O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa aproveitou o tom de maior otimismo no exterior para recuperar boa parte das perdas acumuladas na semana passada. Já o dólar à vista teve uma sessão mais cautelosa, voltando à faixa de R$ 4,14
Na semana passada, o Ibovespa acumulou uma baixa de 1,87%. Pois, apenas na sessão desta segunda-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira recuperou boa parte do terreno perdido.
Desde o início do dia, o Ibovespa dava sinais de que teria um pregão positivo, dando fim à sequência de seis quedas consecutivas. O exterior estava tranquilo, o front corporativo não trazia focos de pressão e o noticiário doméstico mantinha-se calmo.
E, de fato, o índice correspondeu às expectativas: abriu no azul e foi ganhando força gradativamente. Ao fim da sessão, marcava 117.325,28 pontos, em alta de 1,58% — um desempenho superior ao das bolsas americanas: o Dow Jones (+0,29%), o S&P 500 (+0,68%) e o Nasdaq (+1,04%) tiveram ganhos menos intensos.
O bom humor, contudo, não foi generalizado. No mercado doméstico de câmbio, a sessão foi marcada por uma cautela intensa, com o dólar à vista terminando em forte alta de 1,18%, a R$ 4,1418 — a maior cotação desde 10 de dezembro.
Essa diferença de comportamento entre o Ibovespa e o dólar se deve aos fatores considerados por cada um dos mercados ao longo do dia. Enquanto o noticiário internacional pautou as negociações na bolsa, a apreensão em relação à economia local foi dominante nas operações de moeda.
Em linhas gerais, o clima foi de maior tranquilidade no exterior, com uma menor percepção de risco por parte dos agentes financeiros. No Oriente Médio, a leitura é a de que um conflito militar é cada vez menos provável, em meio à onda de protestos populares no Irã contra o líder supremo do país, Ali Khamenei.
Leia Também
Desde que Teerã revelou ter disparado o míssil que derrubou o avião da Ukranian Airlines — um acidente, de acordo com as autoridades iranianas —, parte da população do país têm se mobilizado contra o governo. Assim, há o entendimento de que o Irã tende a deslocar as atenções para seus prolemas internos, deixando de lado as movimentações militares na região.
Além disso, há otimismo quanto à assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China — a cerimônia está prevista para quarta-feira (15). Por mais que o tema esteja longe de uma conclusão, a formalização do acerto tende a reduzir as tensões dos agentes financeiros no curto prazo.
Considerando essa dissipação nos riscos internacionais, os investidores mostraram-se mais confortáveis para assumir posições nos mercados acionários — e o Ibovespa foi particularmente beneficiado por esse contexto, considerando a sequência negativa das últimas sessões.
No câmbio, o dia foi de valorização do dólar em relação às moedas de países emergentes, como o rublo russo, o rand sul-africano e o peso chileno. No entanto, o Brasil se destacou nessa lista, com o real apresentando um dos piores desempenhos nesta segunda-feira.
E o que explica esse salto no dólar à vista por aqui? Segundo Ricardo Gomes da Silva, operador de câmbio da corretora Correparti, o mercado mostrou-se apreensivo com a agenda econômica recheada desta semana, especialmente com os dados referentes à atividade no Brasil.
Nos próximos dias, serão divulgados os números do IBC-Br, das vendas no varejo e do setor de serviços — informações que, segundo ele, ganharam relevância com a recente aceleração da inflação.
"Há a necessidade de manter a política monetária frouxa para estimular o crescimento, mas também há um processo de inflação recrudescente que se contrapõe", diz Silva, lembrando que, no exterior, também serão conhecidos os dados de PIB na China e outros indicadores relevantes nos EUA.
Por outro lado, o operador da Correparti destaca que o Ibovespa conseguiu ter uma sessão tranquila, o que indica que não houve um movimento de cautela generalizada nos mercados brasileiros. "É uma semana mais tensa e devemos ter bastante volatilidade, ainda mais com a baixa liquidez do começo do ano".
A valorização do dólar à vista ainda resultou em pressão nas curvas de juros, que passaram por ajustes positivos nesta segunda-feira. Veja como ficaram os DIs mais líquidos hoje:
As companhias exportadoras de commodities tiveram uma sessão bastante positiva, impulsionadas pelo otimismo em relação às negociações comerciais entre EUA e China.
Por mais que a formalização do acerto não ponha um fim à guerra comercial, trata-se de um passo importante para acalmar os ânimos no mercado nesse front no curto prazo. Há a leitura de que, com a assinatura, a desaceleração da economia da China seja interrompida.
O desempenho do gigante asiático é especialmente importante para o setor de commodities, uma vez que a China é a grande consumidora global de minério de ferro, produtos siderúrgicos e celulose. Assim, a aceleração da economia do país implica num crescimento da demanda por esses produtos.
E, de fato, o mercado reagiu positivamente à perspectiva de conclusão do acordo: o minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao fechou em alta de 2,14% nesta segunda-feira.
Como resultado, Vale ON (VALE3) avançou 3,64%, CSN ON (CSNA3) teve ganho de 6,05%, Gerdau PN (GGBR4) valorizou 4,30% e Usiminas PNA (USIM5) fechou em alta de 4,38%. Bradespar PN (BRAP4) subiu 4,20% — a empresa possui participação relevante na Vale.
No setor de papel e celulose, Suzano ON (SUZB3) e as units da Klabin (KLBN11) tiveram ganhos de ,69% e 4,76%, respectivamente. Saiba mais sobre os destaques do Ibovespa nesta segunda-feira nesta matéria.
Veja os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:
Confira também as maiores baixas do índice hoje:
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem