Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração
A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

A Ambev (ABEV3) já pode ir para o happy hour. Com alta nas receitas e no Ebitda ajustado, a fabricante brasileira de cervejas pode comemorar os resultados do primeiro trimestre de 2026, que vieram bastante fortes e acima das projeções de analistas.
Hoje (5), as ações da companhia são as que apresentam a maior alta no Ibovespa, principal índice da bolsa de valores. Por volta das 12h, a alta era de 15%.
As vendas de cerveja no Brasil surpreenderam, com alta de 1,2% em relação ao ano passado, batendo as estimativas de analistas. A receita líquida cresceu 8,1% e o Ebitda Ajustado aumentou 10,1%, com expansão de margem de 60 pontos-base.
"Iniciamos 2026 mantendo nosso momentum, entregando um sólido primeiro trimestre, marcado pelo crescimento do volume de cerveja e ganhos estimados de participação em vários de nossos mercados", disse a fabricante de cervejas em seu release de resultados.
"O resultado demonstrou uma execução efetiva de estratégias de crescimento e disciplina de custo, que devem ser bem recebidas pelo mercado", afirmou o JP Morgan em relatório.
"Em 2025, a história era de disciplina de despesas compensando uma receita mais fraca. Agora, a empresa entrega o pacote completo", disse o BTG Pactual em relatório.
Leia Também
Os principais números da Ambev
A Ambev reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, leve alta de 0,3% na comparação anual, refletindo avanço operacional, parcialmente compensado por maior pressão no resultado financeiro.
A receita líquida somou R$ 22,5 bilhões, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, com baixa de 0,1%. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 7,5 bilhões, com crescimento anual de 1,5%. A margem Ebitda avançou 50 pontos-base, para 33,6%, sustentada por disciplina em preços.
O volume total foi de 44,9 milhões de hectolitros, queda de 0,8% na base anual, impactado por desempenho mais fraco em algumas operações internacionais, embora parcialmente compensado por crescimento no Brasil e na América Central e Caribe.
Os custos permaneceram pressionados no período, com alta de 8,5% no custo por hectolitro, refletindo principalmente efeitos de câmbio e commodities. Ainda assim, a companhia afirma que conseguiu preservar a rentabilidade, apoiada em iniciativas de gestão de receita.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1 bilhão no trimestre, piora de R$ 200 milhões em relação a igual período do ano anterior. O indicador foi impactado principalmente por maiores despesas com instrumentos derivativos e efeitos cambiais, o que limitou o avanço do lucro.
O fluxo de caixa operacional somou R$ 3,1 bilhões, avanço de 162,5% ante o primeiro trimestre de 2025, impulsionado pelo crescimento do Ebitda e melhora no capital de giro.
Em termos de estrutura de capital, a companhia encerrou março com posição de caixa líquido, com dívida líquida negativa em cerca de R$ 16,5 bilhões.
O foco na cerveja brasileira
Na leitura do Citi, o trimestre também reforçou sinais de melhora do cenário operacional em ritmo mais rápido do que o previsto.
Os analistas apontam que o destaque do período foi a operação de cerveja no Brasil, que sinaliza melhora na qualidade da execução e um quadro de demanda melhor do que o esperado, contribuindo para a percepção de que “o debate está mudando”, com volumes em recuperação e margens chegando ao fundo do poço.
Esse aumento foi estimulado pelas marcas premium, enquanto as marcas das divisões Core e Value encolheram, "dada a sua sensibilidade maior ao clima e a ocasiões de consumo fora de casa", diz o JP Morgan.
Os campeões da Ambev na Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 está se aproximando, e a fabricante aposta em seus canais digitais para estimular as vendas no período. "Nosso ecossistema digital continuará desempenhando um papel fundamental na ativação da demanda, aproveitando o conjunto mais amplo de ocasiões geradas pelo evento", disse a empresa.
Seus aplicativos BEES, voltado para bares e restaurantes, e Zé Delivery, de vendas diretamente ao público, seguirão "fortalecendo nossa execução, melhorando a alocação de recursos e apoiando a escalabilidade da nossa estratégia de crescimento".
O aplicativo também é relevante para alcançar os consumidores mais jovens. Com cerca de 80% da sua base composta por consumidores da Geração Z e Millennials, o Zé Delivery mantém a empresa próxima a tendências de consumo.
Com Money Times
POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO
A maré virou para os bancões? Safra corta preço-alvo de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Ainda vale apostar em alguma dessas ações?
18 de setembro de 2026 - 16:46LOJA COMPLETA
Assaí (ASAI3) enche o tanque com a compra de postos por R$ 80 milhões; entenda o que isso significa para o investidor
18 de setembro de 2026 - 14:03VOLTA AO PRESENCIAL?
Itaú (ITUB4) quer ocupar mais espaço em SP: banco aluga 100% de empreendimento da Eztec (EZTC3); entenda a estratégia
18 de setembro de 2026 - 10:18POTE DE OURO
O ‘trade’ de Vivara (VIVA3) que poucos perceberam: ouro comprado na baixa agora ajuda a turbinar o caixa
18 de setembro de 2026 - 6:07DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas
17 de setembro de 2026 - 18:34COMPROMISSO AMBIENTAL
Natura (NATU3) emite R$ 700 milhões em debêntures com meta ligada ao uso de plástico sustentável
17 de setembro de 2026 - 18:24TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?