia, parte dessa elevação foi estratégica, como preparação para as vendas impulsionadas pela Copa do Mundo de Futebol.
Com a Selic ainda em patamares elevados, as despesas financeiras chegaram a R$ 568,7 milhões, um aumento de 16,5% em relação ao ano anterior.
Outro fator importante foi o aumento do risco de crédito. As provisões para perdas em crédito (PDD) subiram para R$ 149,2 milhões no trimestre, alta de 47,5% na comparação anual, acompanhando a expansão da carteira de CDC — modalidade de financiamento ao consumidor usada pelo Magalu — e pressionando as despesas operacionais.
Também contribuíram negativamente os itens não recorrentes, como provisões tributárias e despesas extraordinárias, que tiveram impacto de cerca de R$ 21,3 milhões no lucro líquido.
As lojas físicas continuaram sendo destaque, com vendas de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 6,9% na comparação anual. Em contrapartida, o varejo online perdeu força no período.
As vendas totais do e-commerce somaram R$ 10 bilhões, uma queda de 11,0% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Dentro desse segmento, o modelo 1P, que concentra as vendas diretas da companhia, movimentou cerca de R$ 6,1 bilhões, com retração de 8,8%, refletindo a estratégia de reduzir promoções e priorizar margens em um cenário de custos mais altos.
Já no marketplace (3P), que reúne vendedores parceiros e no qual o Magalu atua como intermediário, as vendas caíram 14,3% no trimestre, para cerca de R$ 3,9 bilhões. Segundo a companhia, o desempenho reflete uma estratégia mais focada em rentabilidade, com maior curadoria de sellers e um sortimento mais qualificado, alinhado ao posicionamento da plataforma como um “brand place”.
Cabe lembrar que, na categoria 3P, os produtos têm um ticket médio mais baixo e que o core business da companhia são eletrodomésticos (mais caros).
O CEO do Magalu, Fred Trajano, já havia deixado claro que a intenção ao longo do ano passado era tirar o pé do acelerador nessa categoria, que é o centro da disputa entre os grandes players do setor — como Mercado Livre, Amazon e Shopee.
Essas gigantes internacionais vêm apostando pesado no Brasil e estão dispostas a investir forte nessa área, mesmo que isso pressione a lucratividade no curto prazo, algo que o Magalu não pode "bancar" no momento.
Com isso, o e-commerce representou 65,7% das vendas totais, uma queda de 4 p.p em relação ao ano anterio. Ao todo, as vendas do ecossistema somaram R$ 15,2 bilhões no trimestre, queda de 5,6% em base anual.
Na Luizacred, a carteira de cartões somava R$ 20,4 bilhões ao fim de março. A base de cartões somava 5,6 milhões de unidades. Em termos de rentabilidade, a financeira entregou lucro líquido de R$ 75,1 milhões, reforçando seu papel como geradora de resultado dentro do grupo. Além disso, a qualidade da carteira apresentou melhora: houve redução de 0,9 p.p. nos atrasos acima de 90 dias.
Houve também avanço do crédito ao consumo via Crédito Direto ao Consumidor (CDC). A carteira dessa modalidade alcançou cerca de R$ 1,8 bilhão no trimestre, crescimento de 18% na comparação anual, reforçando a estratégia do Magalu de ampliar a oferta de financiamento dentro do próprio ecossistema.
Por outro lado, esse crescimento veio acompanhado de maior pressão no resultado. As provisões com perdas em crédito — que incluem inadimplência — somaram R$ 149,2 milhões no trimestre, alta de 47,5% na comparação anual.
Dentro do MagaluPay, a conta digital e os serviços financeiros voltados aos sellers também avançaram. O Total Payment Volume (TPV) da operação atingiu R$ 10,5 bilhões no trimestre, alta de 4,3% na comparação anual, enquanto a base de contas empresariais chegou a 190 mil sellers.
Já a nova financeira do grupo, a MagaluPay SCFI, começou a ganhar tração: encerrou o trimestre com cerca de R$ 100 milhões em carteira de crédito e iniciou a emissão de CDBs, movimento que amplia as fontes de funding da operação.
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