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Mercado optou mais uma vez pela diversificação na sua carteira de recomendações. Mas além da sempre favorita Petrobras, o setor energético mostra que pode se beneficiar muito da aprovação das reformas e do avanço das pautas econômicas do país
O mês de setembro tinha tudo para ser uma história de terror para as ações ao redor do mundo. Teve notícias e reviravoltas para todos os gostos. A guerra comercial continuou com idas e vindas, o petróleo enfrentou uma grave crise e nos Estados Unidos a última semana do mês foi sacudida pela abertura de um processo de impeachment contra o presidente americano.
O enevoado cenário internacional esbarrou em algumas medidas tomadas para arrumar a casa por aqui, como a queda da taxa Selic, que caiu mais 0,5 ponto, e os dados mais animadores referentes a recuperação econômica do país, o que melhorou o humor dos agentes financeiros. No fim do mês, o saldo acabou sendo positivo. Mais precisamente 3,57% mais positivo que o mês anterior para a bolsa. Confira o ranking completo com os melhores e piores investimentos de setembro.
Mesmo com esse viés ligeiramente mais positivo para as bolsas tupiniquins, os analistas com quem conversei continuam focando na diversificação, principalmente em setores estratégicos que podem se beneficiar da aprovação da reforma da Previdência, que entra em suas etapas finais, mesmo que lentas, no Senado.
E assim como no mês passado, a seleção das corretoras para saber sobre as principais perspectivas para o próximo mês não teve uma grande unanimidade. Foram 29 papéis diferentes que pintaram no ranking. Algumas, claro, saltaram mais aos olhos do que outras. É o caso da Marfrig, IRB Brasil, JBS e Rumo, todas com duas indicações cada.
Mas, conseguimos tirar algumas lições do Top 3 selecionados pelas principais corretoras (que normalmente divulgam cerca de 10 papéis selecionados ao mercado). A sempre favorita Petrobras continua uma escolha forte para se ter na carteira, liderando isoladamente a diversa lista com 3 indicações. Mas o astro da vez foi outro.
Representado por EDP Energias, Copel, CPFL Energia, Eneva, Eletrobras e Equatorial, o setor de energia deu uma sacudida na nossa seleção e joga uma lupa em um segmento que mostra que tem tudo para se fortalecer ainda mais nos próximos meses.
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As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) chegam a mais um mês com uma forte presença entre as preferidas das gestoras. E isso mesmo após um mês que testou a política de preços da companhia.
Em meio à crise do petróleo, deflagrada após ataques sofridos pela companhia petrolífera saudita Aramco no começo do mês, o mundo viu o preço do barril subir de forma acelerada, chegando a uma alta que ultrapassou os 20% no mercado internacional.
Aqui no Brasil, também um pouco de tensão. Com a alta do preço no mercado internacional, o presidente Jair Bolsonaro chegou a declarar após uma conversa com o presidente da estatal Roberto Castello Branco, que o repasse ao consumidor não aconteceria.
A petroleira chegou a anunciar que aguardaria mais tempo para repassar o valor, mas no fim do dia, depois de certa tensão, a Petrobras acabou reafirmando a sua política de preços e anunciou um reajuste nos valores da gasolina em 3,5% e do óleo diesel em 4,2%.
Segundo Mario Mariante, analista-chefe da Planner Corretora, a recente aprovação da emenda constitucional que “destrava” o leilão da cessão onerosa também é um fator positivo para a companhia. O leilão deve ocorrer no próximo dia 6 de novembro, e as ações da petroleira indicam um potencial de alta de até 25,2%. "A empresa tem a receber R$ 33 bilhões do Governo Federal, o que deve ser usado no próprio leilão. Isso ajudará a Petrobras a adquirir uma boa participação nas áreas a serem leiloadas, já conhecidas e com alta produtividade."
Além disso, a empresa segue reafirmando a sua postura mais liberal no mercado, seguindo com os seus planos de desinvestimentos e venda de ativos, além de redução da dívida e o comprometimento de diminuição de despesas operacionais, que vem impactando positivamente os papéis da companhia.
E se a venda de ativos da Petrobras vem embalando os papéis da companhia durante todo o ano, outra estatal mexe com a bolsa e leva algumas outras empresas do setor energético junto na carona.
Não é de hoje que se fala na privatização da Eletrobras, que atualmente tem saído do setor de distribuição mas ainda detêm cerca de 35% do setor de geração de energia e 50% de transmissão. Na verdade, as conversas já se arrastam há cerca de 3 anos, mas, neste ano, ganharam um ânimo renovado.
Segundo o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, o esperado é que a privatização da companhia saia do papel no primeiro semestre do ano que vem. Antes disso, a companhia precisa aparar as esferas burocráticas do processo, tão comum às estatais.
A empresa tem investido pesado no seu plano de desinvestimento e abertura de seus preços para os praticados pelo mercado. O analista da Ativa também acredita que a venda da empresa trará uma maior dinamização ao setor, com os frutos já sendo colhidos agora, já que e a estatal tem se dedicado a otimizar as operações capazes de gerar mais valor.
Para Arbetman, o setor é resiliente, tem maior estabilidade e vem apresentando crescimento significativo, mas ainda há espaço para mais. Isso porque não é só a perspectiva de privatização da estatal que mexe com o setor. O setor de energia também é sensível ao noticiário político e segue de olho na agenda de reformas do governo.
A aprovação da reforma da Previdência e o andamento das pautas econômicas não possuem impacto imediato na atividade. Bom, pelo menos essa é a norma para a maior parte dos setores. Mas as áreas de energia e alimentação refletem em primeira mão as mudanças econômicas do país.
Então, com o avanço da reforma da Previdência no Senado, com previsão de votação em segundo turno para o dia 10 de outubro, o setor espera um aumento significativo da demanda. E não é só isso. Em um cenário de juros cada vez mais baixo, com a taxa Selic em seu piso histórico de 5,5% e previsão de ainda mais quedas em 2019, e inflação controlada, o "boost" por energia só tende a ser maior.
Bem, a Eletrobras, no olho do furacão da valorização do setor não é a única que se beneficia dos planos do futuro para a estatal. Embora apareça como uma das principais recomendações da Guide Investimentos, com a justificativa de que a expectativa da apresentação da proposta de privatização da companhia no congresso é o principal gatilho para a valorização, a empresa não está sozinha.
As ações ordinárias da EDP Energias (ENBR3) é mais uma que figura entre as queridinhas. Segundo Ilan Arbetman da Ativa, a companhia se beneficia muito do seu caráter híbrido, já que atua nos três macro setores do setor: geração, transmissão e distribuição de energia. Com o destravamento do cenário econômico, a empresa também deve se beneficiar de um processo de desalavancagem, maior capacidade instalada e colher os frutos dos investimentos em energia alternativa, que dinamizaram a sua matriz nos últimos tempos.
Para o Daycoval Investimentos, a Taesa (TAEE11) segue como uma boa alternativa nestes momentos de incerteza com a renda variável. Segundo o analista Enrico Cozzolino, um dos fatores que justificam essa visão é o seu dividend yield alto, indicador que mostra quanto do valor de uma ação retorna para o acionista na forma de proventos.
"Observamos a significativa evolução de preços que vem refletindo a boa estratégia de crescimento adotada pela empresa seja pelas aquisições, seja pela participação em novos projetos licitados nos leilões de transmissão", explica. A companhia também é uma das indicações da Necton.
A Copel (CPLE6) é outra empresa do setor de energia que aparece na lista das indicações, aparecendo no Top 3 da Mirae Asset e da XP investimentos. O seu principal destaque são os resultados apresentados no 2º trimestre do ano. A companhia apresentou um lucro líquido de R$ 399 milhões, receita líquida ajustada de R$ 3,405 bilhões e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) bem acima da expectativa, de R$ 948 milhões, um aumento de 20,8% em relação ao mesmo período de 2018.
Segundo Pedro Galdi da Mirae Asset, a empresa vem investindo bastante em sua melhora operacional no setor de distribuição e continua entregando uma melhora em seu nível regulatório. "A melhora foi decorrente principalmente do aumento de volume de energia vendida / receita líquida e da redução de custos com energia elétrica (devido a melhora no cenário hidrológico) e redução de custos com pessoal", completa Galdi.
A Toro Investimentos tem entre as suas principais escolhas para outubro a Equatorial (EQTL3). Segundo o analistas da gestora, a empresa tem maior previsibilidade da receita no longo prazo com a conquista de contratos de concessão e vem mostrando uma evolução nos seus preços desde o final de 2018, o que demonstra uma consolidação da companhia no mês. "A empresa se beneficia também da retomada econômica do país, devido à sua área de atuação no norte e nordeste demonstrar maior potencial de crescimento".
Segundo o estrategista de pessoa física da Santander Corretora, Ricardo Peretti, é difícil falar de apenas três ações preferidas na bolsa já que as carteiras contam com números entre 5 e 10 papéis mas, "acreditamos que Localiza (RENT3), Rumo (RAIL3), CPFL Energia (CPFE3) merecem uma atenção especial do investidor".
Segundo a Carteira Dividendos divulgada pelo Santander, a CPFL Energia é um dos maiores grupos privados do país no setor e detêm cerca de 14% da participação de mercado total no Brasil por meio de suas quatro distribuidoras nas regiões sul e sudeste. "Acreditamos que a CPFL esteja entre os melhores nomes do setor elétrico na América Latina, pois oferece um sólido desempenho operacional, disciplina na alocação de capital e baixos riscos regulatórios, combinado com um valuation atrativo".
Dentre as recomendações do setor energético para o mês, a Eneva também aparece entre as indicações do BB Investimentos.
Além das mudanças nos papéis, a corretora também recalibrou os pesos de algumas ações da carteira
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