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Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

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Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
8 de maio de 2026
19:19
Montagem com a logo da caixa seguridade sobre um fundo azul com gráfico de ações
Caixa Seguridade (CXSE3) - Imagem: Montagem/Canva Pro

A Caixa Seguridade (CXSE3) voltou a fazer a alegria dos investidores que vivem de olho em dividendos. Junto com os resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgados na quinta-feira (7), a seguradora anunciou a distribuição de R$ 1,05 bilhão em proventos.

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O valor corresponde a R$ 0,35 por ação e equivale a 91,9% do lucro líquido registrado no primeiro trimestre de 2026. Os dividendos serão pagos em 17 de agosto, com base na posição acionária de 3 de agosto. A partir de 4 de agosto, os papéis passam a ser negociados na condição de "ex-dividendos".

Desta forma, o investidor pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito aos proventos.

“Informa-se, ainda, que os valores estarão sujeitos à retenção de imposto de renda na fonte, em determinados casos, nos termos da Lei nº 15.270/2025, conforme aplicável”, ressaltou a companhia no relatório.

E o anúncio bilionário veio acompanhado de um balanço sólido. A Caixa Seguridade reportou lucro líquido de R$ 1,14 bilhão entre janeiro e março, alta de 13,2% na comparação anual e em linha com as expectativas do mercado.

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O que dizem os analistas

Para a XP Investimentos, os números reforçam a tese de investimento da seguradora: uma empresa resiliente, altamente rentável e com forte geração de caixa.

Leia Também

Em um ambiente ainda marcado por juros elevados e incertezas econômicas, a corretora vê a Caixa Seguridade como uma opção defensiva para quem busca renda passiva consistente.

O tom positivo também aparece nas análises do BTG Pactual. O banco considera a Caixa Seguridade a melhor tese do setor de seguros atualmente e afirma que o momento operacional da companhia segue superior ao da BB Seguridade (BBSE3).

A diferença também aparece na bolsa. Enquanto as ações da Caixa Seguridade acumulam valorização próxima de 30% nos últimos 12 meses, os papéis da BB Seguridade recuam quase 5% no mesmo intervalo.

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Além disso, o BTG avalia que o portfólio da companhia continua favorecendo o crescimento dos lucros e dos dividendos nos próximos trimestres. Pelos cálculos do banco, a seguradora negocia a 11,1 vezes o lucro estimado para 2026, com dividend yield (rendimento) projetado em 8,2%.

Tanto o BTG quanto a XP mantêm recomendação de compra para as ações.

O que sustentou o resultado da Caixa Seguridade

Na avaliação do Bradesco BBI, o trimestre veio dentro do esperado, mas trouxe sinais positivos para os próximos meses.

Entre os destaques estão o crescimento do crédito imobiliário, a aceleração dos prêmios ganhos em seguros de vida e o avanço do seguro prestamista, impulsionado pelo novo produto voltado ao consignado privado.

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O banco também chamou atenção para a melhora da sinistralidade, especialmente nas linhas prestamista e patrimonial, movimento que tende a favorecer a rentabilidade da companhia ao longo do ano.

Apesar da visão construtiva, o BBI mantém cautela no curto prazo. Segundo os analistas, a dinâmica ainda fraca da previdência privada e algumas pressões pontuais em linhas de prêmios continuam no radar do mercado.

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