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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

UM DEGRAU POR ANO

Nubank (ROXO34) mira o topo: fintech assume o posto de 2ª maior instituição financeira do Brasil — e não pretende parar por aí

Depois de subir uma posição por ano no ranking, a fintech do cartão roxo conquistou medalha de prata na disputa por número de clientes

Camille Lima
Camille Lima
22 de janeiro de 2026
17:19 - atualizado às 16:52
Fachada de escritório do Nubank (ROXO34).
Fachada de escritório do Nubank (ROXO34). - Imagem: Divulgação

Desde que desembarcou no mercado brasileiro, o Nubank (ROXO34) nunca escondeu sua ambição de jogar nas grandes ligas. Agora, o banco digital do cartão roxinho pode dizer que está mais perto do topo do que nunca. 

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A fintech se tornou a segunda maior instituição financeira do Brasil em número de clientes, de acordo com dados do Banco Central. 

Hoje, são 112 milhões de clientes, o equivalente a 61% da população adulta do país. 

O número ganha ainda mais peso quando colocado em perspectiva: desde 2022, quando entrou no top 5 do ranking nacional, o Nubank vem escalando uma posição por ano. 

Além do tamanho da base, o engajamento também cresceu nos últimos anos. Cerca de 85% dos clientes estão ativos mensalmente, e a receita média por cliente (ARPAC) atingiu o maior nível da história no terceiro trimestre de 2025. 

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“Mais do que crescer em números, nosso foco é a presença significativa na vida financeira das pessoas”, disse Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, em nota. “Nossa base de mais de 112 milhões de clientes é fruto de um trabalho contínuo para oferecer produtos que façam sentido no cotidiano.” 

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O próximo degrau do Nubank (ROXO34) no Brasil

A pergunta que surge depois desse avanço todo é: qual será o próximo passo do Nubank? 

Se o ranking das fintechs já colocou o Nubank no segundo lugar, o futuro pode reservar uma disputa ainda mais ambiciosa: a briga definitiva pelo pódio dos grandes bancos brasileiros. 

Isso porque, nos últimos meses, a instituição deu início ao processo para obter uma licença bancária no Brasil.  

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No entanto, fontes indicam que o objetivo principal não é uma mudança imediata no modelo de negócios, mas sim uma exigência regulatória para manter a identidade da marca. 

Com mudanças regulatórias no Banco Central, o uso do termo “bank” passou a ser restrito a instituições que são formalmente enquadradas como bancos.  

Em nota, o Nubank reforçou que pretendia continuar operando como fintech e que a eventual autorização no Brasil se somaria a pedidos semelhantes já feitos em outros mercados, como México e Estados Unidos. 

Um dos fatores que explicaria a relutância inicial do Nubank em "virar banco" esbarraria em uma questão financeira: a carga tributária. Atualmente, os bancos tradicionais enfrentam uma alíquota de IRPJ e CSLL de 45% sobre o lucro real, enquanto as fintechs pagam cerca de 34%.  

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Especialistas apontam que obter a licença não alteraria o regime tributário automaticamente: em tese, se o Nubank continuar operando majoritariamente como instituição de pagamento ou financeira, poderia tentar manter a alíquota atual. Você confere nesta reportagem especial os detalhes. 

Procurado pelo Seu Dinheiro, o Nubank não retornou o contato até o momento de publicação desta matéria. 

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