Maior FII de energia renovável da B3 mira captação de até R$ 2,3 bilhões — e já sabe o que fazer com a bolada; veja os detalhes da operação
Desde dezembro de 2022, o SNEL11 acumula retorno de 86%, superando o IPCA+7%, o CDI e o IFIX no mesmo período

O Suno Energias Limpas (SNEL11) já tinha alcançado o posto de maior fundo imobiliário de energia renovável da B3 ao captar R$ R$ 622 milhões no início do ano. Porém, o SNEL11 quer ir além: o FII aprovou a realização da 5ª emissão de cotas, com volume inicial de R$ 1,84 bilhão.
Só que o montante pode ser ainda maior. Isso porque, além do volume inicial, o fundo poderá emitir um lote adicional equivalente a até 25%, o que representa mais 55,3 milhões de cotas. Ou seja, a captação total poderá alcançar aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
Segundo a Suno Asset, gestora do FII, a operação é a principal já realizada pelo fundo e pode triplicar o patrimônio do ativo, "reforçando a posição do SNEL11 como maior fundo de energias limpas litado da B3", afirmou em documento divulgado ao Seu Dinheiro.
Segundo o fato relevante divulgado ao mercado na terça-feira (16), serão emitidos 221,3 milhões de novos papéis, ao preço de R$ 8,32 cada. Considerando a taxa de distribuição primária de R$ 0,33 por unidade, o valor de subscrição será de R$ 8,65.
A título de comparação, o SNEL11 encerrou o último pregão cotado a R$ 8,36 na bolsa de valores.
Quem pode participar da emissão de cotas do FII?
A operação será destinada a investidores em geral, ou seja, tanto o institucional quanto a pessoa física podem participar. O investidor não qualificado pode adquirir até 120.192 cotas, com um aporte total de R$ 999.997,44.
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Além disso, para evitar a diluição de cotistas que já possuem SNEL11 na carteira, a operação contará com direito de preferência. O fator de proporção definido foi de 2,0, o que significa que cada investidor poderá subscrever dois novos papéis para cada um já detido na data-base da oferta.
O FII também informou que a operação prevê a possibilidade de distribuição parcial. Na prática, para que a emissão seja mantida, será necessária a subscrição mínima de 1 milhão de cotas, o equivalente a R$ 8,3 milhões.
Caso esse piso não seja alcançado, a oferta será cancelada e os valores eventualmente aportados pelos investidores serão devolvidos.
Os planos do FII SNELL11 para a bolada
De acordo com o fato relevante, os recursos líquidos captados serão utilizados conforme a política de investimentos do SNEL11, que tem como objetivo investir em projetos de energia renovável.
Embora o comunicado não tenha detalhado quais ativos específicos poderão receber aportes, a Suno Asset informou ao Seu Dinheiro que o montante será destinado à aquisição e ao desenvolvimento de novos projetos de geração distribuída (GD), modalidade de energia solar voltada à produção próxima ao local de consumo.
Ainda segundo a gestora, a estratégia por trás da operação acompanha o modelo das captações anteriores do FII. "O SNEL11 prioriza a compra de usinas prontas, já conectadas e com contratos vigentes, reduzindo riscos de construção e ramp-up operacional", afirmou em documento.
"Seguimos com uma tese muito clara: transformar rapidamente o capital levantado em ativos operacionais, de qualidade e com retorno ajustado ao risco", disse Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset.
O SNEL11 na ponta do lápis
O SNEL11 possui um pipeline operacional mapeado de R$ 2,4 bilhões em ativos de alta qualidade e taxa interna de retorno (TIR) projetada de 19,68%.
Além disso, o fundo imobiliário conta hoje com mais de 100 mil cotistas e patrimônio líquido de R$ 889,95 milhões.
Em abril de 2026, o SNEL11 registrou um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) anualizado de 14,9%. Desde dezembro de 2022, o FII acumula retorno de 86%, superando o IPCA+7% (50%), o CDI (53%) e o IFIX (36%) no mesmo período.
Segundo a Suno Asset, a nova captação dá continuidade à trajetória de expansão acelerada do fundo. Após a 4ª oferta pública, que levantou mais de R$ 620 milhões, o FII adquiriu mais de 20 usinas fotovoltaicas operacionais, em uma transação que envolveu a alocação de quase R$ 500 milhões.
Os ativos adicionaram 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio, distribuídos em 22 cidades de oito estados brasileiros: Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco.
Em conjunto, esses ativos apresentam TIR real média líquida projetada de 14,1% ao ano e geração anual estimada de cerca de 154,4 mil MWh, segundo a gestora. "Com todas as usinas operacionais e conectadas à rede, o portfólio ganha previsibilidade de receita e estabilidade de caixa", afirmou a Suno Asset em documento.
*Com informações do Money Times.
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