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AÇÃO DO MÊS

Vale (VALE3) lidera recomendações para investir em junho com dividendos robustos — e Trump pode dar uma ‘mãozinha’; veja ranking completo

Medida do presidente dos EUA ajuda desempenho da mineradora, mas não é o que sustenta a tese

Ações do mês | ação JBS JBSS3
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Quando Donald Trump ergue sua metralhadora tarifária, raramente há vitoriosos. Porém, dessa vez, o presidente norte-americano deu uma mãozinha para a ação favorita dos analistas para investir em junho: a Vale (VALE3).

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Entre as dez corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro para a série Ação do Mês, quatro indicaram a mineradora, destacando a forte geração de caixa e o pagamento de dividendos recorrentes.

E é aí que Trump pode ter dado uma forcinha para a companhia. O presidente dos EUA assinou uma medida que reduz as tarifas de importação sobre aço, alumínio e cobre na última quinta-feira (2).

Como a empresa brasileira é referência global no setor de mineração, ela é uma das beneficiadas pela decisão, o que tende a fortalecer a tese dos analistas que recomendaram VALE3 em junho.

Confira as indicações completas no ranking deste mês:

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Muito além de Trump: os pilares que sustentam a Vale (VALE3)

A medida do presidente dos EUA pode até ajudar a mineradora, mas não é ela quem sustenta a tese da companhia brasileira.

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A Daycoval, que indicou VALE3 em junho, avalia que a exposição da companhia a reservas de alta qualidade no Brasil garante um modelo de negócios competitivo mesmo em cenários adversos de preço do minério.

Além disso, os analistas da casa enxergam que a escala produtiva, combinada à eficiência logística e à diversificação em níquel e cobre, permite uma forte geração de caixa.

Essa característica também coloca a Vale em posição estratégica no mercado global, criando barreiras difíceis de replicar no setor, segundo os especialistas.

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Porém, o cenário atual também vem favorecendo a empresa brasileira. O Santander avalia que os preços do minério de ferro devem permanecer bem sustentados acima de US$ 100 por tonelada, impulsionados por uma oferta limitada.

Isso porque, segundo os analistas do banco, a dinâmica de custos segue favorável, enquanto a demanda da China segue resiliente.

"Embora os riscos associados ao setor imobiliário chinês persistam, eles são mitigados por investimentos robustos em infraestrutura e por tendências estruturais de urbanização", afirmam em relatório.

O Santander também destaca o crescimento da demanda em outros mercados, como Índia, Sudeste Asiático, Oriente Médio e norte da África.

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Nesse cenário, o banco projeta um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) de 5,8% nos próximos 12 meses para a empresa.

Além disso, a Vale realizou fortes investimentos em infraestrutura. Segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, as melhorias operacionais reduzem as paradas, gerando maior previsibilidade e aumento de produção, assim como uma consequente diluição de custos.

Os riscos no radar

Apesar de recomendar VALE3 em junho, o Santander vê riscos na tese da companhia. Segundo os analistas, uma redução significativa na produção de aço chinesa poderia prejudicar a mineradora brasileira.

Na avaliação do banco, essa diminuição levaria a uma queda da demanda por minério de ferro, já que a China representa aproximadamente metade da demanda global por esse produto.

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Além disso, segundo os especialistas, uma queda nos preços do níquel e cobre poderia pesar no bolso da Vale.

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