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Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir
A Natura (NATU3) tem vivido um ano de bastante fartura na bolsa brasileira. Desde o início de 2026, a ação acumula alta de 47,64%, mais que o triplo do Ibovespa no mesmo período. O desempenho chamou atenção da equipe de análise do JP Morgan, que elevou a recomendação do papel para compra.
A empresa, que divulgará os resultados na próxima terça-feira (12), vem conseguindo recuperar as margens financeiras e retomou um ritmo mais acelerado de crescimento, algo que chamou a atenção dos analistas.
Junto com a recomendação de compra, o JP Morgan revisou o preço-alvo do papel, que passou de R$ 10,50 para R$ 14, ainda que tenham mantido a previsão de lucro por ação para a empresa. Com a nova projeção, a expectativa agora é de um potencial de valorização de até 33% em relação ao preço do último fechamento (6).
“Embora nossas projeções de lucro por ação permaneçam praticamente inalteradas para 2027, a mudança no preço-alvo reflete uma nova metodologia de valuation, passando a utilizar o modelo de fluxo de caixa descontado ao acionista como principal métrica em vez do múltiplo preço sobre lucro”, dizem os analistas.
Segundo a equipe de análise, a mudança na metodologia reflete a conclusão do processo de simplificação dos negócios da Natura, que vem “enxugando” a operação após problemas operacionais.
O desinvestimento da operação internacional da Avon fora da América Latina, por exemplo, ajudou a reduzir os riscos residuais da reestruturação da empresa e pode abrir espaço para se concentrar em outras iniciativas que geram mais resultado.
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Com isso, houve uma expansão da margem financeira e uma forte geração de fluxo de caixa livre, mesmo em meio a tendências desafiadoras da conversão dos números em receita.
Além disso, os analistas destacam a intenção da Advent International em comprar papéis da Natura. Um dos maiores players de private equity do mundo quer adquirir ações NATU3 a um preço médio de R$ 9,75 nos próximos cinco meses, o que oferece suporte adicional ao ativo.
Outro fator no radar é a possível entrada de um conselheiro na Natura, o que tende a fortalecer a governança e pode destravar valor.
Do mesmo modo, o JP Morgan enxerga a Natura sendo negociada com um desconto de até 20% em relação aos pares, com perspectiva de taxa de crescimento anual (CAGR) de 16%, o que sinaliza uma relação risco-retorno mais atraente.
A Natura passou anos arrumando a casa, com mudanças relevantes no conselho e a possível entrada do fundo Advent como acionista, por exemplo. No entanto, ainda deve demorar até a receita aparecer e as melhorias começarem a se refletir nos números da companhia.
Como resultado, o mercado espera um 1º trimestre ainda fraco para a Natura. A XP, por exemplo, calcula um prejuízo líquido de R$ 40 milhões.
Na visão do JP Morgan, essa fraqueza esperada no primeiro semestre de 2026 pode abrir uma boa janela de entrada na ação.
*Com informações de Money Times
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