Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar
Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

O mercado de petróleo está vivendo um momento de forte agitação. Por causa do conflito no Irã, o preço da commodity registrou sua maior subida semanal desde os anos 80. Para quem investe na Petrobras (PETR4), essa notícia é importante.
Analistas do Bradesco BBI calculam que, com o preço do petróleo nesse novo patamar, acima dos US$ 80 o barril, o retorno com dividendos da Petrobras pode chegar a 12,5% ao ano.
Porém, esse ganho maior para os bolsos do investidor depende de um fator decisivo: o repasse de preços. Desde que mudou a política de preços, a Petrobras não repassa imediatamente os preços do petróleo para a gasolina e outros combustíveis.
A petroleira considera a cotação da commodity, mas também outros fatores no cálculo final, como o preço do dólar — que também subiu nos últimos dias, embora não no mesmo nível.
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Para se ter uma ideia, atualmente a Petrobras está vendendo diesel com um desconto de cerca de 30% em relação ao preço internacional. Trata-se da maior defasagem desde 2022, segundo o Goldman Sachs.
Se o petróleo subir muito lá fora e a empresa segurar os preços aqui dentro para não pesar no bolso do consumidor, ela acaba ganhando menos dinheiro por barril. É esse equilíbrio que vai definir se os dividendos serão "turbinados" ou não.
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JCP — não dividendos — no radar
A Petrobras anunciou recentemente que vai distribuir R$ 8,1 bilhões em juros sobre capital próprio, referente ao quarto trimestre de 2025. Isso dá R$ 0,63 por ação. Com esse valor, o total distribuído pela Petrobras aos acionistas relativo ao ano de 2025 chega à marca de R$ 41,2 bilhões.
Em coletiva após a divulgação do balanço, a diretoria reforçou que a estatal não gosta de carregar caixa “sobrando”. Se enxergar um nível elevado e sem necessidade para financiar projetos, a opção sempre será devolver ao acionista.
“Reforço que nossa estratégia é gerar valor no longo prazo, conciliando investimentos e projetos de alto retorno com nossa política de dividendos”, disse o diretor financeiro (CFO), Fernando Melgarejo, em coletiva de imprensa.
O pagamento dos proventos da Petrobras serão em duas parcelas, nos meses de maio e junho de 2026, da seguinte forma:
- Primeira parcela, no valor de R$ 0,313 por ação ordinária e preferencial. Será paga em 20 de maio de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.
- Segunda parcela, no valor de R$ 0,313 por ação ordinária e preferencial. O pagamento será em 22 de junho de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.
A data limite para ter direito aos proventos da Petrobras será dia 22 de abril de 2026. A estatal também informou que os valores acima serão devidamente atualizados pela variação da taxa Selic de 31 de dezembro de 2025 até a data de cada um dos pagamentos.
Além de Petrobras
Para o Bradesco BBI, o investidor deve olhar para além da Petrobras. Segundo os analistas, com o petróleo nas alturas, os maiores benefícios recaem sobre empresas mais endividadas e com fluxo de caixa mais concentrado no curto prazo.
As principais opções são:
- Brava (BRAV3): considerada uma boa oportunidade visto que seus ganhos estão muito ligados ao preço atual do petróleo.
- Prio (PRIO3): É vista como uma empresa sólida, mas que sente menos o impacto imediato das variações do preço do barril em comparação com a Petrobras ou a Brava.
*Com informações do Money Times.
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