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A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

A S&P Global Ratings rebaixou a classificação de crédito da Raízen (RAIZ4) de CCC+ para CCC-, mantendo perspectiva negativa, em meio às discussões sobre uma reorganização da estrutura de capital da companhia.
O corte também atingiu os títulos seniores não garantidos emitidos pela Raízen Fuels Finance, que passaram a ter a mesma classificação. A agência manteve uma expectativa de recuperação de cerca de 65% em caso de inadimplência.
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões. Desse total, R$ 3,5 bilhões seriam aportados pela Shell e R$ 500 milhões pela holding Aguassanta Investimentos, controlada por Rubens Ometto.
A dívida líquida da Raízen subiu para R$ 55,3 bilhões no final de dezembro devido a uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais, que levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem mais baixos.
O plano também prevê venda de ativos, otimização das operações, conversão de parte da dívida em ações e alongamento de prazos de vencimento. Ou seja, tudo está na mesa para tentar manter a operação correndo.
Na avaliação da S&P, uma conversão de dívida por ações — considerada uma troca em situação de dificuldade financeira — é altamente provável.
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Segundo a agência, os controladores discutem há mais de um ano alternativas para reduzir a alavancagem da companhia, mas ainda não chegaram a um consenso, o que levou a S&P a classificar a governança da empresa como negativa.
Apesar de a Raízen ter encerrado 2025 com R$ 17 bilhões em caixa e acesso a uma linha rotativa de US$ 1 bilhão, a agência projeta fluxo de caixa negativo nos próximos trimestres, pressionado pelo desempenho mais fraco das operações de açúcar e etanol, pelos investimentos recorrentes e pelo alto custo da dívida.
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