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Os FIIs logísticos estão a todo vapor, mas esse não é o único segmento que agita o mercado imobiliário nesta quinta-feira (28); confira os detalhes das operações

O mercado de fundos imobiliários de galpões logísticos está aquecido, e quem provou esse ponto mais uma vez foi o Mercado Livre. A empresa fechou um contrato de locação com o FII Capitânia Logística (CPLG11).
A gigante do e-commerce vai ocupar o empreendimento CPLG SBC Imigrantes, complexo logístico composto por dois blocos e que está localizado em São Bernardo do Campo (SP).
Mas esse está longe de ser o único movimento que agita o mercado de fundos imobiliários hoje. O Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) voltou a avançar na estratégia de reduzir a exposição ao setor bancário e anunciou, nesta quinta-feira (28), a locação de antigas agências para a rede de academias Ultra.
Além disso, o Tellus Properties (TEPP11) foi às compras e encheu o carrinho com novos ativos. O FII assinou um compromisso para adquirir conjuntos comerciais no Edifício Parque Cultural Paulista, que fica localizado em São Paulo (SP).
Confira os detalhes das operações a seguir.
Depois de o BTG Pactual LOG AAA Cajamar FII (BTLA11) entregar ao Mercado Livre o maior galpão logístico built-to-suit — ou seja, feito sob medida para atender às necessidades do inquilino — da América Latina, a varejista segue expandindo seu império logístico no Brasil.
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Segundo fato relevante, a gigante do e-commerce vai ocupar 100% do complexo logístico, que conta com 75 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Desse total, o CPLG11 é proprietário de 24,3 mil metros quadrados.
O acordo firmado com o Mercado Livre tem prazo de cinco anos, com reajuste anual atrelado à variação do IPCA (inflação) e garantia por meio de fiança corporativa.
O empreendimento foi desenvolvido pelo próprio CPLG11 em parceria com a SPX Capital e havia sido entregue no final do ano passado.
Com a locação do ativo, o FII afirma ter zerado a vacância física e financeira do portfólio, que é composto por três complexos logísticos: esse de São Bernardo do Campo e outros dois built-to-suits, o CPLG Amazon e o CPLG Meli Jacareí.
Ambos ainda estão em construção e já estão locados para a Amazon e para o Mercado Livre, respectivamente.
O primeiro empreendimento está localizado em São José dos Pinhais (PR) e tem entrega prevista para dezembro deste ano. Já o segundo está em Jacareí (SP) e tem previsão para ficar pronto em 2027.
Segundo a Capitânia Capital, gestora do CPLG11, a locação do CPLG SBC Imigrantes para o Mercado Livre está alinhada à estratégia de investimentos em ativos logísticos desenvolvidos com prazos mais curtos, localizados em regiões com oferta restrita e especificações técnicas modernas.
O RBVA11 nasceu como um fundo imobiliário 100% de agências bancárias, mas desde 2019 vem focando na sua nova meta de diversificação. Nesta quinta-feira, o FII voltou a avançar na estratégia ao alugar dois imóveis de antigas agências para a Ultra.
De acordo com informações divulgadas ao mercado, a operação envolve a assinatura de dois contratos de locação de imóveis localizados na Avenida Paulista e na Avenida Duque de Caxias, ambos em São Paulo e locados pelo Santander até então.
As novas locações têm prazo de 20 anos e reduzem a vacância física do fundo de 6,6% para 5,4%. Além disso, a operação tem impacto positivo estimado de R$ 0,0015 por cota no resultado mensal, considerando o aluguel fixo após o fim das carências, segundo a Rio Bravo Investimentos, gestora do FII.
O imóvel da Paulista é composto por dois andares, rooftop (terraço) e estacionamento com 35 vagas fixas, somando 2.287 metros quadrados. Já o imóvel da Duque de Caxias possui área total de 2.107 metros quadrados e conta com garagem.
Além do aluguel mínimo, os contratos garantem que o RBVA11 receba parcelas variáveis ligados ao faturamento da operação da rede de academias e à receita de estacionamento.
Segundo o fato relevante, o FII terá direito a 15% da receita de estacionamento de ambos os imóveis. Já em relação à fatia sobre o faturamento, o fundo receberá 20% no empreendimento da Paulista e 15% no ativo de Duque de Caxias.
Com a operação, o RBVA11 amplia a presença do fundo no segmento de bem-estar, que passa a representar mais de 5% do portfólio.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, o fundo imobiliário assinou um compromisso de compra e venda para a aquisição de nove salas corporativas no Edifício Parque Cultural Paulista.
Com a operação o FII passa a deter os conjuntos de número 82, 111, 112, 121, 122, 141, 142, 151 e 152, o que soma cerca de 5,03 mil metros quadrados de área BOMA, que inclui as áreas privativas do imóvel e a fração proporcional das áreas comuns do edifício.
O valor total da transação é de aproximadamente R$ 77,08 milhões, com o pagamento parcelado em até 28 meses.
De acordo com o fato relevante, o TEPP11 passa a deter a posse dos imóveis após a superação das condições precedentes previstas no contrato. A partir disso, o FII tem o direito integral às receitas de locação dos ativos.
A gestão do TEPP11 informou ainda que detalhes adicionais sobre a estrutura da operação, premissas adotadas e impactos financeiros estimados para os cotistas serão divulgados futuramente.
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