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Em um ano, o percentual de brasileiros que dizem querer abrir um negócio passou de 34% para 40%

O brasileiro voltou a olhar com mais atenção para a ideia de ter o próprio negócio — e isso já aparece com força nos dados de 2025. Levantamento do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a maior pesquisa mundial de empreendedorismo, mostra que abrir uma empresa foi o segundo sonho mais citado pela população adulta, atrás apenas da casa própria.
O movimento não foi tímido. Em um ano, o percentual de brasileiros que dizem querer abrir um negócio passou de 34% para 40% — um salto de 6 pontos percentuais, o maior avanço entre todas as opções pesquisadas.
Com isso, o sonho de empreender saiu da terceira colocação e voltou ao segundo lugar no ranking.
O Global Entrepreneurship Monitor é um dos principais termômetros globais sobre empreendedorismo e reúne informações de mais de 110 países. No Brasil, o estudo é conduzido há 25 anos pelo Sebrae em parceria com a Anegepe.
A mudança na edição mais recente reorganiza a lista de prioridades dos brasileiros. “Viajar pelo Brasil”, que ocupava a segunda posição em 2024, agora aparece com 37% das menções.
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“Viajar para o exterior” vem logo atrás, com 36%, seguido por “comprar um automóvel” (32%) e “ter diploma de ensino superior” (25%).
O desejo de ter um negócio próprio vinha oscilando ao longo dos últimos anos — chegou a cair para a terceira posição em 2024 —, mas recuperou fôlego em 2025 e voltou ao patamar mais alto já observado na série histórica recente, repetindo o desempenho de 2020 e 2022, quando também ocupou o segundo lugar.
Esse avanço sugere uma retomada do interesse pelo empreendedorismo como caminho possível de geração de renda e autonomia.
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o resultado reflete um ambiente mais favorável para tirar planos do papel.
“Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio. A lógica do trabalho vem mudando ao longo dos anos. Hoje, as pessoas preferem ter o próprio negócio e não ficarem submetidas ao processo tradicional do trabalho”, afirma em nota.
Na edição mais recente do GEM foram ouvidas 2.350 pessoas entre 18 e 64 anos. A amostra inclui desde quem está começando — os chamados empreendedores nascentes — até negócios mais estruturados, com mais de três anos e meio de atividade.
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