O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com a transferência das cotas de fundos do Master para o BRB, investidores questionam o que acontece com o acordo da Oncoclínicas para recuperar o investimento em papéis do Master
O tabuleiro acionário da Oncoclínicas (ONCO3) ganhou um novo movimento. As ações da empresa de saúde que estavam ligadas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, agora aparecem associadas ao Banco de Brasília (BRB). A Oncoclínicas receberia esses papéis de volta na troca dos CBDs do Master.
Com essas ações nos bolsos do banco estatal de Brasília, a pergunta que surge é: o acordo entre a rede de clínicas oncológicas com o banco subiu no telhado?
A Oncoclínicas revelou essa movimentação na noite de segunda-feira (15). A empresa informou que as cotas do Tessália FIP Multiestratégia — fundo que também detém as cotas do Quíron FIP Multiestratégia, ambos acionistas da rede de tratamentos oncológicos — foram transferidas do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB).
Segundo o fato relevante, a empresa só tomou conhecimento da movimentação por meio da CBSF Trust, administradora do fundo Tessália, e não por comunicação direta das instituições financeiras envolvidas na operação de transferência indireta das suas ações.
Essa ausência de comunicação adiciona uma camada de incerteza à Oncoclínicas e levanta questionamentos sobre a governança da operação.
Afinal, os investidores passam se se questionar agora o que acontece com o acordo da empresa para recuperar o investimento em papéis do Master, que são parte importante do seu caixa e já provocaram quedas significativas no valor das ações.
Leia Também
O pano de fundo dessa movimentação envolve uma relação financeira sensível — já conhecida do mercado e revelada pelo Seu Dinheiro — entre a Oncoclínicas e o Banco Master.
Até aqui, o que se sabia era que a companhia mantinha R$ 216 milhões aplicados em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) da instituição financeira, valor remanescente de uma exposição bem maior no passado.
Essa posição fazia parte de um montante bilionário, desde que o Master virou sócio da Oncoclínicas, e que vinha sendo reduzido gradualmente ao longo dos últimos meses, em meio a negociações de bastidores.
Em outubro, a Oncoclínicas havia fechado um acordo justamente para mitigar esse risco: o saldo investido nos CDBs poderia ser usado como pagamento para o exercício da opção de compra da participação de Daniel Vorcaro na companhia.
Essa fatia do banqueiro, avaliada em cerca de R$ 203 milhões, estava distribuída exatamente entre os fundos Tessália e Quíron — os mesmos que agora aparecem no centro da transferência para o BRB.
É esse encadeamento que faz o mercado questionar se o acordo firmado para “trocar” os CDBs por ações segue de pé ou se precisará ser rediscutido à luz do novo cenário.
Contudo, uma pessoa próxima à empresa afirmou ao Seu Dinheiro que a transferência das cotas do Tessália do Master para o BRB "em nada influenciam os termos do acordo". "O processo de exercício da opção de compra continua em andamento", disse a fonte.
Quando o acordo foi fechado, a exposição da Oncoclínicas ao Banco Master era bem maior: R$ 478 milhões em CDBs.
Desde então, a companhia reduziu esse valor para R$ 433 milhões e, no balanço do terceiro trimestre, reconheceu antecipadamente uma perda de R$ 217 milhões, já provisionada nos resultados.
Assim, restaram os R$ 216 milhões que ainda constam no balanço como aplicações nos papéis do banco.
Antes do aumento de capital de R$ 1,4 bilhão realizado neste ano, Daniel Vorcaro detinha uma participação relevante de 14,96% na Oncoclínicas, justamente por meio dos fundos Tessália FIP Multiestratégia e Quíron FIP Multiestratégia.
Como não acompanhou a capitalização, o empresário teve sua fatia diluída, mas os veículos de investimento ligados a ele seguem no radar dos investidores.
| Acionistas | Ações | % |
|---|---|---|
| Josephina III | 207.498.778 | 18,31% |
| Latache | 165.611.657 | 14,62% |
| BRB – Banco de Brasília | 98.287.130 | 8,68% |
| Lumen Fundo de Investimento | 71.956.099 | 6,35% |
| Mak Capital | 71.432.594 | 6,30% |
| Geribá Participações 18 S.A. | 66.834.330 | 5,90% |
| Bruno Ferrari | 56.776.520 | 5,01% |
| Administração | 6.665.879 | 0,59% |
| Tesouraria | 14.727.103 | 1,30% |
| Ações em circulação (free float) | 373.139.404 | 32,93% |
| Total | 1.132.929.494 | 100% |
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Oncoclínicas não se manifestou sobre o tema. O espaço segue aberto.
Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje
Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir
Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx
Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil
O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras
Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas
Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador
Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26
Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027
“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro
Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço
A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período
Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa
Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026