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O desempenho da mineradora acompanhou a forte queda do minério de ferro, além da disputa pelo comando da companhia; as vencedoras do mês tiveram três recomendações cada
O mês de março não foi fácil para o investidor brasileiro. O Ibovespa caiu 0,71%, com parte da queda patrocinada pela Vale (VALE3), ação com maior peso no principal índice da bolsa brasileira.
Em meio às dúvidas sobre o crescimento chinês, maior comprador de minério de ferro da mineradora, e da disputa interna sobre o novo CEO, a Vale (VALE3) acabou ficando de fora do pódio das Ações do Mês pela primeira vez em 2024.
No levantamento exclusivo que o Seu Dinheiro faz todos os meses com corretoras e casas de análise, outras duas ações — que foram ‘figurinhas carimbadas’ nos primeiros três meses do ano — aparecem como as mais indicadas nas carteiras recomendadas de 12 analistas para abril.
Será um início do segundo trimestre com o pé direito? A resposta ainda é incerta.
Mas, segundo os analistas consultados, é hora de apostar em uma construtora que se destacou com os resultados do quarto trimestre de 2023: Cyrela (CYRE3) ganhou medalha de ouro com três recomendações.
A companhia disputa o primeiro lugar com a petroleira junior PRIO (PRIO3), que também recebeu três recomendações. Para os analistas, a empresa é uma opção atrativa para o setor de commodities — e alternativa à Petrobras (PETR4).
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Confira a seguir as principais apostas dos analistas de cada corretora para abril:

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
Cyrela (CYRE3), que agora conquistou a medalha de ouro, apareceu nas últimas duas edições da “Ação do mês”.
Sendo assim, quem seguiu a recomendação desde fevereiro e investiu nas ações da construtora obteve um rendimento acumulado de 11,54% — ante alta de 0,28% do Ibovespa no período.
Um dos motivos para o forte desempenho é o resultado do quarto trimestre de 2023.
A companhia registrou lucro líquido de R$ 248 milhões entre setembro e dezembro de 2023. O número representa uma leve queda de 1% ante o 3T23, mas houve alta de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já o acumulado de 2023 chegou a R$ 942 milhões, cifra 16% superior à reportada em 2022. Enquanto a margem líquida, métrica importante para o setor pois revela qual é a porcentagem de lucro em relação às receitas, foi de 15,1%, contra 14,9% na mesma base de comparação.
Além do balanço robusto, o Santander vê mais motivos para ter ações da Cyrela na carteira.
Entre eles, a exposição ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) — por meio da subsidiária Vivaz e de outras duas construtoras da B3, Plano&Plano e Cury, das quais Cyrela é acionista — e um valuation atraente.
Na visão do banco, a companhia está sendo negociada atualmente com um desconto de aproximadamente 10% em relação à média histórica, considerando a relação preço da ação/valor patrimonial (P/VPA). Mas não só.
“Esperamos que a Cyrela também se beneficie do ciclo de flexibilização da taxa Selic, embora não esperemos ver as taxas de financiamento imobiliário caindo no mesmo ritmo”, escrevem os analistas Ricardo Peretti e Alice Corrêa, do Santander, em relatório.
Para a Empiricus, além de a ação estar barata, com uma melhora na rentabilidade e na geração de caixa, a construtora tem capacidade de elevar a distribuição de dividendos ao longo do tempo.
Além de Cyrela, Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) — na qual a Cyrela investe e faz parte do bloco de controladores — e Moura Dubeux (MDNE3) são ações do setor de construção que apareceram entre as recomendações para abril.
O mercado mantém o consenso de apostar, de forma mais cautelosa, no setor de commodities — principalmente, em razão dos riscos geopolíticos no Oriente Médio.
Aliás, as cotações do petróleo voltaram a subir nas últimas semanas e tentam retomar o nível de US$ 90 o barril.
Nesse cenário, a Petrobras (PETR4) seria uma opção na bolsa para capturar esse movimento. Mas depois da polêmica sobre a retenção dos dividendos extraordinários, os analistas preferiram apostar em outra empresa do setor: a PRIO (PRIO3).
Apenas no mês de março, a ação PRIO3 acumulou alta de 11,51%, sendo boa parte reação aos números do último balanço.
No “melhor trimestre da história”, nas palavras do CEO da companhia, Roberto Monteiro, a PRIO registrou lucro líquido de US$ 324,2 milhões, um crescimento de 71% na base anual.
Já o lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$ 462,06 milhões, uma alta de 296% na mesma base de comparação.
Para o analista-chefe da Planner Investimentos, Mario Mariante, a petroleira junior vem aumentando a eficiência, com a consolidação dos ativos e lifting cost recorde de US$ 6,80 por barril — o menor já registrado, em função do Plano de Revitalização de Frade com aumento de produção e redução de custos no campo de Albacora Leste.
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