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Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil
A Smart Fit (SMFT3) levantou peso, puxou ferro e viu o bulking acontecer: a empresa registrou lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no primeiro trimestre de 2026. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (6), o resultado equivale a um aumento de 47% sobre o mesmo período do ano anterior.
Os números da rede de academias animaram os investidores. Após a divulgação do resultado, as ações passaram a registrar a maior alta do Ibovespa hoje. Por volta das 11h50 (horário de Brasília), SMFT3 subia 12,65%, a R$ 20,48, enquanto IBOV caía 1,87%, aos 184.172 pontos.
De acordo com a Smart Fit, o desempenho foi sustentado pelo avanço de 20% da receita das academias próprias da marca e pela expansão da linha de “outras receitas”, que dobrou de tamanho principalmente puxada pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil.
O segmento, que também inclui operações da Queima Diária e Studios, passou a representar 9% da receita líquida total, ante 6% um ano antes. Porém, foi o TotalPass quem brilhou: o benefício corporativo encerrou o trimestre com 2,1 milhões de clientes no Brasil e no México.
Segundo o balanço, a rede encerrou março com 2.113 academias em 16 países, expansão de 20% em relação ao ano anterior, após a adição recorde de 354 unidades nos últimos 12 meses.
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A empresa ainda reiterou confiança na projeção de abertura de 330 a 350 academias em 2026, sendo cerca de 80% próprias.
Além disso, o balanço mostrou que a margem líquida subiu 1,3 ponto percentual, para 9,7%. O Ebitda ajustado, por sua vez, atingiu R$ 671,8 milhões no trimestre, alta de 29% na comparação anual, com margem de 32%, avanço de 1 ponto percentual.
Já a receita líquida da companhia superou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões em um trimestre, somando R$ 2,102 bilhões, avanço de 25% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 124,6 milhões no trimestre, aumento de 18% na comparação anual.
“O forte crescimento do tíquete médio no período reflete diversas iniciativas para otimizar, de forma sustentável, a receita por academia”, afirmou a companhia no release de resultados, citando reajustes de preços, iniciativas comerciais e maior participação dos acessos do TotalPass nas academias.
Ainda que os números consolidados tenham =vindo praticamente em linha com as estimativas da XP Investimentos, os analistas da casa avaliam o resultado da Smart Fit no período como "sólido" e reiteraram a recomendação de compra.
O principal destaque positivo, segundo a corretora, foi a operação brasileira, especialmente o desempenho do TotalPass, que ajudou a aliviar preocupações do mercado sobre o aumento da concorrência no setor.
O lucro líquido recorrente da companhia também surpreendeu positivamente, impulsionado por melhores resultados financeiros e pela consolidação no México.
Na visão da XP Investimentos, o avanço da receita seguiu apoiado na expansão da rede, no crescimento da base de clientes e no aumento de preços e mix.
Além da recomendação de compra, os analistas da casa projetam um preço-alvo de R$ 32, o que representa potencial de valorização de 76% em relação ao fechamento de ontem.
O BTG Pactual também reiterou a recomendação de compra, mas com preço-alvo de R$ 30, o que equivale a um potencial de valorização de 65%.
Segundo o banco, os números operacionais vieram ligeiramente acima das estimativas da casa. "O trimestre reforçou nossa visão de que a companhia segue bem-posicionada para manter crescimento sustentável e expansão de margens", afirmou o analista Luiz Guanais.
Na avaliação do analista, o TotalPass vem se consolidando como uma "alavanca estratégica" para a companhia, mesmo que a maior penetração da plataforma continue gerando dúvidas no curto prazo sobre margens e tíquete médio.
Fora do Brasil e do México, o banco também chamou atenção para o "momento robusto" das operações na América Latina.
*Com informações do Money Times e da Broadcast.
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