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Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

A Allos (ALOS3) decidiu mexer peças importantes no seu tabuleiro em busca de gerar mais valor. A companhia anunciou nesta terça-feira (5) um conjunto de transações que envolve venda de participação, aumento de exposição em ativos considerados estratégicos e permuta entre empreendimentos.
A leitura por trás da operação é clara: menos espaço para ativos maduros com menor potencial de expansão e mais capital direcionado a empreendimentos com desempenho operacional mais robusto.
A principal mudança envolve a saída integral da companhia do Shopping Curitiba. A Allos assinou memorando para vender sua fatia de 49% no empreendimento por R$ 193,7 milhões, em uma operação precificada a um cap rate de 9,5%.
O pagamento será dividido entre parcela em dinheiro e uma fatia que poderá ser quitada em caixa ou via subscrição de cotas de fundos imobiliários, dependendo da escolha do comprador.
Se de um lado a companhia reduz exposição, de outro ela aumenta a aposta onde enxerga mais potência de crescimento.
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A empresa pretende ampliar participação no Amazonas Shopping, ativo que figura entre os mais relevantes do portfólio e integra o grupo de shoppings com vendas anuais superiores a R$ 1 bilhão.
O desembolso pode chegar a R$ 178,2 milhões, embora a expectativa seja de aquisição efetiva de cerca de 7,3%, elevando a fatia da companhia para aproximadamente 32%.
A Allos também redesenhou sua presença em outros três ativos por meio de uma permuta estratégica.
A companhia receberá participações adicionais no Shopping Campo Grande e no Shopping Villagio Caxias do Sul, enquanto reduz a posição no Shopping Taboão e fará um pagamento adicional de R$ 20 milhões.
A lógica financeira da operação passa pela busca por ativos com maior produtividade.
Segundo a companhia, os shoppings que ganham mais espaço no portfólio registram vendas por metro quadrado mais de 20% superiores à média dos empreendimentos que estão perdendo participação.
Enquanto a Allos reposiciona seu portfólio, o setor de shopping centers no Brasil segue em expansão. O país deve ganhar 11 novos empreendimentos ao longo de 2026, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
Atualmente, o Brasil conta com 658 shoppings distribuídos em 253 cidades. Em receita, o setor atingiu um marco histórico ao superar pela primeira vez os R$ 200 bilhões em faturamento. Foram R$ 201 bilhões em 2025, alta de 1,2% na comparação anual.
A expansão segue concentrada no Sudeste, que deve receber seis dos novos projetos previstos.
“Regionalmente, o Sudeste manteve a liderança, respondendo por 57% do faturamento do setor, enquanto o Nordeste se destacou pela maior produtividade, com faturamento médio por shopping de R$ 350,4 milhões, acima da média nacional de R$ 305,3 milhões”, destaca a Abrasce.
O levantamento também dimensiona o tamanho da indústria: os 658 shoppings reúnem cerca de 124,7 mil lojas, com crescimento médio de 31,2% a cada cinco anos. A área bruta locável (ABL) soma 18,3 milhões de metros quadrados, com taxa de ocupação de 95,4% em 2025.
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