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Mudança no cenário global reduz apetite por risco e faz investidores trocarem Brasil por ativos mais seguros

Até poucas semanas atrás, o clima entre os grandes gestores de fundos globais era de paciência estratégica. Segundo o Bank of America (BofA), o plano era simples: esperar a guerra no Irã se acalmar para, então, despejar recursos nos mercados da América Latina, especialmente no Brasil.
Mas a paciência acabou e o plano mudou. Em novo encontro com gestores globais nesta semana, os economistas do BofA ouviram que o otimismo deu lugar à cautela.
A pergunta em relação à posição na América Latina deixou de ser "quando comprar", para dar lugar à decisão sobre "o quanto precisamos vender".
Segundo o relatório do BofA, para entender por que o interesse pelo Brasil — e pela América Latina como um todo — esfriou, é preciso olhar para as expectativas de inflação e juros mundo afora.
A continuidade da guerra mantém o preço do petróleo elevado e não há qualquer indicação de que este cenário irá mudar no curto prazo, como era esperado há algumas semanas. Mesmo diante da notícia de uma abertura parcial do Estreito de Ormuz, as cotações do petróleo não caíram bruscamente nos mercados internacionais.
Os preços continuam em níveis acima de US$ 100 e não devem voltar para valores anteriores ao conflito, em que a expectativa era diminuir para US$ 60.
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Como o combustível é a base de quase tudo, esse custo alto alimenta a inflação global. Para combater essa inflação, os bancos centrais dos países desenvolvidos são forçados a manter os juros altos por mais tempo. Em alguns mercados se fala até de subir os juros novamente.
Isso faz com que as taxas dos títulos públicos desses países subam.
Nos Estados Unidos, os Treasurys de 10 anos saíram de um nível de 4% antes da guerra para 4,6% nesta semana. Isso é uma taxa bastante alta para o país.
O mesmo acontece com os títulos soberanos do Reino Unido, Alemanha e outros países desenvolvidos.
Para o investidor global, se o porto seguro dos Estados Unidos ou da Europa oferece um rendimento alto, o risco de colocar dinheiro em países emergentes como o Brasil deixa de valer a pena e drena o dinheiro que viria para cá.
Essa pressão sobre juros e inflação não é uma preocupação apenas dos países desenvolvidos.
Segundo o relatório do BofA, agentes financeiros já temem que a inflação persistente force o Banco Central do Brasil a interromper os cortes nos juros antes do esperado.
E, mesmo que os cortes continuem, os analistas consideram que esse ajuste na Selic dificilmente será profundo o suficiente para dar um alívio real às contas das empresas brasileiras, que seguem sufocadas por custos de empréstimos elevados.
Somado a isso, existe uma competição global sobre qual o melhor ativo para se ter agora.
O mundo financeiro vive atualmente uma obsessão por empresas de tecnologia e Inteligência Artificial (IA). O capital está migrando em massa para esses setores, localizados principalmente nos EUA e na Ásia.
Como a bolsa brasileira é focada em "valor" — empresas tradicionais de commodities como minério de ferro e petróleo — ela acaba ficando de fora da tese tecnológica.
“A saída de fluxo de valor para tecnologia pesa no interesse pela América Latina. Somente uma recapitulação desses fluxos poderia ajudar a reverter as recentes saídas estrangeiras do Brasil”, diz o relatório.
Somente na metade de maio, até o dia 18, os estrangeiros já tinham tirado R$ 8,9 bilhões do Ibovespa. A Bolsa brasileira saiu de um recorde de 200 mil pontos para 177 mil em um mês.
Por fim, o cenário político também parou de ajudar.
No início do ano, havia uma expectativa forte de que a América Latina caminhasse para eleger governos mais à direita, que costumam ter políticas mais alinhadas ao mercado. Agora, essa clareza sumiu.
No Brasil, investidores veem uma provável reeleição do presidente Lula, o que representa uma continuidade das políticas econômicas atuais, com gastos maiores que as receitas.
Mas não só. Ao redor, eles olham com temor para possíveis vitórias da esquerda no Peru e na Colômbia.
A conclusão do Bank of America é que, embora o preço das ações brasileiras tenha caído recentemente, os grandes investidores ainda não acham que estão "baratas o suficiente" para compensar tantos riscos.
Após meses de ganhos acumulados, o momento agora é de garantir o lucro que sobrou e observar, de longe, o desenrolar da economia global — com o Brasil, por enquanto, na sala de espera.
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