99 entra no jogo do Rappi e iFood e investe R$ 100 milhões para entregar itens de mercado e farmácia em São Paulo
A empresa que nasceu como um aplicativo de transporte agora expande o serviço de entregas com a iniciativa 99Compras em São Paulo

Fazer pedidos de mercado, farmácia, pet shop, utensílios domésticos e vários outros itens pelo celular e, em menos de uma hora, chegar na porta de casa, está cada vez se tornando mais popular. Alguns players do mercado já fazem isso há algum tempo, como é o caso do iFood e Rappi. Mas agora um novo gigante entra de cabeça nesse segmento: a 99.
Depois de investir em transporte, delivery de comida e serviços financeiros, a empresa paulistana que é controlada pela chinesa DiDi decidiu expandir para a entrega de produtos do dia a dia com o serviço 99Compras.
A funcionalidade já estava disponível em Goiânia, no estado de Goiás, desde março deste ano. A cidade de Guarulhos e o ABC paulista também receberam a plataforma em junho e julho para uma fase de testes.
Dado esse período inicial, a 99 anunciou nesta terça-feira (28) que o serviço já está disponível na capital paulista e em mais de 20 cidades da Região Metropolitana, como Osasco, Carapicuíba e Barueri.
Para tirar o projeto do papel, o aplicativo investiu R$ 100 milhões.
O que pode ser vendido na 99Compras?
A 99Compras inicia o serviço na cidade mais populosa do país com 3 mil lojas parceiras e 200 mil entregadores.
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Dentre os produtos que podem ser encontrados pelo aplicativo estão as categorias de supermercado, farmácia, pet shop, bebidas, floricultura, beleza, brinquedos e presentes.
As empresas disponíveis na plataforma também são variadas: Americanas, Atacadão, Carrefour, Cencosud, Cobasi, Coop, Nissei, Petz, St. Marche e Ultrafarma, por exemplo.
O Seu Dinheiro acessou o aplicativo para consultar uma entrega na Avenida Faria Lima nesta terça. Às 16h00, o supermercado Carrefour tinha um tempo de entrega entre 140 e 155 minutos. Já a menor estimativa era entre 10 e 25 minutos para lojas como a Soneda, de cosméticos, e a Giuliana Flores.
Segundo a 99, a iniciativa está relacionada ao crescimento do varejo online. Dados da Euromonitor mostram que entre 2015 e 2024, a participação do e-commerce avançou de 5% para 20%.
A plataforma diz que isso “evidencia uma mudança estrutural na forma como as pessoas realizam suas compras e reforça o potencial do setor”.
Para agradar consumidores e entregadores neste início, a empresa está oferecendo cupons de desconto de até R$ 99, frete grátis nos dois primeiros pedidos e, para os motoboys, incentivos de até R$ 20 por corrida.
A companhia também destaca o segmento de saúde no aplicativo. Em Goiânia, os pedidos de farmácia representam 28% das vendas no app e, na Grande São Paulo, 22%.
99 em uma briga de gigantes
A 99 tem trabalhado para ser vista como um “super app” com a integração, em uma única plataforma, de serviços de transporte, logística, entrega de produtos, delivery de comida e serviços financeiros.
A empresa destaca que tem uma base de mais de 60 milhões de clientes ativos no Brasil e quer ampliar a presença no dia a dia dos consumidores.
"A diversificação dos canais de venda é uma estratégia de crescimento do varejo. A 99Compras conecta tecnologia, logística e uma base ampla de consumidores para ajudar nossos parceiros a expandir seus negócios e alcançar novos públicos de forma simples e eficiente", defende Talita Poleto, diretora comercial da 99Compras.
A plataforma tem investido cada vez mais em uma briga de gigantes com diferentes companhias do varejo online.
Na 99Food, disputa o mercado com o iFood e a Keeta em uma história que foi parar até no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão investiga supostas práticas anticompetitivas da 99 e contratos de exclusividade com restaurantes.
Agora, também compra briga com outros players como Shopper, Trela — que realizam entregas de supermercados —, a Rappi e outros marketplaces gigantes como a Amazon e o Mercado Livre.
E a 99 parece estar focada no desenvolvimento do super app.
Também nesta terça, a 99Pay, conta digital da empresa, recebeu autorização do Banco Central para atuar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), o que possibilita que a fintech crie produtos de investimentos de renda fixa como os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Recibos de Depósito Bancário (RDBs).
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