Americanas (AMER3) demite mais de 1 mil funcionários em uma semana — e a reestruturação continua
Desde janeiro, a varejista já desligou cerca de 7,3 mil profissionais; o corte ocorre em meio a impasse com credores

A sombra de demissões na Americanas (AMER3) assombram os funcionários desde janeiro, quando a empresa entrou em recuperação judicial, — e, dessa vez, alguns não tiveram como escapar ilesos.
A varejista realizou o desligamento de 1.404 funcionários na última semana, entre os dias 17 e 24 de julho, segundo informações do relatório semanal. Sendo assim, a força de trabalho caiu para 35,7 mil pessoas.
As áreas de tecnologia e experiência do usuário (UX) foram as mais afetadas nessa nova rodada de demissões. O corte atingiu também todos os níveis de senioridade — de estagiários a coordenadores —, inclusive pessoas com mais de 15 anos de 'casa', segundo relatos de ex-funcionários nas redes sociais.
Segundo a Americanas, a redução no quadro de funcionários inclui tanto funcionários dispensados pela empresa quanto colaboradores que pediram demissão.
Em nota ao Seu Dinheiro, a varejista afirmou que a redução na força de trabalho faz parte “da reestruturação de algumas frentes de negócio a partir de seu plano de transformação”.
“A companhia segue com foco na manutenção de suas operações e no aumento de sua eficiência. A Americanas reforça seu comprometimento com a transparência na relação com os sindicatos, mantendo-os informados dos movimentos de reestruturação, assim como garante o cumprimento integral e tempestivo de suas obrigações trabalhistas, na forma da legislação vigente.”
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Desde o início da recuperação judicial — após a descoberta do rombo contábil de R$ 20 bilhões —, cerca de 7.380 funcionários foram demitidos pela companhia, o que corresponde a 17% do quadro de pessoal de janeiro deste ano. Na época, a Americanas tinha pouco mais de 43.120 profissionais.
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Direito dos funcionários demitidos
A condição da Americanas (AMER3), em recuperação judicial, não afeta os direitos dos trabalhadores em casos de desligamentos.
Ou seja, em demissões sem justa causa, saldo de salário, aviso prévio, férias proporcionais e vencidas acrescidas de um terço da remuneração, 13º salário e FGTS mais multa de 40%. Além disso, liberação de guias para saque do FGTS e habilitação no seguro-desemprego, se for o caso.
Contudo, parcelamentos de pagamentos de salários e outras medidas podem estar previstas, a depender do plano de recuperação judicial.
Por fim, “entendendo o empregado haver alguma irregularidade em sua rescisão, ele deve consultar um advogado especialista. Sendo o caso, o empregado poderá acionar a empresa judicialmente para questionar eventual diferença”, afirma Stefano Carvalhedo Zveiter, advogado especialista em direito trabalhista do Escritório Furtado Advogados.
Americanas (AMER3): Fechamento de lojas
Além da demissão de 1,4 mil funcionários, o relatório também informa que uma loja, localizada no Mato Grosso do Sul, foi fechada entre os dias 17 e 24 de julho.
Segundo o documento, a empresa mantém 1.825 lojas em funcionamento.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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