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Mesmo em um cenário econômico difícil para o varejo, a Track&Field entregou um resultado acima das expectativas do mercado; companhia destaca o crescimento por franquias

A Track&Field (TFCO4) reforçou no segundo trimestre de 2026 por que costuma aparecer entre as queridinhas dos analistas no varejo. A empresa de wellness e moda fitness superou as estimativas do mercado, impulsionada por uma combinação de vendas fortes e expansão por franquias.
Dentre os destaques está o crescimento de 15,5% da receita líquida em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a R$ 279,7 milhões.
Outros dois indicadores que avançaram foram o lucro líquido ajustado, que atingiu R$ 44,3 milhões — alta de 8,2% —, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que cresceu 15,9% no ano, a R$ 65,6 milhões, indicador importante para medir o lucro puro gerado pela empresa.
Analistas do BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos destacam que esse foi mais um trimestre forte para a companhia.
Não é à toa que o BTG e o Itaú BBA recomendam investir nas ações TFCO4. O preço-alvo estabelecido pelos dois bancos é de R$ 19. Em relação à cotação do fechamento desta quinta-feira (13), o potencial de alta chega a 40,6%.
Já no caso da XP, a recomendação é neutra. As ações da Track&Field não têm alta liquidez — ou seja, não têm muita procura na bolsa de valores — e, para os analistas, já são negociadas a um valor justo.
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Isso do ponto de vista de quem quer investir no papel na bolsa. Mas e para quem quer investir na empresa comprando uma franquia? O Seu Dinheiro consultou quanto custa a abertura de uma loja.
Cabe destacar que, neste trimestre, o ecossistema de franquias foi um dos grandes geradores de valor para a marca. A empresa possui 448 lojas, sendo 390 franquias e 58 unidades próprias — 14 delas são outlets.
Só no segundo trimestre, seis novas unidades franqueadas foram abertas, além de outras oito reformadas. Considerando lojas próprias e franquias, 42 novos espaços físicos foram inaugurados em 12 meses.
Segundo a Track&Field, parte da receita foi impulsionada justamente pelo negócio de franquias. As vendas para franqueados, chamadas de sell-in no jargão do varejo, cresceram 21,5%, para R$ 87,5 milhões, enquanto as receitas de royalties avançaram 24,2%, para R$ 51,6 milhões.
E as franquias seguem vistas como uma frente de crescimento da companhia mesmo fora do país. A Track&Field possui três lojas em Portugal e o país deve receber outras duas unidades franqueadas no segundo semestre deste ano.
A empresa destaca que teve retornos atraentes mesmo em um cenário difícil para a economia, especialmente para o varejo.
Os analistas avaliam que a empresa conseguiu capturar vendas fortes no trimestre. O O sell-out, que é a venda para o consumidor final, atingiu R$ 493,4 milhões nos três meses, uma alta de 20,7% em comparação com o ano passado.
Outra métrica que avançou foi a venda mesmas lojas (SSS) — um importante indicador de desempenho operacional no varejo —, com crescimento de 15,9% em relação ao 2T25.
Esses indicadores são resultado de uma assertividade na coleção, explica a companhia.
“O trimestre foi impulsionado pela excelente receptividade da coleção de inverno, favorecida pelo início das temperaturas mais baixas, além do forte desempenho das principais datas sazonais, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.”
Além disso, a companhia ressaltou que a quantidade de peças vendidas avançou 13,4%, mesmo em um contexto conturbado para o consumo brasileiro.
Outro ponto forte do trimestre foi a geração de caixa. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 47,8 milhões, avanço de 96,2% na comparação anual. Segundo a companhia, a melhora foi motivada pela otimização dos estoques e negociações com fornecedores.
Em meio a resultados robustos e à expectativa de expansão, a Track&Field estabelece uma taxa de franquia de R$ 70 mil. O valor contempla avaliação de mercado, projeto arquitetônico, treinamento e análises de dados geográficos.
Além disso, uma cifra de R$ 500 mil a R$ 700 mil é demandada para realizar a obra da loja.
Outro valor é o destinado ao capital de giro, que pode variar entre R$ 100 mil a R$ 150 mil.
Ou seja, por enquanto, o investimento inicial pode chegar até R$ 920 mil para lojas que possuem entre 80 e 100 metros quadrados.
Porém, há duas outras cobranças variáveis: o marketing e o valor do ponto comercial.
No caso do marketing, a Track&Field destaca que o orçamento é direcionado para um coquetel de inauguração ou uma aula fitness para atrair pessoas para a loja, por exemplo, enquanto o ponto depende se é um imóvel próprio do franqueado ou alugado.
A estimativa da empresa é de que a loja se pague em até 24 meses e a marca reforça que, para ser um franqueado, é necessário ter comprometimento, estabilidade financeira, dedicação e saber gerenciar pessoas.
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