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A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança

A Natura (NATU3), conhecida pelos fortes valores dos seus fundadores Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, anunciou uma mudança relevante em seu conselho de administração e a entrada de um novo sócio de peso. Essas transformações dão ainda mais credibilidade à reestruturação em curso da empresa de cosméticos, segundo especialistas.
Os fundadores deixarão o conselho pela primeira vez desde a criação da companhia, em 1969. Eles farão parte de um recém-criado conselho consultivo, em que não terão poderes executivos, mas ficarão responsáveis por manter a cultura, os valores e o legado da Natura. Executivos relevantes, como o ex-CEO Fábio Barbosa, também seguirão para esse conselho consultivo.
Os três fundadores serão substituídos por pessoas próximas a eles: Luiz Guerra, que cuida do family office de Seabra; Pedro Villares, do family office de Leal; e Guilherme Passos, o filho de Pedro.
Tudo isso faz parte de um novo acordo de acionistas, com duração de 10 anos. Os fundadores manterão a sua participação acionária, que hoje é de 38,80%. No entanto, segundo o J.P. Morgan, a saída gradual dos fundadores das funções executivas e a introdução de um novo acordo de acionistas podem sugerir que eles vendam suas participações no futuro.
As gestoras Dynamo, Aikya e Pzena também têm participação na empresa, que não será alterada.
O quadro de conselheiros, aliás, deve ser totalmente renovado, com a eleição de nove ou 10 membros, unindo conselheiros independentes aos ligados à companhia, para um mandato de 10 anos. Confira os nomes indicados ao novo conselho de administração aqui.
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Todas essas mudanças são amarradas com a entrada de um novo sócio de peso. A norte-americana Advent International, maiores gestoras globais de private equity, se comprometeu a comprar entre 8% e 10% das ações da Natura no mercado, por meio de seu fundo Lotus. Atualmente, ela não tem participação na empresa.
Com essas ações, que serão compradas no mercado secundário em até seis meses, a Advent ganha o direito de indicar dois membros para o conselho de administração, além de participar de comitês consultivos.
A visão sobre novidades na liderança é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar.
"A operação reforça a tese da Natura após um ciclo de transformação com venda de ativos, simplificação operacional e recuperação de margens", afirma o BTG Pactual em relatório.
Para o J.P. Morgan, essas mudanças são um passo positivo na direção da modernização da governança e foco estratégico, ao profissionalizar o conselho.
A chegada da Advent ao negócio também é celebrada. "A entrada de um patrocinador financeiro adiciona credibilidade à tese de investimento e pode servir de catalisador para reprecificação, em meio a um processo de reestruturação ainda em andamento", diz o BTG.
Além disso, segundo o J.P. Morgan, traz expertise ao negócio, para auxiliar no crescimento da empresa na América Latina.
O banco norte-americano, no entanto, cita que a entrada da Advent depende de certas condições que podem não acontecer. Para o Citi, é importante reforçar que a empresa não irá alterar sua disciplina de capital nem suas prioridades de alocação de recursos.
Mesmo assim, os desafios operacionais da empresa continuam presentes. Entre eles está a retomada da receita líquida, a estabilização da base de consultoras e entrega consistente de rentabilidade, além de promover o relançamento da marca Avon.
Em 2025, a fabricante de cosméticos vendeu a Avon Internacional, a divisão na América Central e República Dominicana e a subsidiária na Rússia. Também finalizou a fusão da Natura &Co com a Natura Cosméticos, culminando no retorno das ações NATU3.
A reorganização contou com uma demissão de aproximadamente 1.400 pessoas, equivalente a cerca de 25% do quadro administrativo. A companhia também relançou a marca Avon no Brasil e no México na semana passada, com foco em tecnologia, e deve criar novas fragrâncias e melhorar o nível de serviço.
No entanto, o cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem. Por isso, ainda não é motivo para cantar vitórias, e o momento continua sendo de cautela.
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