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2020-03-12T18:07:29-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Mercados em pânico

Juros voltam a subir forte e Tesouro intervém com recompra de títulos públicos

Mercado de juros, que já vinha sentindo os efeitos do coronavírus, entrou no modo pânico depois que o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao aumento do limite do BPC

12 de março de 2020
10:59 - atualizado às 18:07
Mercado de ações Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Em uma tentativa de aliviar o choque no mercado de juros em meio à tempestade nos mercados, o Tesouro Nacional começou a intervir com leilões de recompra de títulos.

As operações ocorrerão entre hoje e 18 de março e serão realizadas em coordenação com o Banco Central.

“O objetivo da atuação é fornecer suporte ao mercado de títulos públicos, garantindo bom funcionamento desse e de outros mercados correlatos”, informou o Tesouro, em comunicado.

Leia também:

O Tesouro já anunciou operações de recompra e revenda de NTN-B das 11h às 11h30, para títulos com vencimento em 2024, 2025, 2026, 2028 e 2030.

O leilão de venda de títulos corrigidos pela Selic (LFT) que estava programado para hoje foi cancelado e será reagendado oportunamente, segundo o Tesouro.

O mercado de juros futuros, que já vinha sentindo os efeitos da maior aversão a risco provocada pelo coronavírus, entrou no modo pânico depois que o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que eleva o limite de renda familiar per capita para concessão do benefício de prestação continuada (BPC).

O anúncio dos leilões de recompra trouxe algum alívio ao mercado, mas os juros seguiam em alta. Por volta das 16:50, o contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2021 subia 0,48 ponto para 4,70%. O DI para 2025 avançava 0,96 ponto, para 7,85%, e o de 2027 tinha alta de 0,85 ponto, para 8,45%.

Diante da forte volatilidade nas taxas dos títulos, o investidor pessoa física não consegue operar no Tesouro Direto na manhã desta quinta-feira.

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