Dasa (DASA3) cai mais de 10%; Bank of America revisa preço-alvo, mas ainda enxerga potencial de alta de 66%
A redução do nível de endividamento da companhia continua sendo uma “prioridade fundamental” em meio a taxa de juros elevada, diz o banco

Faltou saúde nesta véspera de feriado para a Dasa (DASA3). As ações da companhia de saúde estão entre as maiores quedas no mercado brasileiro nesta quarta-feira (3), com a forte aversão a risco no cenário doméstico em véspera do feriado de Corpus Christi.
Por volta de 16h, DASA3 caía 11,69%, a R$ 2,72, uma das maiores quedas da B3, a bolsa de valores brasileira.
Com o forte recuo dos papéis, a companhia zerou os ganhos do mês e acumula baixa de 10,32% em três pregões de junho. No ano, a desvalorização é de 39%.
BofA corta preço-alvo
O Bank of America (BofA) cortou o preço-alvo das ações DASA3 de R$ 6 para R$ 5, o que ainda implica em um potencial de valorização de 65,6% sobre o preço de fechamento anterior, e manteve a recomendação de compra.
Segundo o banco, a revisão deve-se à incorporação dos resultados financeiros mais fracos da companhia às estimativas do BofA.
Em relatório, o analista Flavio Yoshida destaca que a alavancagem operacional da companhia permanece elevada, em 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).
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Para ele, a redução do nível de endividamento da companhia continua sendo uma “prioridade fundamental” em meio a taxa de juros elevada. Hoje, a Selic está em 14,50% ao ano.
“Após a reestruturação de 2025, a empresa agora está mais focada em diagnósticos, apresentando forte impulso operacional e expansão de margem, enquanto a geração de caixa e a redução da alavancagem permanecem prioridades essenciais”, destaca Yoshida, em relatório.
O BofA também chama a atenção para a queima de caixa no primeiro trimestre após dois trimestres de geração positiva no segundo semestre de 2025. Agora, o banco espera uma melhora no fluxo de caixa ao longo de 2026, principalmente no segundo semestre deste ano, impulsionado por melhores recebíveis, despesas de capital estáveis, iniciativas tributárias e gestão de passivos.
O analista ainda considera que possíveis desinvestimentos em ativos não essenciais, como as clínicas HBA e AMO, podem aceleram o processo de redução da alavancagem. “A AMO provavelmente atrairá forte interesse dada a situação de seus pares”, afirma Yoshida.
Além disso, o banco considera o valuation da companhia descontado frente aos principais pares. A Dasa está sendo negociada a um múltiplo de 3,3 vezes o valor de mercado (EV) sobre o Ebitda, abaixo de Fleury (FLRY3), que hoje negocia a 4,2 vezes EV/Ebitda.
“Acreditamos que 2025 marcou o ponto de inflexão e que 2026 deverá apresentar resultados operacionais ainda melhores, sustentando uma normalização gradual da rentabilidade”, diz o relatório.
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