Juros americanos devem chegar a 2% no meio do ano – espere uma valorização do dólar até o fim de 2022
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, tem mostrado que pretende ser mais duro contra a inflação; com isso, já é possível antecipar uma alta de juros mais agressiva nos EUA

Em meio à última sinalização de política monetária dos EUA, nesta sexta (22) as bolsas reagiram ao discurso de ontem de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, em que ele diz pretende ser mais duro na condução da política monetária nas próximas reuniões.
Ou seja, esperam-se juros mais altos na economia americana para este ano, cenário que impacta negativamente ativos de risco, assim como na valorização da moeda dos Estados Unidos frente aos seus pares.
[captacao]
Contudo, as preocupações de Powell com os impactos da inflação no crescimento da economia dos EUA vão em linha com que o mercado, em especial o de títulos americanos, vem precificando nas últimas semanas.
Na quinta-feira (21), observamos a disparada para 2,97% dos retornos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, o que sinaliza um cenário de maior aversão ao risco no longo prazo. Ademais, o índice Vix, conhecido como o índice do medo, chegou ao maior patamar no mês, corroborando com o cenário de crescimento versus inflação.
Assim, o cenário vai se concretizando para um aumento de meio ponto percentual na próxima reunião, que ocorre em maio. Porém, o meu cenário é que já está aberta a possibilidade de antecipar uma maior agressividade no ciclo de alta, com mais 75 bps para a reunião de junho, concretizando uma taxa de 2% com a reunião de julho, o que, em outras palavras, pode levar à ancoragem das expectativas de inflação, diminuindo as incertezas do mercado.
Leia Também
- MUDANÇAS NO IR 2022: baixe o guia gratuito sobre o Imposto de Renda deste ano e evite problemas com a Receita Federal; basta clicar aqui.
Por fim, os impactos de uma política mais dura para os juros da maior economia do mundo deverão ser refletidos na economia brasileira, em especial na divisa cambial.
Na minha visão, o cenário leva a uma depreciação da moeda doméstica frente ao dólar até o fim de 2022, além dos impactos que as eleições podem trazer. Deixando o meu ponto mais otimista, o processo de desinflação ainda é válido ao longo dos próximos meses, influenciado pela queda de preços dos alimentos e da energia elétrica, o que abre precedente para já um primeiro corte de juros da taxa básica de juros, a Selic, no último trimestre do ano.
Leia também
- Investidores se preparam para o impacto de um Fed mais agressivo e bolsas americanas caíram mais de 2%; confira destaques lá fora
- Três fatos que explicam a disparada do dólar
TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS