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Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco
O aluno mais consistente da turma dos grandes bancos pode não entregar um desempenho nota dez desta vez — mas nem por isso deve perder o posto de melhor da classe. O Itaú Unibanco (ITUB4) divulga os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) nesta terça-feira (5), após o fechamento, e o mercado já chega preparado para um resultado mais “morno”.
A leitura predominante entre analistas é de um trimestre com poucas surpresas — e com mais sinais da já conhecida fraqueza sazonal do início do ano.
Ainda assim, a expectativa é de que o banco mantenha a principal marca registrada: a capacidade de gerar resultados robustos mesmo em ambientes menos favoráveis.
O mercado espera que o lucro líquido ajustado do Itaú chegue a R$ 12,452 bilhões, o que representaria um avanço de 14,3% em relação ao 1T25, e leve expansão de 1,1% na comparação trimestral, segundo o consenso da Bloomberg.
Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve girar em torno de 24,4%, patamar de rentabilidade que segue entre os mais altos do setor.
É preciso lembrar que o primeiro trimestre costuma ser mais fraco para os bancos, com menos dias úteis e uma dinâmica de crédito mais moderada.
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Além disso, desta vez, esse efeito deve ser potencializado por um evento específico para o Itaú: o pagamento robusto de dividendos no fim de 2025, que tende a pressionar margens e resultados na largada do ano.
Ainda assim, o banco continua sendo visto pelos analistas como o nome mais preparado para atravessar um ambiente mais apertado para o setor — e, mais do que isso, como uma espécie de “porto seguro” entre as grandes instituições financeiras brasileiras.
O UBS BB chama atenção justamente para o efeito dos dividendos sobre o resultado. Segundo o banco suíço, uma leve queda sequencial no lucro não pode ser descartada, especialmente após a distribuição de cerca de R$ 20 bilhões em proventos no último trimestre de 2025.
“Como consequência do pagamento relevante de dividendos realizado pelo Itaú em dezembro de 2025, as margens do banco (e o resultado final) devem ser pressionadas”, projetam os analistas.
Se confirmado, o movimento não seria exatamente uma quebra de padrão — mas tampouco é comum para o Itaú.
Afinal, desde o primeiro trimestre de 2020, o lucro do Itaú só caiu de um trimestre para outro uma única vez, no quarto trimestre de 2022, quando o banco foi impactado pelas provisões ligadas ao caso Americanas.
A XP Investimentos resume o tom do trimestre como “mais fraco, porém benigno”. A corretora também espera um recuo do lucro na comparação trimestral, mas ainda com crescimento na base anual e manutenção de uma rentabilidade “resiliente”.
Segundo os analistas esse desempenho deve ser favorecido, em parte, pelo próprio efeito dos dividendos: com um patrimônio líquido menor após a distribuição, a rentabilidade tende a se sustentar em níveis elevados, mesmo com um resultado operacional um pouco mais fraco.
Apesar desse possível “tropeço” nos resultados, a percepção geral segue positiva. O Safra destaca que o diferencial do Itaú continua sendo a consistência do seu modelo de rentabilidade.
“Mesmo com compressão marginal de margem e uma piora pontual da inadimplência acima de 90 dias, puxada por pequenas e médias empresas (PMEs) e pessoas físicas, o banco mantém indicadores que o colocam em posição defensiva no setor”, afirma, em relatório.
Do lado do crédito, a expectativa é de alguma desaceleração no crescimento da carteira.
Para a XP, o segmento de pessoas físicas deve sentir o impacto de uma menor utilização de linhas rotativas e de uma retração em cartões de crédito. Por outro lado, há vetores positivos que ajudam a equilibrar o quadro.
A corretora projeta crescimento “ainda saudável” em crédito imobiliário, consignado privado e operações com PMEs com garantia. Já o câmbio aparece como um fator de pressão para grandes empresas.
Por sua vez, o JP Morgan também espera um trimestre neutro para o Itaú, com qualidade de ativos superior à média dos pares, mas com alguns ventos contrários na margem com clientes — incluindo menos dias úteis e um saldo rotativo sazonalmente mais baixo.
Já o Bank of America (BofA) destaca o bom nível de provisões para perdas com crédito — um ponto relevante em meio a episódios recentes de inadimplência corporativa e pedidos de recuperação judicial.
“O banco parece bem provisionado, dada a sua postura defensiva nos últimos anos”, afirmam os analistas.
Se o curto prazo parece menos empolgante, o médio prazo continua sustentando o otimismo do mercado com o Itaú Unibanco. Entre as seis recomendações compiladas pela Broadcast, as ações ITUB4 seguem com unanimidade de compra.
Para o Safra, mesmo em um trimestre mais desafiador para o setor, a dispersão entre os grandes bancos deve aumentar — e o Itaú segue entre os mais bem posicionados para atravessar esse ambiente.
O BofA também está entre os mais construtivos. Para o banco, a rentabilidade deve continuar como diferencial, sustentada pela forte capacidade de execução da gestão.
"Esperamos que a rentabilidade permaneça em torno de 25% e considerando a forte capacidade de execução da administração, o que justifica, em nossa opinião, o alto valuation do Itaú”, dizem os analistas.
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