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O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas
Depois de assistir sua “casa de madeira” ser levada por um furacão digno de O Mágico de Oz, a Tenda (TEND3) parece ter reencontrado o rumo. De sapatinhos vermelhos e uma estrada de tijolos amarelos à frente, a construtora deixou para trás as bruxas da crise pós-pandemia. E os resultados do primeiro trimestre de 2026 parecem consolidar isso.
Nesta terça-feira (5), a construtora popular dona das marcas Tenda e Alea divulgou o balanço dos três primeiros meses do ano, com um lucro líquido consolidado 114% maior do que o mesmo período de 2025, a R$ 183,4 milhões. A cifra veio acima das expectativas de mercado compiladas pela Bloomberg, que apontavam para R$ 127 milhões.
O resultado foi impulsionado pela marca Tenda, que viu o lucro líquido dobrar em um ano, atingindo R$ 216,2 milhões, enquanto a Alea ainda tenta se reestruturar.
Segundo a companhia, o desempenho reflete a combinação de avanço operacional, com crescimento de receitas e vendas, e a expansão das margens, em meio a um ambiente de maior controle de custos e disciplina na execução.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado saltou quase 68% na base anual, para R$ 256,7 milhões — também maior do que o projetado pelo mercado, de R$ 196 milhões.
A receita líquida, por sua vez, avançou 37% na comparação anual, somando R$ 1,18 bilhão, um recorde histórico para a empresa. Apesar disso, o resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, cujo consenso apontava para cerca de R$ 1,2 bilhão, segundo o compilado da Bloomberg.
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A companhia também registrou uma geração de caixa operacional de R$ 112,2 milhões, revertendo a queima de R$ 22,5 milhões entre janeiro e março do ano passado. Em relação aos últimos três meses do ano, o avanço nessa linha do balanço foi de quase 100%.
A margem Ebitda, indicador que representa quanto da receita da empresa vira resultado operacional, foi de 21,7%, salto de 4 pontos percentuais (p.p) em base anual. Já a margem líquida, que mostra quanto da receita que se transforma em lucro efetivo após todas as despesas, foi de 15,5%, avanço de 5,6 p.p ano a ano. Ambas vieram acima das expectativas, que projetavam 16,1% e 10,5%, respectivamente.
Enquanto a marca Tenda carregou o desempenho consolidado nas costas, a a divisão de casas pré-fabricadas teve um prejuízo quase 70% maior do que nos três primeiros meses do ano passado, de R$ 32,8 milhões.
Apesar do resultado ainda negativo, a Alea apresentou uma melhora relevante na dinâmica de caixa: a queima caiu 55% na comparação anual, para R$ 17,4 milhões no trimestre, considerando 100% da operação — ou R$ 14,9 milhões na fatia proporcional à Tenda.
No acumulado mais recente, o consumo já roda em um nível anualizado próximo ao piso do guidance dado ao mercado (entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões), o que, segundo a administração, indica maior controle da operação.
Cabe lembrar que, mesmo estando em um bom momento na visão dos analistas, a Alea é a grande "ervilha" de baixo de várias camadas de colchão da Tenda, como no conto a Princesa e a Ervilha.
Criada em 2021 com a ambição de ser um vetor disruptivo de crescimento, a Alea nunca cumpriu as expectativas e nunca gerou caixa, sendo vista como uma operação que drena o lucro da Tenda, mesmo que seja pouco representativa para a empresa. Assim, a subsidiária tem passado por uma série de reajustes a fim de recuperar a confiança do mercado.
Você pode conferir mais detalhes nesta reportagem especial do Seu Dinheiro ou no vídeo abaixo:
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