O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Possibilidade de avanço diplomático no Oriente Médio derrubou o Brent abaixo de US$ 100 e pressionou as ações da Petrobras, enquanto Wall Street renovou recordes históricos

A possibilidade de um possível alívio geopolítico no Oriente Médio virou combustível para uma forte liquidação no petróleo nesta quarta-feira (27). Com o Brent abaixo dos US$ 100 e o WTI em mínima de mais de um mês, a Petrobras (PETR4) pesou sobre o Ibovespa, enquanto investidores tentavam medir até onde avançam as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, caíram 4,57%, a US$ 92,25 o barril, após atingirem a mínima desde 17 de abril, a US$ 91,75.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho, negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), tombaram 5,55%, a US$ 88,68 o barril, depois de baterem o menor nível desde 21 de abril.
O movimento ganhou força após a TV estatal iraniana divulgar a existência de um rascunho de memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã.
Segundo o documento, o Irã normalizaria a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz dentro de um mês. Em troca, os EUA retirariam forças militares das proximidades do território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval.
A Casa Branca, no entanto, negou a informação e classificou o conteúdo como uma “fabricação completa”.
Leia Também
Apesar disso, declarações de autoridades americanas mantiveram a percepção de algum avanço diplomático.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá “aberto a todos” e que nenhum país controlará a importante rota marítima por se tratar de “águas internacionais”.
Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que houve “algum progresso” nas negociações entre os dois países.
Para Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell, o fato de o Brent permanecer abaixo de US$ 100 mostra como o mercado ainda interpreta as conversas entre Teerã e Washington como um sinal de avanço.
“A esperança é que esta seja finalmente a semana em que um verdadeiro avanço seja alcançado, mas, se as negociações falharem, poderemos ver a paciência do mercado se esgotar”, afirmou.
Também entrou no radar do mercado uma fala da presidente do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Lorie Logan. Segundo ela, caso o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz não retorne rapidamente aos níveis anteriores ao conflito, o consumo global de petróleo e gás poderá desacelerar de forma mais significativa.
Com a forte queda do petróleo, as ações da Petrobras acompanharam o movimento negativo da commodity.
A ação ordinária PETR3 caiu 1,62%, a R$ 48,10, enquanto a preferencial PETR4 recuou 1,45%, a R$ 42,81. Os papéis preferenciais da estatal ainda lideraram o volume financeiro da B3, com giro de R$ 1,77 bilhão.
O desempenho da petroleira contribuiu para que o Ibovespa encerrasse o pregão em queda de 0,48%, aos 175.744,37 pontos.
Já o dólar à vista fechou em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,0609.
Apesar da pressão das petroleiras, ações ligadas à mineração e siderurgia ajudaram a limitar as perdas do índice brasileiro. A Usiminas (USIM5) liderou os ganhos do Ibovespa, com avanço de 6,21%, recuperando parte das perdas recentes.
A Vale (VALE3), que responde por cerca de 11% da composição do índice, subiu 0,40%, a R$ 83,40, mesmo com a queda do minério de ferro na China. O contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro na bolsa de Dalian, encerrou o dia em baixa de 0,32%, a 781,50 yuans por tonelada.
O Goldman Sachs afirmou que a administração da Vale observa aumento do interesse dos investidores por ativos tangíveis e commodities, embora a guerra no Oriente Médio ainda gere cautela. O banco reiterou recomendação de compra para as ações da mineradora.
Na ponta negativa do índice, a Cosan (CSAN3) caiu 5,61%. Já a Copasa (CSMG3) recuou 4,30%, em meio às mudanças na oferta de privatização da companhia, que elevaram as incertezas do mercado sobre a operação.
No cenário doméstico, investidores também acompanharam a divulgação do índice nacional de preços ao consumidor amplo 15 (IPCA-15) de maio.
A prévia da inflação oficial avançou 0,62% no mês, acima das expectativas do mercado. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 4,64%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.
Segundo Laís Costa, analista da Empiricus Research, o resultado trouxe piora relevante na composição dos preços.
“Além do headline estar acima, a composição também foi pior do que o esperado. Não há razões para comemorarmos”, afirmou durante participação no programa Giro do Mercado, do Money Times.
A analista também destacou que, considerando a meta contínua de 3% do Banco Central, o dado reforça o sinal de alerta para o mercado.
Enquanto o mercado brasileiro fechou pressionado pelo petróleo, os índices dos Estados Unidos encerraram a sessão em níveis recordes. Confira o fechamento dos índices:
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,03%.
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única. O Nikkei, do Japão, avançou 0,01%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,06%.
*Com informações do Money Times e do Estadão Conteúdo
SETOR AGRÍCOLA
MERCADOS HOJE
FII DO MÊS
NEGOCIAÇÃO DESANDOU
Conteúdo Empiricus
EXPANSÃO DO PORTFÓLIO
MERCADOS
ESTRATÉGIA DEFENSIVA
NEM TUDO SÃO FLORES
HORA DE COMPRAR
TROCA DE CADEIRA
Conteúdo Empiricus
Conteúdo Empiricus
MERCADOS
Conteúdo Empiricus
ADEUS B3
ONDE INVESTIR NO 2° SEMESTRE
Conteúdo Empiricus
ONDE INVESTIR NO 2° SEMESTRE
VISÃO DO GESTOR