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O varejo online vive um crescimento que pode ficar ainda mais intenso a partir de agora; e outro setor deve se beneficiar da forte concorrência no e-commerce; veja qual

A nova dinâmica do e-commerce foi uma das grandes mudanças que seguiram a pandemia de covid-19. Afinal, o setor, que já vinha crescendo, recebeu um grande impulso para entrar de vez “na rotina de boa parte da sociedade”, como destacado por Caio Araujo, analista de fundos imobiliários da Empiricus Research.
Uma reportagem recente do Seu Dinheiro explica que a concorrência no comércio online se dá pouco pelo preço e mais pelo tempo de entrega. Até porque, as varejistas já trabalham com margens apertadas, ficando sem espaço para grandes disputas pelo valor da etiqueta.
Além disso, o fim da “taxa das blusinhas” pode amplificar esses movimentos e colocar mais lenha na fogueira da corrida pelas entregas rápidas, como também destacado no texto.
Para os investidores, todo esse movimento pode se traduzir em oportunidade. Se o próximo passo da expansão do e-commerce está na rapidez com que o produto chega ao consumidor, a logística deve ser cada vez mais relevante.
Podemos ter aqui uma oportunidade ‘escondida’ na bolsa.
Quando você compra algo em uma grande varejista, é comum que aquele produto já estivesse guardado em um galpão de logística. E até chegar à sua casa, ele pode passar por outro — ou por mais alguns.
Com isso, é fundamental que essas empresas contem com estruturas modernas e bem-localizadas, ou seja, próximas aos locais onde são feitas a maior parte das compras. É assim que as entregas parecem se teletransportar para as casas de algumas pessoas.
Os galpões são construídos, administrados e alugados por fundos imobiliários (FIIs) especializados nesse tipo de negócio. “E essa dinâmica do e-commerce foi transformacional para o setor”, revela Araujo.
Não à toa, a área bruta locável (ABL) em galpões hoje é de 53,3 milhões de m², uma alta de 130% em 11 anos.
O analista de FIIs da Empiricus também explica que a vacância desses fundos girava em torno de 10% a 15% antes do boom do e-commerce. Hoje, o dado está em 7%, “um dos menores níveis da série”.
A redução na quantidade de imóveis vazios é uma mostra da alta procura por esses empreendimentos. Porém, ao mesmo tempo, os donos de galpões têm dificuldade de construir novos imóveis, devido ao alto custo atual.
Então, quem já possui uma carteira de galpões logísticos, ou ainda consegue bancar a produção de novos, terá boas chances de surfar o crescimento da demanda frente à tendência de pouca oferta no setor.
Como mencionado, os galpões de logística que atendem grandes varejistas são propriedade de fundos imobiliários dedicados a esse tipo de empreendimento. As cotas dos FIIs são negociadas na bolsa de valores, de maneira semelhante às ações.
Desempenho passado não significa performance futura, mas esse tipo de investimento costuma sofrer menos solavancos nos preços do que os papéis das empresas. Além disso, pagam dividendos mensais — é como investir em um imóvel e receber o aluguel.
Caio Araujo, da Empiricus Research, produziu um relatório totalmente dedicado ao assunto. O material:
Além disso, o acesso é simples e gratuito. Os leitores que já aproveitam os benefícios do SD Select estão a um clique do relatório produzido por Araujo.
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