Petróleo despenca mais de 17% com expectativa de acordo entre EUA e Irã; Ibovespa amarga sétima semana seguida de perdas
Mercado reagiu ao avanço das negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio; bolsa brasileira recuou, enquanto Wall Street renovou recordes

A perspectiva de uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio derrubou os preços do petróleo nesta sexta-feira (29) e pressionou as ações da Petrobras (PETR4), contribuindo para mais um dia negativo na bolsa brasileira.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, encerraram o pregão com queda de 1,7%, a US$ 91,12 o barril. Com isso, a commodity acumulou perdas de 17,4% na semana.
Nos Estados Unidos, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho recuou 1,73%, a US$ 87,36 o barril. No acumulado do mês, a queda chegou a 16,8%.
Segundo dados da Dow Jones Market Data, o Brent registrou uma desvalorização de US$ 19 em maio, a maior queda mensal em dólares desde março de 2020. Já o WTI perdeu US$ 17 no período, no maior recuo mensal desde novembro de 2021.
Petróleo reage a negociações entre EUA e Irã
As cotações perderam força ao longo do dia após novas sinalizações de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um entendimento para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Em determinado momento da sessão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 90 por barril depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na rede Truth Social que participaria de uma reunião para tomar uma decisão final sobre um possível acordo com o Irã.
Leia Também
Apesar do avanço nas conversas, Trump voltou a defender o encerramento do programa nuclear iraniano e a abertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que mensagens continuam sendo trocadas entre os dois países, mas ressaltou que nenhum acordo definitivo foi alcançado até o momento.
Segundo ele, as negociações atuais estão concentradas no fim da guerra, enquanto as questões nucleares ainda não são discutidas em profundidade.
De acordo com o jornal The New York Times, uma reunião de cerca de duas horas realizada por Trump terminou sem uma decisão final.
Ainda assim, integrantes do governo norte-americano avaliam que um acordo está próximo, embora pontos relevantes permaneçam em negociação, incluindo o possível descongelamento de recursos iranianos.
Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, o movimento do petróleo reflete a expectativa dos investidores de que uma saída diplomática esteja ao alcance. “Isso é uma boa notícia para a estabilidade energética global e para os consumidores”, afirmou.
Enquanto isso, os mercados também monitoraram os desdobramentos da guerra na Ucrânia. Durante a madrugada, um ataque de drones atingiu a região russa de Yaroslavl e provocou um incêndio de grandes proporções em uma instalação de armazenamento de combustível.
Petrobras acompanha petróleo e pesa sobre bolsa
A queda da commodity teve reflexos diretos no Ibovespa.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) encerraram o pregão em baixa de 1,20%, cotadas a R$ 42,00, enquanto os papéis ordinários (PETR3) recuaram 1,70%, para R$ 43,73.
No acumulado da semana, as perdas chegaram a 5,58% para PETR4 e 6,82% para PETR3.
Com a pressão das blue chips e o aumento da aversão ao risco doméstico, o Ibovespa registrou a quarta sessão consecutiva de perdas. O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 0,73%, aos 173.787,49 pontos.
Na semana, o índice acumulou baixa de 1,38% e completou sete semanas seguidas de perdas, a sequência negativa mais longa desde abril e maio de 2004.
O desempenho mensal também foi fraco. Em maio, o Ibovespa recuou 7,23%, registrando o pior resultado desde fevereiro de 2023.
Na visão de Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, a queda de maio é menos preocupante do que parece. Em sua coluna no Seu Dinheiro, ele detalha os motivos.
Outro peso-pesado do índice, a Vale (VALE3) caiu 1,36%, para R$ 82,82, interrompendo a sequência recente de ganhos, mesmo com a alta dos contratos futuros do minério de ferro negociados na China.
Os bancos também contribuíram para o tom mais cauteloso do mercado.
O Índice Financeiro (IFNC) encerrou o dia com queda de 0,19%, em meio às discussões sobre os possíveis impactos da decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
A ponta negativa do Ibovespa ficou com a Minerva (BEEF3), que caiu 7,05%, para R$ 3,69. Já a maior alta do dia foi registrada pela Totvs (TOTS3), com avanço de 4,16%, para R$ 33,07.
Wall Street renova recordes
Enquanto a bolsa brasileira encerrou o dia em baixa, os mercados norte-americanos avançaram impulsionados pelo otimismo em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.
O Dow Jones subiu 0,74% e fechou aos 51.043,55 pontos, renovando seu recorde histórico de fechamento.
O S&P 500 avançou 0,22%, para 7.580,12 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 0,91%, encerrando a sessão aos 26.972,62 pontos. Ambos também atingiram novos recordes.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com leve alta de 0,14%, aos 626 pontos.
Já na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão em terreno positivo. O Nikkei, do Japão, avançou 2,53%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 0,70%.
RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'