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Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos
A Caixa Seguridade (CXSE3) voltou a fazer a alegria dos investidores que vivem de olho em dividendos. Junto com os resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgados na quinta-feira (7), a seguradora anunciou a distribuição de R$ 1,05 bilhão em proventos.
O valor corresponde a R$ 0,35 por ação e equivale a 91,9% do lucro líquido registrado no primeiro trimestre de 2026. Os dividendos serão pagos em 17 de agosto, com base na posição acionária de 3 de agosto. A partir de 4 de agosto, os papéis passam a ser negociados na condição de "ex-dividendos".
Desta forma, o investidor pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito aos proventos.
“Informa-se, ainda, que os valores estarão sujeitos à retenção de imposto de renda na fonte, em determinados casos, nos termos da Lei nº 15.270/2025, conforme aplicável”, ressaltou a companhia no relatório.
E o anúncio bilionário veio acompanhado de um balanço sólido. A Caixa Seguridade reportou lucro líquido de R$ 1,14 bilhão entre janeiro e março, alta de 13,2% na comparação anual e em linha com as expectativas do mercado.
Para a XP Investimentos, os números reforçam a tese de investimento da seguradora: uma empresa resiliente, altamente rentável e com forte geração de caixa.
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Em um ambiente ainda marcado por juros elevados e incertezas econômicas, a corretora vê a Caixa Seguridade como uma opção defensiva para quem busca renda passiva consistente.
O tom positivo também aparece nas análises do BTG Pactual. O banco considera a Caixa Seguridade a melhor tese do setor de seguros atualmente e afirma que o momento operacional da companhia segue superior ao da BB Seguridade (BBSE3).
A diferença também aparece na bolsa. Enquanto as ações da Caixa Seguridade acumulam valorização próxima de 30% nos últimos 12 meses, os papéis da BB Seguridade recuam quase 5% no mesmo intervalo.
Além disso, o BTG avalia que o portfólio da companhia continua favorecendo o crescimento dos lucros e dos dividendos nos próximos trimestres. Pelos cálculos do banco, a seguradora negocia a 11,1 vezes o lucro estimado para 2026, com dividend yield (rendimento) projetado em 8,2%.
Tanto o BTG quanto a XP mantêm recomendação de compra para as ações.
Na avaliação do Bradesco BBI, o trimestre veio dentro do esperado, mas trouxe sinais positivos para os próximos meses.
Entre os destaques estão o crescimento do crédito imobiliário, a aceleração dos prêmios ganhos em seguros de vida e o avanço do seguro prestamista, impulsionado pelo novo produto voltado ao consignado privado.
O banco também chamou atenção para a melhora da sinistralidade, especialmente nas linhas prestamista e patrimonial, movimento que tende a favorecer a rentabilidade da companhia ao longo do ano.
Apesar da visão construtiva, o BBI mantém cautela no curto prazo. Segundo os analistas, a dinâmica ainda fraca da previdência privada e algumas pressões pontuais em linhas de prêmios continuam no radar do mercado.
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