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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

NOVO IMPASSE

Oncoclínicas (ONCO3) e BRB travam queda de braço na Justiça por ações após crise do Banco Master

Após liquidação do Banco Master, rede de oncologia tenta impedir mudanças em fundos que concentram seus papéis; entenda

Camille Lima
Camille Lima
30 de janeiro de 2026
11:41
Fachada da Oncoclínicas e logo do Banco Master em tela de celular
Fachada da Oncoclínicas e logo do Banco Master em tela de celular: companhia admitiu exposição a títulos do banco. - Imagem: Divulgação e Reprodução redes sociais/Montagem: Seu Dinheiro

Por mais uma vez, a Oncoclínicas (ONCO3) se vê no meio de uma disputa envolvendo suas ações. Depois da controvérsia envolvendo a participação do Goldman Sachs, ainda sem desfecho definitivo, a maior rede de tratamentos oncológicos do país agora abriu uma nova frente de batalha. Desta vez, contra o Banco de Brasília (BRB)

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A empresa entrou com uma medida judicial para esclarecer e conter a movimentação das ações da própria Oncoclínicas que hoje estão nas mãos de fundos de investimento ligados ao banco público do Distrito Federal. 

Em jogo está uma pergunta que o mercado ainda não conseguiu responder com precisão: quantas ações da Oncoclínicas, afinal, o BRB controla? 

A dúvida é relevante porque poderia caminhar para acionar um mecanismo sensível do estatuto da companhia — a chamada poison pill, que obriga a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) caso um acionista ultrapasse determinado limite de participação. 

A nova disputa judicial da Oncoclínicas (ONCO3) 

A existência da ação veio à tona após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em resposta à reportagem do Valor Econômico.  

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Em resposta à xerife do mercado, a Oncoclínicas afirmou que a medida judicial busca “resguardar seus direitos em relação aos fundos de investimento detentores de ações de emissão da companhia (FIPs)”. 

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Trata-se de uma tutela antecipada em caráter antecedente, que tramita sob segredo de justiça e ainda não teve decisão final. 

De acordo com o comunicado, a ação busca um “um provimento judicial liminar para impedir o BRB de promover alterações na gestão e/ou na governança dos FIPs e de dispor sobre as cotas e os ativos dos FIPs”, mantendo no patrimônio dos FIPs as ações da Oncoclínicas. 

Na prática, a empresa pede uma liminar para impedir o BRB de alterar a gestão ou a governança dos fundos e também de dispor das cotas ou dos ativos dos FIPs, mantendo as ações da Oncoclínicas “congeladas” dentro dessas estruturas. 

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A relação entre a Oncoclínicas, o BRB e o Banco Master  

O fio dessa história remonta a novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.  

À época, a Oncoclínicas era credora do Banco Master de Investimento e possuía um acordo que lhe concedia uma opção de compra sobre cotas de fundos de investimento que detinham ações da própria companhia. 

Em termos simples: se o Master não honrasse suas obrigações, a Oncoclínicas poderia “recomprar” suas próprias ações que estavam dentro desses fundos para quitar a dívida. 

O problema surgiu quando a administradora dos FIPs informou que as cotas haviam sido transferidas para o BRB. Segundo o banco brasiliense, os ativos teriam sido recebidos como forma de pagamento de dívidas do Banco Master. 

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A Oncoclínicas, no entanto, afirma não conhecer os termos dessa operação. 

Com isso, a empresa correu à Justiça para impedir que o BRB faça qualquer movimentação com esses ativos até que o imbróglio seja esclarecido. Segundo a companhia, o valor envolvido no descumprimento de obrigações gira em torno de R$ 200 milhões. 

A sombra da pílula de veneno 

Um ponto sensível para os investidores da Oncoclínicas está no tamanho da fatia que o BRB pode ter acumulado nesse processo. 

Reportagens do Valor Econômico indicam que, após a incorporação de carteiras do Banco Master, a participação do BRB pode ter ultrapassado 10% do capital da Oncoclínicas. 

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No site de relações com investidores da companhia, porém, a fatia oficialmente registrada do banco é de 8,68%. 

Veja como está o quadro de acionistas hoje:  

Acionistas  Ações   
Josephina III  207.498.778  18,31%  
Latache  165.611.657  14,62%  
BRB – Banco de Brasília  98.287.130  8,68%  
Lumen Fundo de Investimento  71.956.099  6,35%  
Mak Capital  71.432.594  6,31%  
Geribá Participações 18 S.A.  66.834.330  5,90%  
Bruno Ferrari  56.776.520  5,00%  
Josephina II 32.384.734 2,86% 
Administração  6.665.879  0,52%  
Tesouraria  14.727.103  1,30%  
Ações em circulação (free float)  373.139.404  30,15%  
Total  1.132.929.494  100%  

*Informações disponíveis no site de RI da Oncoclínicas em 30/01/2026. 

Essa diferença é importante porque aproxima o BRB de uma linha fina na governança da Oncoclínicas. 

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Isso porque o estatuto da empresa prevê um mecanismo de poison pill: qualquer investidor que atingir ou ultrapassar 15% do capital é obrigado a lançar uma OPA para a totalidade das ações em circulação, oferecendo aos demais acionistas uma saída. 

Em outras palavras, se o BRB avançar nessa direção — direta ou indiretamente —, pode ser forçado a oferecer a todos os outros acionistas da empresa a opção de saída da empresa. 

Isso se soma à ausência de OPA pelo Goldman Sachs e a gestora de private equity Centaurus, que ainda segue sob debate nos bastidores. 

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Oncoclínicas afirmou que não se manifestaria além do comunicado oficial sobre o tema. O espaço segue aberto. 

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